Carta-resposta ao artigo ‘Professores, acordem!’ de Gustavo Ioschpe na Revista Veja

Por Wemerson Damasio, professor da rede municipal e estadual de Curitiba, em resposta ao artigo publicado na Revista Veja em 11 de maio de 2014, escrito por Gustavo Ioschpe.

Sociedade, acorde.

Esta semana li um artigo, muitíssimo bem escrito aliás (entenda-se bem escrito como: sem erros), sobre professores na revista VEJA, do então especialista em educação Gustavo Ioschpe, sim, especialista em educação segundo o que consegui buscar na internet. Indignado com o que li, resolvi expor aquilo que penso, mesmo porque se professor pode ser catado na rua, escritores de artigos também o podem.

Vivemos em um mundo capitalista, isso não é novidade para ninguém, afinal, com os preços absurdos das coisas, é natural que se pretenda receber mais pelo trabalho exercido. Cada um, em sua profissão, espera ser reconhecido financeiramente por aquilo que pratica e isso é um direito de todos e faz movimentar, economicamente, todo um país. Dentre os quais estão os formadores de opiniões. Ouvi muitas vezes o dito popular “de médico e louco, todo mundo tem um pouco”, o que não é mentira. Recentemente, resolvi parafrasear ou parodiar (ficou aqui a minha dúvida) “de professor e louco, todo mundo tem um pouco”. O porquê da mudança se deu devido a fatos diretamente ligados à educação brasileira. Seriam os educadores e professores vampiros econômicos? Estariam eles pensando única e exclusivamente em seu pequeno mundo? A autoflagelação passou a ser uma prática constante? A sociedade, por sua vez, apoiaria essas atitudes? Pois bem, a resposta para cada uma dessas perguntas é:  NÃO. E sim, com letra maiúscula para que possa ser bem vista  por aqueles que ainda acreditam em um país melhor. E, por falar em país melhor, recordo-me de discursos políticos que exaltam a educação como o ponto de largada para esse resultado.

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Uma luta, luta no sentido quase que literal da palavra (o que fugirá do contexto mencionar bombas, represálias, cavalos e outras coisas), é pelo PIB de 10% voltado para a educação. Repetirei, EDUCAÇÃO (letra maiúscula novamente, pelo mesmo motivo), e quando falamos aqui em educação, falamos em escolas, públicas ou privadas, estrutura física e de pessoal. Engana-se, e muito, quem acredita que a escola é feita de alunos e professores. Sim, estes fazem parte, mas somente uma parte. Pois além deles existem: a secretaria, os funcionários da limpeza, a responsável pela merenda (essa pessoa é muito importante), os equipamentos, o material escolar… muita coisa. Divida agora 10% por tudo isso e muito mais, você terá como resultado um percentual baixíssimo, tendo em vista que é lá na escola que se espera a formação de um futuro país. E colocamos toda essa responsabilidade sobre os ombros de um professor, esquecemo-nos do restante, principalmente daquele que retira o seu filho de sala de aula e o leva para o setor pedagógico porque ele está com dores de cabeça, estômago, no braço, no pé ou em qualquer parte imaginável do corpo. Daquele que precisa de um atendimento especial porque demonstra uma certa defasagem de aprendizado. Ou de um outro que por ventura necessita de um material diferenciado para que possa aprender. E por falar nisso, quem é que vai pagar esse material diferenciado? O professor? Esse que possui em média 35 alunos em sala? Infelizmente, sim. Mas por que se a educação é o princípio de tudo? Porque na mente de alguns, o professor está preocupado somente com o seu salário no final do mês. Alguns que não se dão ao trabalho de ler o que significa 10% para a educação.  Alguns que não estão preocupados se no sertão existe salas de aulas adequadas, merenda, carteira e material escolar. Alguns que deixam o seu filho na escola porque é um trabalho a menos durante algumas horas. Alguns que possuem a profissão que exercem não porque passaram pela escola, mas porque caiu do céu. Opa? Está chovendo profissões? Sinto decepcioná-lo, mas não.

Não é porque o profissional da educação sai às ruas reivindicando melhores condições que isso quer dizer melhores salários. É porque ele cuida de um filho que não é dele e que está preocupado com o futuro dessa nação. Simples assim.

64 comentários em “Carta-resposta ao artigo ‘Professores, acordem!’ de Gustavo Ioschpe na Revista Veja

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  1. Perfeito a resposta. O Sr. Gustavo Ioshpe esquece, também, de que para que um professor possa exercer sua profissão com qualidade, ele precisa ter tempo para preparar adequadamente suas aulas, pesquisas, pensar, corrigir avaliações, dentre outras coisas. Ele esquece que para que isso ocorra, é necessário um professor descansado, e não exercendo três turnos para dar uma vida digna à sua família. E isto só será possível caso receba adequadamente. Ele esquece que a Educação é muito mais que somente professores. Penso que a influência social é muito mais relevante,

  2. Achei pelo menos infeliz a reportagem do nobre economista. Penso que é fácil demais apontar o dedo e julgar. Isso qualquer um faz. Acredito que falar apenas daquilo que se leu não é suficiente para palpitar na área alheia! Cuidado DOUTOR Gustavo Ioscpe!!! Há um velho ditado popular que diz que quem fala demais dá bom dia à cavalo!

  3. Este artigo foi em HTPC na escola em que trabalho, e causou um alvoroço. Não conhece a realidade e nem as reivindicações gerais dos professores, que fariam muito mais efeito do que tão somente melhorias salariais. Foi superficial e todos gostaríamos que ele ficasse uma semaninha dando aula em nosso lugar e conversando conosco sobre suas experiências e depois escrevesse um artigo deste naipe…

    1. É vero. Esse tal de Gustavo Ioschpe foi infeliz em suas colocações, não sabe nadinha de como funciona o sistema educacional nem mesmo uma sala de aula e a complexidade de uma escola. Esses são os papagaio que reproduzem o que o sistema capitalista quer. Lamentável

  4. Estou insatisfeita com a Revista Veja!!! Posto que sempre respeitei e trabalhei com seus artigos publicados.
    Agora, permitir tais comentários acerca dos professores? Tá certo que todos têm o direito de dizer o que quiser. Fala o que quer! Vai ouvir o que não quer.

  5. Por isto que eu odeioooo estes tais especialistas em educação. .aliás são tão bons que deveriam ficar em sala ..resolveriam tudo…kkkkkk…me poupe!

