O Teatro Mágico se reinventa, sai da mesmice e lança álbum oitentista sensacional

Se você é daqueles que, como nós, não tem muita paciência pras músicas dramáticas, performáticas e melancólicas da banda paulista O Teatro Mágico, você, assim como nós, vai precisar reavaliar os seus conceitos.

teatro-magico

O grupo liderado por Fernando Anitelli, conhecido pela reunião de elementos circenses com a música, não era lá grande coisa musicalmente, exigindo uma paciência descomunal para ouvir um de seus discos.

Mas eis que fomos surpreendidos! No dia 25 de abril O Teatro Mágico lançou Allehop, o sexto disco da carreira. ‘Allehop’ é uma expressão que vem do circo e que funciona como um grito de guerra para o início das apresentações de acrobacia. Daí você pensa ‘Ah, mais um disco de circo’.

Rihannano

Não, pequeno padawan! Trabalhando com Alexandre Kassin, que já produziu discos de gente como Los Hermanos, Caetano Veloso, Vanessa da Mata e Gal Costa, o grupo traz um disco nada menos que sensacional.

Desde o primeiro single, ‘Deixa Ser’, composto em parceria com Lucas Silveira da banda Fresno, uma mensagem fica clara: O Teatro Mágico acordou. Um ritmo que pende pro dançante e uma letra animada mostram a que veio o novo disco. E boa parte do repertório de Allehop não decepciona.

É clara a influência de nomes de peso nos anos 80 como Metrô, Dr. Silvana e Nenhum de Nós ou até mesmo coisas hoje consideradas bregas como Placa Luminosa, Ritchie ou Yahoo. Influências americanas como Daryl Hall & John Oates também (a introdução de ‘Deixa Ser’ faz a música parecer uma versão brasileira de ‘Meneater’). Ou mesmo influências mais contemporâneas, como do excelente Violins. Até a faixa 7, embarcamos em uma viagem deliciosamente nostálgica com sintetizadores e la-la-las que remetem a uma época em que a música brasileira era muito mais divertida e menos sexualizada.

Quando você percebe, já está batendo o pezinho e cantarolando as faixas do disco que, não fosse as três últimas músicas, seria perfeito. Ouça até a música 7, está de bom tamanho. Talvez Anitelli não tenha tido coragem de assustar o fãs tanto assim e decidiu manter ao menos 3 faixas com a sonoridade costumeira da banda. Já está valendo. Pra quem, em cinco discos, tinha no máximo duas músicas toleráveis, lançar um álbum com sete faixas seguidas simplesmente espetaculares, já é uma vantagem e tanto!

Ouça (e assista) ‘Deixa Ser’:

Ouça nossa playlist especial dos anos 80 no Spotify:

 

 

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2 comentários sobre “O Teatro Mágico se reinventa, sai da mesmice e lança álbum oitentista sensacional

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