10 curiosidades para comemorar 10 anos de “A Origem”

Dia 13 de julho de 2010 estreava nos cinemas americanos um dos melhores filmes dos últimos tempos.

Com indicações ao Oscar, Globo de Ouro e diversos outros prêmios, A Origem ia pavimentando o caminho do diretor Christopher Nolan como um dos grandes.

Já faz dez anos que nos perguntamos: era tudo um sonho? O pião mexeu?

Não parece né?

Por isso mesmo vamos relembrar aqui 10 curiosidades sobre o longa para matar a saudade. E se você quiser rever, o filme está disponível na Netflix, Apple TV, Google Play, Looke e Microsoft Store.

1. Diretor garantiu q filme não seria confuso

Quando foi apresentar a proposta do filme para a distribuidora Warner, o diretor garantiu aos executivos que toda a trama do sonho dentro de outro sonho não ficaria confusa, visto que as marcações espaço-temporais estariam bem claras.

Ele adiantou que cada camada de sonho seria pensada em um contexto bem diferente — debaixo de chuva, em uma locação interior e à noite, na neve — e os personagens estariam vestidos de acordo com cada um deles. Isso facilitaria a compreensão e faria com que os espectadores identificassem rapidamente o que estava acontecendo.

2. Música tema conhecida

Durante a trama, os personagens são acordados por uma música específica. A canção escolhida foi “Non, je ne regrette rien” (“não, eu não me arrependo de nada”, em tradução livre), de Edith Piaf. Hans Zimmer, compositor responsável pela trilha do filme, foi até o Arquivo Nacional da França, encontrou a gravação original da música, selecionou um trecho e o modificou.

A escolha da famosa canção de Piaf não foi à toa: Cobb é um personagem que está tomado pela culpa e arrependimento pela morte de sua esposa, Mal (Marion Cotillard). Em outra alusão à faixa de Piaf, o filme tem duração de 2 horas e 28 minutos — enquanto a música tem 2’28”.

3. Sem pesquisas técnicas

É comum, em filmes que têm um argumento técnico como “A Origem”, os roteiristas pesquisarem muito sobre o tema antes de escreverem. Não foi o que aconteceu com Nolan ao colocar sua ideia no papel. Ele escreveu tudo baseado em suas próprias sensações e experiências com os sonhos.

Em uma entrevista ao site Collider na época do lançamento do filme, ele explicou que prefere essa abordagem para se comunicar melhor com o público. “Acho que muito do que você deseja alcançar com a pesquisa é só confirmar as coisas que você quer fazer”, disse ele em entrevista ao site.

“Se a pesquisa contradiz o que você quer fazer, você tende a insistir e fazer assim mesmo. Então, em um determinado momento, eu percebi que se você está tentando alcançar o público, ser o mais subjetivo possível e tentar escrever algo genuíno é o melhor caminho”, completou.

4. Outras opções de elenco

A atriz Evan Rachel Wood foi a primeira escolha de Nolan para viver o personagem Ariadne, mas ela recusou.

Após a recusa, foram cogitadas Emily Blunt, Rachel McAdams, Emma Roberts e Ellen Page terminou sendo a escolhida pela produção.

O nome de James Franco chegou a ser pensado para atuar como Arthur. Porém, devido aos conflitos de agenda, o papel foi parar nas mãos de Joseph Gordon-Levitt.

Leonardo DiCaprio sempre foi a escolha do diretor para protagonista.

5. Oscar

A Origem foi indicado a 8 Oscars (incluindo melhor filme, roteiro e diretor) e venceu 4: fotografia, mixagem de som, edição de som e efeitos especiais.

Depois dele, todos os filmes de Nolan foram indicados ao Oscar de melhor filme e em outras categorias, com exceção da parte final da trilogia do Cavaleiro das Trevas: Interestelar (5 indicações no total, venceu um: efeitos visuais) e Dunkirk (8 indicações no total, venceu 3: edição, edição de som e mixagem de som).

6. Amigas e rivais

As atrizes Marion Cotillard e Ellen Page (Juno), por coincidência, disputaram o Oscar de Melhor Atriz em 2008, tendo Cotillard ficado com o prêmio por sua atuação em Piaf – Um Hino ao Amor.

7. Atores preferidos

Este foi o quarto filme de Christopher Nolan e Michael Caine trabalhando juntos. Os anteriores foram Batman Begins (2005), O Grande Truque (2006) e Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008). Depois ainda vieram Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), Interestelar (2014), Dunkirk (2017, em que o ator faz uma narração não creditada) e Tennet que estreia este ano. Ou seja: Caine está em todos os filmes de Nolan desde Batman Begins.

Este também é o terceiro trabalho de Nolan e o ator Cillian Murphy juntos. Os outros foram Batman Begins (2005) e Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008). O ator voltou a trabalhar com Nolan em Dunkirk (2017).

Tom Hardy, Marion Cotillard, Christian Bale e Kenneth Brannagh também são nomes que se repetem em diversos longas do diretor.

8. Roteiro original

A Origem é o primeiro filme original de Nolan desde Following, sua estreia em 1998. Entre eles o diretor trabalhou em adaptações de livros, quadrinhos e sequências.

9. Nomes

Yusuf é a forma árabe de Joseph, a figura bíblica do Gênesis 37-50, que tinha o dom de interpretar sonhos. Ele foi vendido por seus irmãos ao faraó. Por meio de seu dom, ele ajudou a Faraó a se preparar para o desastre dos “sete anos de vacas magras” e foi premiado pelo resultado. O mesmo personagem também é um profeta no Alcorão. No filme, o intérprete dos sonhos é vivido por Joseph Gordon-Levitt. O ator, aliás, fez tudo durante a cena do corredor, sem a necessidade de dublês.

Ariadne, na mitologia grega, era filha do rei de Creta, Minos,  e de sua rainha, Pasífae. Ela salvou Teseu dando-lhe um novelo de linha (o famoso Fio de Ariadne) para que ele pudesse encontrar o caminho de volta do labirinto do Minotauro. O nome também é uma referência à criação de Hugo von Hofmannsthal do mito para a ópera de Richard StraussAriadne auf Naxos (1988). A ópera é uma peça dentro de uma peça, assim como o filme é um sonho dentro de um sonho.

10. Final

Apesar do angustiante fim ambíguo do filme A Origem, o próprio Christopher Nolan sugeriu que Cobb volta para a sua realidade e para os filhos. Segundo o roteirista e diretor, a cena do peão é uma indicação de que Cobb perdeu a obsessão pelos próprios sonhos, e não uma insinuação de que ele fica preso no sonho para sempre.

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