  6. Simplesmente, isso!!! Parabéns pelo texto, tudo o que eu pensei sobre o artigo do INFELIZ E INCOERENTE do Ioschpe, você disse com muita sensatez. Obrigado!!!

  7. Se Maria Antonieta disse a célebre frase: “Se não têm pão, que comam brioches”, eu não sei. Mas esse profissional(???), Gustavo Ioschpe, pensa que é Maria Antonieta, e quer que façamos no Brasil, com o que temos aqui (material, cultural e economicamente) o que se faz no Japão, por exemplo. Ioschpe é uma pessoa para ser esquecida, pelo menos pelo infeliz artigo intitulado “Professores, acordem””

  8. Gostaria que ele passasse um tempo na sala de aula da periferia e que levasse consigo um parente menor.Aí sim nós iríamos dizer que você é o especialista em educação,mas não sentado fazendo pesquisa é com a mão na massa.

  9. Dr Gustavo
    Que indignação em perder meu tempo para ler tantos disparates escritos por você. Tantos estudos da sua parte não foi o bastante para tirá-lo da alto de sua ignorância. Te dou uma sugestão: Vá trabalhar pelo menos 10 anos na educação, mas lá, no chão das salas de aula e, depois, você volte a escrever sobre os professores porque só assim você vai compreender as condições de trabalho. Parabéns pela sua derrocada.

  10. muito fácil falar sem conhecimentos vividos, se ele fosse para uma sala de aula com 45 alunos onde a maioria desses alunos estão ali forçados, então ele poderia falar dessa forma sobre os professores, que hoje trabalham doente, com medo de ser agredido, roubado ou mesmo até estuprado!!

  11. Acabei de ler a reportagem da revista “Veja”, ou seria melhor dizer “Cega”, “Surda”, pena que não é “Muda”, e fiquei indignada!!! Vivemos em um país onde prezamos pela liberdade de expressão, entretanto, algumas vozes deveriam ser silenciadas. É triste ver que nesse país existem pessoas, e com acesso a grandes veículos de comunicação que desconhecem de maneira geral e verdadeiramente absoluta a realidade e contexto educacional. Agora, o que eu gostaria de saber é se este economista gostaria de realizar o trabalho dele recebendo o que ganha um professor? Isso sem mencionar, todos as outras questões que só um professor vivencia diariamente.

  12. A educação, em qualquer parte do mundo, é formada por um tripé. Escola com boa estrutura x professor de qualidade x aluno com mínimo de condição de viver em meios sociais. Esqueceu o especialista de discutir sobre o último item. Um professor hoje, pode planejar aulas maravilhosas, mas com o tempo vão se perdendo devido a clientela, que em sua maioria, não possui uma família bem estruturada, fruto de uma sociedade que já não sabe mais ser cortês, fala palavrões que aqui não é permitido reproduzir, são violentos, entre muitas outras coisas. Enfim, é fácil colocar a culpa no lado mais frágil, FRÁGIL, não vítimas, e tirar a responsabilidade de todo um sistema.

  13. Fiquei decepcionada? Não sei se é esta a palavra… Mas, Gustavo Ioshpe me agrediu, a mim e creio a muitos profissionais sérios que se orgulham de dizer que são professores, apesar das mazelas a que são submetidos ou se submetem no dia a dia como tantos comentários aqui enumeram. O autor do texto da Veja representa, ao meu ver, a materialização da falta de respeito latente em nossa sociedade e a capacidade nula de olhar e colocar-se no lugar do outro. Não somos vítimas, não ficamos chorando no “muro das lamentações”, professor é uma profissão! E como em todas, TODAS, há aqueles que se dedicam de fato e aqueles que empurram a vida, vão deixando ou se deixando levar… Não venha me falar do que vc não sabe, Gustavo… Duvido que visitou as escolas das periferias de seu país. Vc não me conhece, não sabe de minha vida, não sabe de minha formação, nem o que levo no peito, de minhas ideologias, de minhas práticas, PRÁTICAS, por que eu não me debruço sobre os livros e fico teorizando, eu estudo e muito, mas ponho em ação o que acredito. Dentre alegrias e tristezas, não sabemos das pessoas, ao vermos apenas sua casca, mas as palavras dizem sobre nós, ou nos representam… Sua escrita fere, Gustavo! E, como no ditado latino que reforça o poder do que escrevemos: “Verba volant, scripta manent” (as palavras voam, a escrita permanece – tradução livre), deixo meu registro como forma de indignação!

    1. Senhor especialista, a rede pública de ensino do Estado de São Paulo, também é formada por professores pós doutorados, doutores, mestres, especialistas. Além de advogados, engenheiros, arquitetos, farmacêuticos, contadores e outros mais.

  14. é verdade, eu só tive professor medíocre na escola…estudei em ambos as redes particular e publica..tive que ralar bastante pra conseguir um lugar ao sol …

      1. Acredito que você Sr. Caio seja mesmo um derrotado e ainda não conseguiu um lugar ao sol, frequentou tanto as escolas publicas e particulares e não aprendeu se quer escrever teu nome. Nome próprio inicia-se com Letra maiúscula .

    1. Sem dúvida alguma o país está repleto de gente medíocre, ou seja, explicando melhor para o senhor especificamente, repleto de pessoas possuidoras de uma formação educacional e/ou cultural, niveladas pelo meio termo. Pois, estas, são incapazes de sequer refletir na origem de todo o caos político/econômico e social pelo qual o país vem passando, a fim de se chegar a conclusões justas e sérias. Pois, o grande problema, senhor Caio, não pode ser avaliado isoladamente. A verdade é que a população está sofrendo com todas as mazelas provocadas pelos nossos dirigentes políticos que aí estão há mais de 20 anos no Poder, para não dizer, mais de 500 anos! Portanto, pode-se dizer que – nem o senhor e nem esse tal de Gustavo – possuem muita culpa em suas tristes e desastrosas análises. O senhor, por sua vez, possa ser que pertença verdadeiramente a essa população massacrada, sofrida, ainda escravizada. Esse Gustavo, por outro lado, apesar de ser um dos dominadores, escravagista, não passa de um coitado, diria até mesmo ingênuo, pelo fato de fazer um jogo tão sujo, de forma escancarada, abertamente. Mas que demonstra nada saber da situação política/econômica e social do país, muito menos, da degradante situação de miséria a qual o povo genuinamente brasileiro constantemente é obrigado a enfrentar. Entrementes, há pessoas que, como o senhor, sr. Caio, e como eu, e como alguns outros não se deixam ser dominados, “ralam” para conseguir um pedaço de lugar ao sol.

