Resenha do site – Big Little Lies

Você pode até não ter lido o ótimo romance de Liane Moriarty (lançado por aqui pela editora Intrínseca) chamado Pequenas Grandes Mentiras. E, na verdade, se você não leu ainda é até melhor.

A série lançada pela HBO há algumas semanas (e que termina neste domingo) fica ainda mais interessante se você não souber das ditas “pequenas grandes mentiras”.

Dirigida por Jean-Marc Valeé (de Clube de Compras Dallas e Livre) a minissérie de sete capítulos traz um elenco de primeira: Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Laura Dearn, Alexander Skarsgaard, por exemplo. Também outros nomes que, se não são tão bons, conseguem não prejudicar o todo: James Tupper (que você conhece de Revenge), Zoey Kravitz (filha do cantor Lenny Kravitz) e Shailene Woodley (da série Divergente).

A história gira em torno de três mulheres: Celeste (Nicole Kidman), riquíssima, casada com um homem mais novo e mãe de gêmeos. Carrega um sorriso meio torto o tempo todo, como quem está digerindo uma comida que não lhe caiu bem; Madeleine (Reese Witherspoon), casada com um produtor musical, divorciada e mãe de duas meninas; e Jane (Shailene Woodley), que acaba de se mudar para a pequena cidade de Monterey com o filho Ziggy.

As três criarão um laço maior que o da amizade, à medida que os segredos de cada uma vêm à tona no que parece ser uma história simples de embate mas na verdade é um suspense com tensão crescente.

O ponto de partida da história é um crime. Ninguém sabe quem cometeu ou quem morreu. Então a história volta para o dia da chegada de Jane na cidade, que parece ter sido o estopim de toda a tragédia, para mostrar como é a vida ali e quem pode ser o assassino e a vítima.

Quando um incidente no primeiro dia de aula coloca Renata (Laura Dern), uma leoa capaz de qualquer coisa para proteger sua cria, contra a novata e perdida Jane, a cidade passa a se dividir.

A sensação é que estamos sentados olhando para um pavio que vai queimando lentamente e que, inevitavelmente, vai chegar na bomba. Cada episódio é eletrizante. Jane carrega um passado de traumas e teme pelo filho; Celeste esconde uma vida particular conturbada; e Madeleine vai tentar cada vez mais ocupar sua vida resolvendo os problemas dos outros enquanto mastiga o rancor de ter sido trocada por uma mulher mais nova que faz a linha perfeita-natureba-yoga-artesanato.

Essencialmente uma história feminina, Big Little Lies coloca os homens em segundo plano. Muitos são bananas e estão ali apenas como coadjuvantes de suas abelhas-rainhas.

Pincelada por uma trilha sonora impecável, um texto destruidor, uma direção indefectível e interpretações surreais de Kidman e Witherspoon (esta última praticamente a força motor que move a cidade e a minissérie), Big Little Lies não deixa nada a dever ao livro. É intensa, perigosa, cheia de segredos. Nos coloca como voyeurs daquelas vidas que, nas aparências, poderiam ser lindas como as casas onde suas personagens moram e as estradas por onde dirigem. Mas onde o que deveria ser bonito parece incômodo, a beleza de Monterrrey cutuca e pinica como uma blusa nova, a limpeza, os cabelos e vestidos estão sempre no lugar. E essa perfeição só pode esconder alguma rachadura que, invariavelmente, vai resultar numa avalanche.

Confira abaixo o trailer e uma playlist especial da série:

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