Resenha do site: Os Boxtrolls

theboxtrollsOs cidadãos de Pontequeijo estão assustados: criaturas malignas, chamadas de Boxtrolls, estão ameaçando roubar seus bebês, após já terem roubado um, e comê-los vivos. Todos correm para casa depois que escurece ao som do toque de recolher. Sua única salvação é Arquibaldo Surrupião (no original com voz de Sir Ben Kingsley), o exterminador de pragas da cidade, que promete livrar a cidade daquele mal que se esconde nos subterrâneos. O preço que ele irá cobrar? Surrupião deseja o almejado chapéu branco, símbolo da alta sociedade pontequeijense, que lhe permite, entre outras coisas, desfrutar das tardes de degustação de queijos finos junto a membros importantes.

Parece simples não é? Mas logo veremos o rumo desta história virar e descobriremos quem são os grandes vilões de Pontequeijo: os humanos. Os temidos Boxtrolls são, na verdade, criaturas desajeitadas, feias e sujas, mas extremamente bondosas. Não roubam crianças (embora possuam uma) e muito menos as comem vivas. Como é de praxe nas animações produzidas pelo estúdio Laika, o verdadeiro embate não se dará entre as criaturas, mas entre adultos e crianças.

Responsável por animações incríveis como ‘Coraline e o Mundo Secreto’ e ‘Paranorman’, o Laika é expert em animação em stop-motion, a “animação com massinha” e em histórias que invariavelmente envolverão monstros e o desconhecido. A premissa geralmente é a mesma em todas as suas fábulas: mostrar que nós somos muito mais do que nossa aparência pode dar a entender.

Em ‘Os Boxtrolls’ não demoramos a perceber a bondade daqueles serezinhos que vivem embaixo da cidade de Pontequeijo, vivendo das sobras que encontram no lixo e se alimentando de insetos. Criaturas diferentes dos humanos, eles usam caixas como roupa e como esconderijo quando se sentem ameaçados. São, por essência, medrosos e arredios. Em sua pequena comunidade também vive um garoto, chamado de Ovo. Assim como os boxtrolls, ele usa uma caixa como vestimenta, não tem noção alguma de convenções sociais e assim como eles, recebeu o nome do produto ilustrado em sua caixa. Ele cresceu ali, teoricamente raptado pelas criaturas, e não conhece outro humano ou nada do mundo na cidade. Em uma das viagens noturnas a Pontequeijo ele encontra uma menina, Winnie, (no original com voz de Elle Fanning) e percebe que ele pode ser mais semelhante a ela que àqueles seres que ele considera sua família.

Com uma divulgação maciça na internet, um visual deslumbrante e uma história comovente com lição clara, a animação encanta desde o início. A infinidade de detalhes da cidade, dos personagens, e principalmente dos próprios boxtrolls é de encher os olhos. Expressões, cores, nuances, profundidade, tudo trabalha à mais absoluta perfeição em favor da história. Assim como em ‘Coraline’ e ‘Paranorman’, nem tudo é o que parece e, principalmente, nem todos são o que parecem ser. A figura paterna será central no filme: Ovo vê em um dos boxtrolls, Peixe, algo como um pai; Winnie tem sérios problemas de relacionamento com seu próprio pai, o prefeito de Pontequeijo; e a história do verdadeiro pai de Ovo será fundamental. Além disso, políticos corruptos, bandidos ambiciosos, pais relapsos, tudo conspira para mostrar os verdadeiros heróis dos filmes da Laika: as crianças.

E serão elas as que mais se deliciarão com o filme. Nós, adultos, poderemos até mesmo achar a história tola ou simplória. Embora seja impossível não se encantar. Para os pequenos, ficam as mensagens inteligentes de respeito, de não julgar alguém pela aparência. Para os pais, também há a mensagem de ouvir e dar atenção aos filhos. Mas o que fica mesmo, de verdade, é a sensação de que acabamos de assistir a uma pequena obra prima, um filme técnica e artisticamente impecável que permanecerá em nossa memória por um bom tempo, seja pelas lições ou pelo visual, ou pelos brinquedos que compraremos para os filhos (ou para nós mesmos) dos personagens. Afinal, parece ser improvável não querer um boxtroll todo seu depois da história.

Veja abaixo fotos da criação e vídeos dos bastidores de Os Boxtrolls, com entrevistas com o elenco, os diretores Anthony Stacchi e Graham Annable e animadores e o trailer da animação:

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