    2. Não podemos condená-los. Nem ao senhor Caio e nem mesmo ao ilustre dominador, senhor Gustavo. Pois, o primeiro, deve realmente pertencer à grande massa da sofrida e ainda escrava população brasileira, a qual, de uma forma ou de outra, precisa “ralar” para se conseguir um pedacinho de lugar ao sol.Quanto ao outro, ou seja, o senhor Gustavo, conforme pode-se fazer pesquisa, não passa de um estrangeiro dominador. Porém, é digno de pena, pois de forma escancarada e sem qualquer reflexão plausível, vem a público dizer tantas imbecilidades sem possuir algum teor que seja merecedor de crédito. É um coitado, apesar do paradoxo, de ele ser um dominador.

  15. Já faz tempo que o excelentíssimo economista Sr. Gustavo vem me aviltando pela revista Veja e a todos os professores desse país. Seus artigos costumam ser ofensivos repetidamente e sempre o alvo somos nós:os “coitadinhos” , segundo a opinião do ilustre cidadão. Fiquei indignada no domingo, quando li as palavras desse artigo e a indignação permanece. Ele deve ter sofrido na infância , no período escolar e desconta nos professores incessantemente, já faz algum tempo… Vai daqui, minha resposta: ACORDA GUSTAVO! Você não é merecedor nem de pronunciar a palavra PROFESSOR.
    ESQUEÇA QUE EXISTIMOS E QUE SEJA O ÚLTIMO ARTIGO ESCRITO POR VOCÊ A NOSSO RESPEITO!
    VÁ FALAR SOBRE ECONOMIA, QUE VOCÊ GANHARÁ MAIS!

  16. Parece que o Sr. Gustavo Ioschpe conseguiu o que queria; holofotes!
    Espero que seja um homem de palavra e que o seu artigo seja mesmo o último, achincalhando os professores.
    Por que será que os outros articulistas da Veja são tão mais respeitosos, quando abordam o assunto educação?
    Leio sempre o Guzzo e o Castro e curvo-me à maioria de seus comentários ponderados e oportunos.
    Penso que não deveríamos prestigiar tanto o Sr. Gustavo Iochpe.

  17. Passei a semana inteira esperando a próxima edição da revista Veja para saber a opinião dos leitores a respeito desse artigo. Para minha surpresa, alguns poucos se manifestaram ( se a memória não me falha). Uma deslumbrada, que, pelo visto, ainda não percebeu em que país vive, um outro que, para salvar a situação, é um professor real e não um “analista”, um doutor que, imagino, deve viver numa cadeira de analista, como a maioria dos seus colegas de universidade que desconhecem a realidade, o dia- a -dia de um professor de escola de ensino básico no Brasil…entre outros…Enfim! Quando percebi a ausência de manifestações, que acredito, deveriam ser muitas e de indignação contra o referido artigo, fiquei pensando, cá, com meus botões: a que se deve essa ausência? Porém, acabei chegando à seguinte conclusão: ou a revista selecionou alguns dos textos menos “furiosos” com a opinião do articulista ou.. Já sei! Os professores deste país não leem a revista porque, assim como eu, não têm dinheiro para fazer a assinatura ou porque trabalham três expedientes para sustentar a casa e tombam , geralmente, lá pela meia – noite, todos os dias, depois de ralar muito para, pelo menos, ter com que pagar as contas mensais, já que o salário, diferentemente do que o articulista imagina, não é pago em outra moeda, é em reais mesmo, e poucos! Sei não! Quantos palestrantes desconhecedores da realidade estão discutindo e discursando a respeito daquilo que não vivem, que não conhecem. Queria ver o sr. Gustavo entrar numa escola pública às sete da manhã e sair às onze e meia, no mínimo, depois de ver , ouvir e viver o que nós professores conhecemos. Ah! Tenho certeza que ele, só para começar, iria se perguntar onde é mesmo que nós estamos? Brasil é??? E depois… meu Deus! Serão esses uns heróis ou serão professores?Oi??Anh? ACORDA, GUSTAVO!

    1. Oi Ana, a revista seleciona sim apenas alguns textos para publicar. Mas não sei dizer se somente os menos “furiosos” como vc diz ou qual o critério. Também me espantei com a quantidade igual de cartas/emails elogiando o artigo. É realmente absurdo.

  18. Sabe o que falta pra educação escolar melhorar???

    Após ler o artigo de Gustavo Ioschpe, fiquei estarrecida com o texto. A quem interessar foi publicado no dia 14 de maio, na revista VEJA. Não ia me manifestar por que to cheia de falarem da educação ficando do portão pra fora, mas tem que cair a ficha, a educação brasileira está um CAOS, seja pública ou particular. Agredi professores, tentar ridicularizar nossas reivindicações caro senhor GUSTAVO é no mínimo falta de respeito, por que pra falar das causas tem que fazer parte delas. O que falta pra educação escolar melhorar é: salário digno sim senhor GUSTAVO, por que, que eu saiba nenhum profissional trabalha de graça. É preciso pai dentro da escola participando, é termos redatores como o senhor, visitando escolas principalmente públicas de periferia e vivenciando o q realmente ocorre ali, ´para depois escrever algo consistente e real. Fico indignada como temos teóricos preocupados com a educação, com receitas de como ensinar, com psicologias vagas de carinho, amor, afeto e formação dos educadores…… tudo isso é importante e posso garantir que acontece mas o que falta de verdade, é parar de comparar o BRASIL com outros países, parar de achar que professor tem que amar e tolerar, o amor já existe quando se resolve fazer licenciatura. Bom. Sei que esse texto vai parar aki mais não aguento mais tanta gente dando palpite na educação sem entrar na escola e tentar fazer o que fazemos. Ser mestre, doutor, Phd em educação, pra mim , só tem valor se vivenciou pelo menos 5 anos a rotina de uma escola pública, no mais é mais um querendo vender livro e criar polêmicas…….

    1. Gostaria de ouvir a opinião dos professores que perderam tempo tentando ensinar alguma coisa para esse tal Gustavo. Devem estar no mínimo indignados, pois o tal não aprendeu nada. kkkkkk

  19. “ A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
    Nelson Mandela
    Caro Gustavo Ioschpe , nos parece que quem não conhece a realidade do sistema educacional público brasileiro é o senhor. Reivindicamos, sermos tratados como um profissional, sermos respeitados como um profissional e, reivindicamos, também, momentos onde haja QUALIFICAÇÃO! Você conhece a nossa rotina? Claro, que não pelos seus argumentos covardes…Trabalhamos horas em pé, falamos horas (inclusive neste exato momento estou totalmente afônica), lidamos com famílias disfuncionais, o que resulta em alunos com demandas diferenciadas, exigindo de nós professores uma carga emocional bastante equilibrada. Conforme pesquisas o número de professores que ficam doentes a cada ano é alarmante. Já ouviu falar na síndrome de Burnout? Provavelmente, não, pois, com certeza, trabalha em um ambiente climatizado, assentado, não precisa trabalhar com medo de ser recebido por um aluno com arma nas mãos, nem subir um morro onde crianças de aproximadamente 13 anos empunham uma arma. Não precisa carregar cadeiras de uma sala para outra a fim de evitar uma maior indisciplina. Não precisa enfrentar um calor insuportável com um único ventilador, isto quando existem ou quando não estão quebrados. Já precisou carregar crianças no colo afim de livrá-las de inundações nas escola? Não, claro, que não. Mas, esclarecerei para o ilustre colunista, a síndrome de Burnout caracteriza-se por uma excessiva exaustão física e emocional, começa com um sentimento de desconforto que aumenta, enquanto a vontade de lecionar diminui. Burnout pode ser traduzido como queimar, pifar.
    Sobre algumas considerações do ilustríssimo colunista, gostaria de comentar algumas:
    Primeira: se vocês são vítimas que não têm culpa de nada, também não poderão ser os protagonistas que terão responsabilidade pelo sucesso.
    Você acha que isto é vitimizar uma situação? NÃO, ESSA É A NOSSA REALIDADE!
    “ Abandonem essa obsessão por salários. Ela está impedindo que vocês vejam todos os outros problemas — seus e dos outros. O discurso sobre salários é inconsistente.
    .Temos o direito de acreditar que o salário e a carreira são pressupostos para uma efetiva valorização docente, e, por favor qual é o seu salário mesmo seu incorrigível romântico? Imagino qual seja, uma vez que trabalha para uma das maiores editoras do Brasil. Vi outros textos escritos falando de outras categorias, como dentistas, médicos. Que lindo! Tão… Tão… distante da nossa realidade. Parece que não conseguiu aprender com nenhum mestre o significado da palavra UTOPIA. Cada profissional, independente da categoria ou segmento merece ser valorizado.
    Responsabilizar o professor por esta situação é fácil o difícil é se colocar no lugar dos mesmos. Estamos sendo responsabilizados por uma questão política. Te convidamos a passar 1 mês em uma sala de aula LOTADA , com o salário que recebemos, dando banho, trocando fraldas, ouvindo crianças com relatos de abusos sexuais e agressões físicas e ainda, por causa do nosso compromisso com elas,buscar soluções para oferecer aos nossos meninos e meninas uma educação que tem sido descaracterizada por pessoas como você.
    Você sabia que é muito comum professores trabalharem em jornadas extenuantes, saindo de uma escola para a outra a fim de aumentar sua renda? Perfazendo um total de 3 períodos diariamente a fim de obter uma renda compatível com seu nível acadêmico? Não acredita que tudo isso conspira contra um ensino de qualidade? Ah! Não, certamente, não. Você chama isso de vitimização.
    Sobre os professores cubanos… já estive lá e conheci a realidade dos cubanos. Eles NÃO VIVEM com 28 doláres, SOBREVIVEM, COMENDO ARROZ E FEIJÃO.
    “ Vocês são os guardiães e retransmissores do conhecimento acumulado ao longo da história da humanidade. Menosprezar ou relativizar esse conhecimento é cavar a própria cova”
    Tão bonito… Se não fosse UTÓPICO. Esta fala sua, aponta para a desvalorização profissional. ESTE TOM ROMANTIZADO NÃO PODE NOS INTIMIDAR. NÃO VAMOS DESISTIR DA NOSSA LUTA. SOMOS PROFISSIONAIS, muitos de nós temos mestrado e doutorado e somos sub-remunerados. Temos orgulho de ser quem somos mas, não vamos paternalizar nossa profissão. Se realmente acredita nisto, deveria ter noção de que conhecimento é uma arma poderosa. Nossa missão é dignificar o nosso trabalho e sermos profissionais com competências para ensinar. Professora Jane.

  20. QUE ACORDE QUEM SE ACHA NO DIREITO DE CRITICAR OS EDUCADORES SEM ANTES TER PASSADO POR UMA SALA DE AULA!

    Que vá para uma escola pública em uma sala de aula com 40 alunos. 25 destes têm alguma síndrome ou estão lá porque a lei obriga, 10 tem problemas familiares ou emocionais e apenas 5 fazem tarefas como devem. Utilize a melhor tecnologia existente nas escolas (laboratórios de informática que comportam 20 alunos e você tem 40), use projetor (espere 10 minutos até instalar na sala), leve material impresso com o dinheiro do seu bolso, porque “passar conteúdo no quadro é encher linguiça”, dê a melhor aula possível, prescreva tarefas. No outro dia corrija caderno por caderno, enquanto outros 39 conversam. Então aplique avaliação e leve para casa, passe o final de semana corrigindo para avaliar os resultados (esqueça a família e os amigos). Em seguida elabore a recuperação, prepare uma excelente aula de retomada de conteúdos, aplique a recuperação e leve pra casa novamente pra corrigir. Foi pouco? Hum, acho que isso “é uma enrascada!!”

    Já estamos acordados faz tempo e é por isso que estamos lutando por nossos direitos!

    Deveria ter pensado nisto antes de escrever a reportagem:

    “Se você se achar no direito de julgar alguém, lembre-se que você estará interrompendo o seu direito de ser inocente.”

  21. Sou professor, mais não sou Hipócrita. Faço uma pergunta todos essas pessoas que comentaram e demais que fizerem o mesmo. Os filhos de vocês estudam ou estudaram em escola pública? Como vc professor de rede publica, não acredita no ensino público? Como você está exercendo uma profissão que você não acredita? Sejam coerentes, não venha aqui falar que “meu filho estuda sim em escola particular mais eu acredito na rede pública. Hipócritas,hipócritas que falar isso. Pra mudar a educação precisa de investimentos em outras áreas e isso não acontece. Ai vem uns filósofos falarem que “tudo parte da educação se não tivemos uma educação de qualidade não teremos cidadãs conscientes…” Podem derramarem carradas de dinheiro na educação, mais se não investirem em outras aspectos essa realidade educacional na vai mudar só nunca.

    1. Me desculpe Everton, mas um professor que não sabe diferenciar MAS e MAIS estaria realmente sendo hipócrita se não se achasse parte dos maus professores que o Gustavo fala em seu texto. Pelo menos você é coerente.

      1. Cara, Ana Morais! Acabo de receber seu comentário, via e-mail, sobre o uso de MAS e Mais. Acontece que acredito que a senhora esteja me confundindo. Não fui eu quem cometeu tal equívoco!
        B. F. Silba

    2. Se você é professor você sabe que para melhorar o nível do professorado é preciso que a valorização do professor seja uma prioridade. Só assim haverá uma concorrência maior e, por conseguinte, haverá uma seleção natural, pois o profissional da educação tem que ter a plena consciência da responsabilidade que tem em mãos, a começar pela necessidade de uma constante atualização dos conhecimentos. bem como no tocante a vocabulário, modo de escrever etc.

  22. Ilustre, senhor Gustavo!
    Sem me surpreender ao ler seu texto referente à classe docente do ensino público, publicado através da Revista “Veja”, em 14/05/2014, sob o depreciativo e irônico título “Professores, acordem!”, resolvi – por obrigação – responder-lhe.
    Primeiramente, quero começar esclarecendo que qualquer que seja o assunto que denote contrariedade a um grupo de manifestante, sem seu responsável fazer parte do mesmo, sem ter conhecimento da área específica, por si só, é desmerecedor de qualquer crédito, submisso ao recebimento do mais ignóbil repúdio. Vale esclarecer, ainda, que, seguindo o bom-senso do curso da vida em sociedade qualquer manifestação que se faça não se faz pelo simples fazer. Sempre haverá uma motivação que a justifique!
    Nobre, senhor! Sim, nobre, senhor! Diante de seu execrável texto, a conclusão a que se pode chegar é que o mesmo parece ter sido produzido por alguém que esteja muito distante do problema enfocado e, consequentemente, que nada ou pouco sabe a respeito do assunto tratado, ou seja, da Educação.
    Senhor, não há como negar, em termos, quando disse que está desastrosa a situação da Educação no país. O desastre educacional não é somente um desastre educacional, mas é o caos que está generalizado, predominante em todas as esferas sociais. Em todas elas podem ser presenciadas as graves e catastróficas consequências geradas por uma política fétida produzida por desinteressados e gananciosos dirigentes governamentistas.
    Somente para ilustrar essa atual concepção educacional do “promove-se sem saber”, podemos citar alguns casos dramáticos sociais, reflexos do mesmo. Pois, assistimos frequentemente aos noticiários de televisão e nos deparando com determinado médico prescrevendo receitas equivocadas. Tal fato ocorre, quando não amputa uma perna saudável no lugar de outra ruim; outro médico prescreve qualquer aspirina quando o paciente se queixa de febre e dores musculares, constatando-se mais adiante, após a morte do paciente, se tratar de uma grave enfermidade como a temida tuberculose ou a própria epidêmica dengue. O mesmo ocorre com regularidade com o engenheiro, que constrói o edifício e de repente o mesmo cai por terra, desmoronando-se por falta de responsabilidade e/ou mesmo capacidade. O advogado, por sua vez, também formado nessa mesma política da “promoção automática” muitas das vezes é preciso estudar a peça, a causa, a fim de orientar corretamente o orientador, o representante legal que fora constituído. E, por aí se vai o povo emudecido, trilhando timidamente nessa angustiante estrada sem perspectiva de chegar a qualquer lugar. Apenas caminha e segue em frente. Dessa forma, seguindo a lógica de vossa senhoria, qualquer um também pode ser laçado pelas ruas, receitar remédios, construir prédios e pontes e defender o cidadão perante a um tribunal.
    E, numa espécie de demência coletiva, alguns ainda acreditam estar fazendo um bem social, montando “Ongs” e outros afins sociais. Porém, estão na verdade promovendo e contribuindo com a perpetuação dessa grande moléstia social. Devessem, antes, aprender a cobrar de quem realmente nos deve, pois os altíssimos impostos pagos pelos cidadãos deveriam ser cobrados, a fim de que fossem convertidos para o bem social, para o bem comum.
    Senhor, quando disse que seu texto não me surpreendera, foi pelo fato de já ter absorvido, de forma empírica, o conhecimento dos ideais hipócritas e demagogos de determinados agentes dos setores que ainda detém o poder de comunicação, o poder de alienação. Dentro desse mesmo contexto e falando se seu texto, o mesmo retrata e possui a pretensão de se substabelecer nesses setores de valores negativos e invertidos, enquadrando-se nos parâmetros anormais, característicos de uma sociedade doente onde o que impera e a determina são os desvalores morais e éticos, ditados por esses pérfidos defensores sociais. E, que não passam de infames dominadores e arcaicos alibamas no sentido mais abominável do termo. O que sobra disto tudo é apenas esse sistema de educação: perverso, delinquente e imoral, além de um sistema de saúde público, indigno e sórdido, dentre outros.
    É de bom tom saber, ainda, caro senhor, já que estamos tratando especificamente de Educação, que dentro dos muros escolares existem, com muita frequência, apenas tentativas de ensino, pois não há mais respeito para com os professores e os alunos simplesmente não mais ‘aceitam’ as aulas. Em uma sala de aula de, em média possuindo quarenta e cinco alunos, pode-se contar apenas seis – e sem exagero – interessados no aprendizado. Pois, dentro de uma sala de aula os professores se deparam com alunos malcriados e que não respeitam qualquer princípio, além de se utilizarem irregularmente de celulares, ouvindo música e assistindo sabe-se lá o quê. Quando são repreendidos discutem com os professores, os coordenadores e até mesmo com os diretores chegando muitas vezes a ofendê-los com palavras obscenas. Tudo isso ocorre, de fato, quando não partem para a agressão física.
    Ainda para o seu conhecimento, ainda dentro dos muros escolares, senhor, nós professores podemos dizer com propriedade que os alunos simplesmente vão para a escola porque alguém de sua residência os envia para a escola. Não vão à busca de conhecimento algum, mas à busca de aventuras juvenis e de um ligeiro lazer. Não possuem compromisso nenhum, uma vez que sabem que aprendendo ou não, irão passar para a série seguinte. Portanto, como fora dito, o professor até que tenta passar sua sabedoria para eles, mas a aprendizagem praticamente é inexistente. Que fique claro! O protagonista dessa maldita e cruel história, senhor, não mais é o profissional em educação, ou seja, o professor, mas o aluno matriculado em uma unidade escolar. Hoje em dia, basta o ser estar matriculado em uma escola que o mesmo passa a ser esse protagonista e, pasme senhor, se puder… Ele não precisa ter limites de disciplina ou ter respeito para quem quer que seja.
    É importante saber ainda, fidalgo senhor, que a construção de uma sociedade justa, uma sociedade de bem, somente se faz através de uma Educação forte e digna. Não baseada em uma pedagogia frouxa. E, para consegui-la é necessária uma imperiosa presença: a presença de um responsável chamado, professor. Além disso, é necessária a obediência a alguns itens essencialmente relevantes, conforme elencados abaixo:
    Primeiro, devolver ao professor o direito de cátedra e o poder de exigir de seus pupilos o retorno daquilo que lhes fora ensinado; segundo, o desempenho que precisa ser melhorado – conforme o senhor conjecturara – deve ser cobrado dos seus e dos líderes políticos do povo; terceiro, falar de modelos educacionais de outros países é balela, pura demagogia. É preciso se situar em seu próprio território; quarto, na história desse país nunca houve para o professor o chamado, conforme o senhor mesmo declarara, “tempo das vacas gordas”. Esse período até que houve, sim, e ainda está havendo, mas não para nós, e sim, para os Alibamas (no sentido mais abominável de seu significado) que chegaram e ainda chegam a esse país desbravando-o como se ele fosse território de ninguém. Dessa forma, ilude-se, ou quer ser iludido, mal informado senhor Gustavo, quando apoliticamente e sem ter qualquer zelo expressara em seu copioso e sardento texto recorrendo à utilização de termo tão popularesco, pueril e convencional; quinto, uma leve correção: a Educação não é bem um desastre, senhor. Conforme já dissera, ela se encontra em desastre. Contudo, não que ela seja ou esteja um desastre, mas ela já nascera um desastre, bem como as outras esferas dentro do contexto social. Pois, as consequências do descaso dos representantes políticos estão refletidas nitidamente nos semblantes do afligido e padecido povo há séculos; sexto, a sociedade precisa de fato saber como andam as escolas, especialmente, o senhor, já que ousou discorrer sobre o tema. Assim sendo, aconselho-o a informar-se melhor. E, já que o senhor não é professor e, caso tenha a mesma audácia, desafio-o a solicitar a qualquer direção escolar preferencialmente de ordem pública, sua presença a uma sala de aula qualquer como ouvinte e convidado, apenas durante os árduos cinquenta minutos de aula dos quais normalmente o professor é forçosamente a enfrentar; sétimo, quando a Educação começar a dar certo o país se engrandecerá com verdadeiros e leais representantes políticos no Poder, inegavelmente; oitavo, a cova a que o senhor se referira já fora cavada para o povo há mais de quinhentos anos por esses líderes que ainda estão nesse mesmo infame poder, mas que já estão começando a sentir o reflexo negativo a que isso proporcionara; nono, é uma comédia infantil e sem graça pensar que politicamente Educação possa ser um assunto discutido com leigos, que nada conhecem da área. Seria como se o dentista tolerasse discutir sua situação, seus problemas profissionais juntamente com engenheiros, publicitários, economistas e etc.; décimo, reivindicar salários e melhores condições de trabalho sempre foi e sempre será um direito do cidadão pagador de impostos, de altíssimos impostos.
    Mas, atenção! Não bastará simplesmente valorizar o professor aumentando seu salário e/ou formulando um plano de carreira, o qual ainda não há para os professores da rede pública estadual. Será necessária a implantação destemida de deveres, regras austeras e audaciosas, segundo as mesmas os discípulos ter-se-ão de rigorosamente cumprir. Regras essas que sejam soberanas no seio escolar, independentes de quaisquer outras leis que se possam ser encontradas fora da fortaleza educacional. Pois, sem disciplina não há assimilação alguma.
    Diante do exposto, reforçando, somente haverá uma saída. Pode parecer utópico, mas somente com essa combinação de estratégia, ou seja, valorização do professor na questão salarial e declaração de regras disciplinares severas é que resultarão fins satisfatórios na Educação. De fato, seria utópico caso aqueles que estejam pretendendo destinar os tais dos 10% de ‘royalties’ do pré-sal à educação, em dez anos, não pensarem nesse binômio de tamanha relevância. Ainda retornando ao item anterior, para sua informação, a primeira greve ocorrida no país de que se tem notícia aconteceu em Mucuripe, sertão do Ceará, no século XVIII, onde muitos trabalhadores das plantações de milho, sob escaldante calor, reivindicavam por melhores condições de trabalho. Pasme! Reivindicavam apenas chapéus de palha, já que somente o patrão é quem o utilizava; décimo primeiro, deve-se exigir dos representantes legais os amplos direitos de cada cidadão e fazer com que eles cumpram o seu fundamental dever. Vale lembrar que John Locke destituiu um rei de seu poder somente com suas sábias reflexões político-social, baseadas no direito de propriedade/liberdade e consequentemente no cumprimento dos deveres dos líderes para com seu povo. Para finalizar, concluo esse acanhado e humilde texto oferecendo gratuitamente a tão procurada receita para que se obtenha a sonhada Educação de qualidade. Tome nota, senhor! Para tanto, é preciso que haja apenas o binômio salário digno aos professores e rigorosa lei disciplinar. Ou seja, àqueles que não se adequarem às normas disciplinares dever-se-á ser aplicada a norma de disciplina, de imediato e sem qualquer temor de aplicá-la. Somente com o estabelecimento de severas regras e com punição exemplar aos seus infratores é que realmente haverá o verdadeiro ensino-aprendizagem. Portanto, senhor, instrua-se melhor com um professor antes de expor opiniões vazias e decompostas. Pois, sem ter a consistência da justa razão, elas serão irracionais. E, quem quiser ser racionalista não pode se deixar levar por conclusões infundadas, sem possuir o devido teor científico da questão. Procure um professor. Leia mais! Eduque-se melhor!
    B. F. Silva
    Professor e escritor – Ferraz de Vasconcelos/SP – 20/05/2014

  23. Assim como meus colegas professores me senti muito ofendida com as palavras do “caro Gustavo Ioschpe”, CARO no sentido literário da palavra pois pesquisando sobre o ilustríssimo sujeito, vi que ele estudou nas mais conceituadas escolas e universidades já vistas, e portanto nunca deve ter pisado em uma escola pública em sua vida, que pena! Se isto estivesse ocorrido hoje sua coluna falaria com respeito do profissional mais importante que existe o PROFESSOR. Quando ele fala que professores só lutam por salários e que isto não melhorará a educação e que trabalhamos por dinheiro fico imaginando o quanto este cretino recebeu dos nossos piores algozes – prefeitos, governadores, presidentes, entre outros- para escrever esse lixo em que ele assina com orgulho, agora sei porque não recebemos nossos aumentos e nossos salários estão defasados, a verba que deveria ser destinada as nossas reivindicações deve estar pagando idiotas como ele para falarem mal de nós PROFESSORES! Sem contar que todo o problema da sociedade decai sobre nossos largos ombros. e ai vejo que um “economistazinho” de meia pataca como este não consegue fazer uma simples conta matemática, 10% do PIB para quase 60 mil escolas em todo o Brasil é extremamente irrisório diante de tantos gastos que uma escola PÚBLICA que atende a 40,3 milhões de alunos tem. Professores de todo o Brasil, penso que este cidadão realmente não sabe do que estava falando e espero fielmente que um dia ele venha conversar conosco para ser mais feliz em seus comentários (a nosso respeito). Fica aqui um ditado popular PODIAS TER DORMIDO SEM ESSA, ou ainda, O SILENCIO É UMA PRECE!

  24. Esse imbecil nunca teve professor ou esqueceu que todos os profissionais foram formados por professores? Imbecil mesmo, deve ser péssimo profissional e pessoa esse Gustavo!

  25. Com todo respeito,Sr Gustavo Ioschpe,a sociedade mudou, coloque-se em uma sala de aula com alunos que vem de pais precoces, e separados, vioLencia familiar,drogas, manuseio de armas, alunos com laudos psicos e com problema de conduta (ordem do juíz), muitos outros problemas, que se refletem em sala de aula. Me diga esses alunos querem algum conteúdo, a vida lá fora é melhor, eles não querem aprender, se insistir recebe ameaças de morte. Quanto mais se estuda , se informa a respeito de violência, menos se entende a juventude revoltada, NÃO SE PODE CHAMAR ATENÇÃO, NEM DAR LIMITES, eles dizem; está me agredindo verbalmente e deixando-me em vexame, é o Estatuto. Ah!, a culpa é do professor, o professor está sozinho. Apenas uma solução “mudar de profissão”, aí o problema acaba e começa em outro profissional, está bom “pra” você. Na escola pública ainda há pais que se importam com seus filhos, mas também não estão dando conta, pois o ambiente a amizade com “estes”, muda o pensar e o comportamento.
    Nunca se deve comentar sobre algo, sem antes conhecer o assunto na prática.

  26. Senho Gustavo Ioschpe, já que faz parte de uma revista que possui uma linha ideológica de direita, sugiro que faça o artigo: “Pais, acordem!”. Pela a ausência de populismo que a Revista Veja possui, fica fácil para ela abordar esse caso, ou seja, atacar o primeiro ciclo da educação do ser humano, a família, instituição essa que vem deixando a desejar.

  27. Meu caro jornalista não vou trata-lo nem pelo nome porque você não merece, pois sabemos que existem péssimos jornalistas, como péssimos médicos, péssimos advogados, e outros péssimos profissionais, mas nem por isto deixamos de respeitar qualquer profissional de qualquer área que seja, pois sabemos que existem profissionais de respeito e que merece toda a nossa credibilidade, mesmo porque todos eles inclusive o s.r. passou pela escola e por isto o s.r. tem sua profissão, sou professor da rede estadual há 33 anos , para poder me manter tenho outro emprego durante o dia e a noite leciono, estou pedindo minha aposentadoria há três anos e até hoje a Secretaria da Educação não me aposentou e nem deu entrada na SPPREV, agora gostaria de convidar vossa excelência, exímio jornalista e que deve ter vários cursos no exterior e outras tantas pós, por isto o s.r. faz parte dos profissionais da Veja, a assistir ou ministrar aulas na periferia da cidade onde leciono como disse anteriormente há 33 anos e tentar ministrar aulas para alunos do curso regular, não digo nem do período noturno, mas sim do vespertino, duvido que o s.r. com sua educação abastada consiga ministrar uma aula sequer numa destas salas da periferia de São Paulo mais precisamente nos extremos da periferia, pois mal sabe a V.S. que estas escolas viraram depósitos de alunos, pois os pais trabalham e deixam seus filhos na escola, pois e só lá que os pais veem a oportunidade para que seu filho consiga ter um pouco de educação, não só a educação escolar, mas também a educação formal a que convenhamos deve vir de berço, coisa que eu suponho que seus filhos tiveram muito bem e devem ter frequentado ou frequentam escolas abastadas top para nossa sociedade por esta razão o s.r. diz que professores não trabalham corretamente, se se afastam por doença é vagabundo, se faltam por não ter vontade de aguentar tanta falta de educação é folgado, se falta porque alguém ficou doente em casa é malandro, será que este filme não passa também pela sua profissão e outras tantas, só depende da responsabilidade e dignidade de cada um e não devemos de maneira alguma julgar todos pela atitude de alguns, pois desta maneira julgaremos V.S. também de maneira incorreta pelo que o s.r. escreveu, veja eu com 33 anos de magistério no estado já sofri agressão, perdi 3 dentes e nem por isto deixei de dar aulas. Portanto meu caro jornalista antes de falar alguma coisa sobre qualquer profissional primeiro tome conhecimento profundo do que vai falar para não dizer asneiras como o s.r. disse, e ofender toda uma categoria, como o s.r. conseguiu com a nossa categoria, pois da maneira que o s.r. escreveu esta ofendendo e denegrindo todos os professores coisa que o s.r. também não gostaria que fizéssemos se tivéssemos a ferramenta que o s.r. tem nas mãos para falarmos mal da sua profissão que sabemos tem excelentes profissionais.
    Gilmar Issa Gallo
    Professor da rede estadual de São Paulo.

  28. Comentário sobre artigo publicado na Veja por Gustavo Ioschpe

    Pelo que vi, sr Gustavo, seu professor de escola particular conseguiu seu objetivo: torná-lo mais um defensor da elite burra do país. Pois sim, lanço um desafio ao senhor: que tal ingressar em uma campanha de doação de seu tempo livre para a escola e para os alunos de escolas em favelas das grandes cidades do Brasil? Que tal agradecer aos professores que fizeram possível sua arrogância diante dos professores do país? Que tal deixar de ser hipócrita e assumir que o senhor é mais um desses que é contra o racismo e no entanto põe seus filhos para estudar com pessoas do mesmo grupo social, o que indica que o senhor e grande parte da elite brasileira, e quiçá de nossa sociedade, não passa de um bando de “Hitler”, pois o que sabem fazer muito bem é segregar já que não se misturam…Respeite os corajosos professores que não deixam o Brasil afundar de vez na ignorância e na violência. Gente como o senhor deveria agradecer a professores como nós já que foi graças a professores que o senhor aprendeu a ler e hoje não está a pedir esmolas em uma esquina ou não está trabalhando para receber apenas um salário mínimo…Talvez o senhor acredite que nós não mereçamos ter melhores condições que o senhor. Talvez sua arrogância seja porque dentro do senhor haja um excelente professor de ensino médio que foi frustrado pelos pais ao reprimir seus sonhos ainda quando jovem…Tudo em nome do status dado pelo maldito bacharelismo que imputou às licenciaturas segundo plano durante muitos anos devido a ignorância de grande parte de nosso povo. Portanto, só tenho uma coisa a dizer para concluir meu comentário: Saia do armário. Libere o professor que existe dentro do senhor e de preferência que trabalhe como voluntário como eu, aos sábados depois de uma longa jornada semanal de aulas com poucos recursos, lembrando que domino novas tecnologias, o que não posso dizer o mesmo do senhor.

  29. Quem te ensinou a escrever Gustavo?….E quem te deu aulas de Economia? E será que os professores da Universidade Yale, na qual você obteve o titulo de mestre, são valorizados da mesma forma que um professor brasileiro?

  30. “ A Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
    Nelson Mandela

    Esse especialista em defender “as elites”, como em seu texto faz questão de deixar claro, está tremendo nas bases junto aos seus pares burgueses. Sinal de que a educação não vai tão mal assim. Conseguir influenciar pessoas a ponto de mudar rotinas centenárias num país é tarefa para poucos. Só mesmo professores conseguem! Especialistas em escrever artigos sobre o que não vivenciam não dariam conta dessa tarefa…

  31. Já está se tornando ridículo culpar os professores por todas as mazelas da Educação, entretanto vemos essa alusão constantemente, pois se mostra a forma mais simples e rápida de justificar o não envolvimento (comprometimento) de todas as fatias da sociedade na real intenção de resolver os problemas da Educação. A sociedade já percebeu a importância da Educação na formação da Nação, porém, por não vivenciar pormenores cotidianos, ainda não alcançou os meios e métodos de solução.

    “Se a questão é social, o problema não deveria ser de todos?” Numa ponta, temos pais e familiares que não valorizam a cultura, e portanto, não exigem de seus filhos tal comprometimento. E todo educador sabe que não basta “falar”, mas é preciso “ser o exemplo”. Assim, nossos jovens chegam às escolas inclinados a “fazer o social”, ato no qual os professores “atrapalham”. Daqui derivam-se os mais variados tipos de agressão a esse que se deveria ser o agente da educação, fato exaustivamente divulgado em toda mídia e inteiramente verídicos. A cada gesto, a cada palavra estudada por horas em casa, na escolha de metodologia que alcance a compreensão de todos, existe uma piada, uma tentativa de depreciação, visando ridicularizar o momento, e portanto o profissional. Daqui, derivam-se as doenças profissionais, as inúmeras licenças médicas ou (o que é pior) a desistência de alguns. Esse fato rotineiro já vem embutido no processo e é notoriamente visível e comprovado que a real participação dos pais nesse primeiro quesito, por exemplo, não permitindo que o jovem leve o celular para escola, faz disparar para cima o rendimento escolar. Parece tão simples, mas muito poucos se dão a esse trabalho!

    Como resultado do não comprometimento familiar por uma postura adequada ao “aprender” surgem inúmeras ocorrências disciplinares, para as quais a Direção Escolar, após todas as providências de rotina cabíveis, ou seja, visando às correções de caráter pedagógico, não dissolve o comportamento inadequado, que reincide sempre, pois a mudança de postura depende da “autoridade parental” sobre a formação do jovem, e esta não é da alçada escolar. Alguns jovens já habituados chegam a dizer que vão “tomar um café na Direção”, pois vergonha deixou de fazer parte dos valores familiares e reconhecimento do outro, também. Alguns responsáveis alegam não ter tempo de irem à escola, muito menos, por dedução, de conhecer as atitudes em grupo de seus filhos. Então, quem se responsabiliza por eles? A triste consequência, e a pior delas, é que também temos administrações impotentes diante desse quadro, pois sabem que as ferramentas que possuem não insuficientes às correções necessárias.

    Na última ponta, e não menos importante, temos a falta de recursos para enfrentar uma sociedade tecnológica que se aprimora constantemente. Não só fazer frente, mas que seja capaz de interessar, atrair e conquistar a participação dinâmica em aulas motivadoras e de real sentido para mentes impúberes que adentram num mundo totalmente digital. Lousa e giz? Carteiras enfileiradas? Aulas expositivas? “Tá de brincadeira, né?” É compreensível que a Escola não faça sentido e evidente que todo o sistema precise atualizar-se ao novo mundo que os jovens vislumbram. Então, faz-se alarde quanto a “evasão escolar.” É óbvio que ambientes com mais recursos tecnológicos, como lousa digital e acesso mais rápidos à informação terão preferência.
    Mas tudo isso é muito caro para o Governo e conhecemos bem a lentidão das atualizações.

    O que não é, portanto, aceitável e altamente abominável é tentar responsabilizar os professores, alguns (ainda) altamente comprometidos, embora todas as mazelas expostas, pela incapacidade de toda uma sociedade que opta “hipocritamente” a não ver e não reconhecer os erros para alavancar os meios necessários a tão desejada mudança que poderia transformá-la numa Nação respeitada. Quem deseja verdadeiramente mudanças positivas não pode eximir-se de sua parte na tarefa.

    Respeito, sim, a todos colegas comprometidos (ainda), que no dia a dia retiram leite das pedras para alcançar um mínimo de respeito, não a si, mas ao Conhecimento, e que em razão das agruras enfrentadas merecem sim, o título de “heróis” que lutam por uma causa esquecida pela sociedade, para não dizer perdida.

    Muito honra em ser professora,
    Profa.Damaris A.Medeiros

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