20 anos de Amélie Poulin – conheça 20 curiosidades para comemorar o filme

É indiscutível que O Fabuloso Destino de Amélie Poulin é um clássico do cinema moderno. Em 2001 o diretor Jean Pierre Jeunet concebeu um dos filmes mais amados e icônicos da década de 2000 e um que a gente ama até hoje.

Este ano, o longa completa 20 anos de estreia no mundo (menos no Brasil, onde chegou em fevereiro de 2002) e para comemorar, separei aqui 20 curiosidades sobre o longa.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulin está disponível para locação na Claro Vídeo e na Apple TV.

Antes, você pode conferir meu vídeo da seção #CINEMATERAPIA onde recomendo Amélie para a gente ter uma visão mais positiva do mundo.

20 curiosidades sobre O Fabuloso Destino de Amélie Poulin

1. A cena emblemática da pedra ricocheteando no Canal de Saint-Martin é falsa. Audrey Tautou foi incapaz de realizar a tarefa no canal e sobrou para os efeitos visuais. A famosa sequência foi, portanto, editada com o saltar das pedras em imagens inseridas digitalmente.

2. Uma sequência rápida, mas importante do filme é a que o narrador (André Dussollier) comenta os gostos de Amélie, um deles é quebrar a crosta do crème brûlée com uma colher de chá. Esta cena foi filmada dezenas de vezes para capturar o melhor “crack” e, por isso, exigiu muitos crèmes brûlées. Para não desperdiçar, um membro da equipe de filmagem sempre comia a sobremesa após cada tomada.

3. Estrelado por Audrey Tautou, o longa O Bater de Asas da Borboleta (2000), de Laurent Firode, foi vendido na Coréia do Sul, na Rússia e em Hong Kong, sob o título Amélie 2. Porém este filme não tem absolutamente nada a ver com a obra de Jean-Pierre Jeunet. O título é simplesmente uma jogada de marketing da época, com a esperança de atrair um público maior para uma obra pouco conhecida. 

4. Diz-se que Jeunet escreveu o filme pensando na britânica Emily Watson para estrelá-lo depois de ter visto seu papel como a doce Bess, em Ondas do Destino (1996), de Lars von Trier. Inicialmente interessada, Watson desistiu do projeto devido à longa duração das filmagens. Jeunet encontrou Audrey Tautou num pôster. Logo depois de Emily Watson desistir do papel, o diretor estava vagando pelas ruas de Paris, se perguntando como poderia salvar seu novo projeto. Foi quando virou uma esquina e viu um cartaz do filme “Instituto de Beleza Vênus” (1999). Nas palavras do próprio Jeunet: “Fui surpreendido por um par de olhos escuros, um flash de inocência, um porte incomum. Eu arranjei uma reunião e ela se interessou no papel. Depois de 10 segundos, eu sabia que ela era a escolha certa.”

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5. O Festival de Cannes não quis Amélie Poulain em sua seleção oficial. O filme, no entanto, foi exibido ao ar livre na Croisette. Contrariando as previsões francesas, o longa fez estrondoso sucesso nos Estados Unidos, arrecadou US $33,2 milhões por lá e ganhou cinco indicações ao Oscar. Com mais de 32,4 milhões de espectadores ao redor do mundo, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é o quinto filme francês com maior bilheteria internacional, atrás, respectivamente, de Intocáveis (2011), Busca Implacável 2 (2012), O Quinto Elemento (1997) e Busca Implacável (2008).

6. As cores principais do longa (verde, amarelo e vermelho) são uma inspiração direta da obra do artista brasileiro Juarez Machado, nascido em Joinville (SC). Desde 1986, ele vive em Paris e expõe suas obras pela Europa. Aos 80 anos, Juarez possui ateliês em Paris, Rio de Janeiro e Joinville. Agora, você já sabe a fonte inventiva da saturação cromática de Jean-Pierre Jeunet a fim de criar um microcosmo parisiense tão impactante aos nossos olhos. 

7. Jean-Pierre Jeunet originalmente queria Michael Nyman para a trilha sonora do filme, mas não conseguiu contratá-lo. Alguém, então, deu a ele um CD de Yann Tiersen, que compõe em um estilo minimalista semelhante, mas com uma peculiar mistura eclética de instrumentos. Jeunet se apaixonou pela música e sonorizou grande parte do filme com temas de Tiersen, as quais ele comprou os direitos. Além disso, Tiersen escreveu um tema original principal, “La Valse d’Amélie”, que foi gravado em inúmeras variações e utilizado em todo o filme. Em 2003, a trilha sonora de Amélie ganhou um disco triplo de platina com 900 mil unidades vendidas na França e 2 milhões ao redor do mundo. O álbum recebeu vários prêmios, incluindo o César de Melhor Trilha Sonora em 2002. 

8. Dia de Amélie Poulain? Dia 29 de agosto é lembrado todos os anos nas redes sociais pelos fãs em tributo a uma marcante cena do filme, que diz: “É 29 de agosto. Em 48 horas, o destino de Amélie Poulain mudará. Mas, por ora, ela não sabe disso.” (No original: Nous sommes le 29 août, dans 48 heures le destin d’Amélie Poulain va basculer. Mais ça, pour le moment, elle n’en sait rien.)

9. A atriz que fez o papel de Amélie criança é metade brasileira. Flora Guiet nasceu em Paris e é filha de pai francês e mãe brasileira. Com apenas com 5 anos foi escolhida, depois de testes, para o papel da Amélie na fase infantil. Hoje mora em São Paulo e estuda design de interiores.

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10. Antes de gravar as cenas externas em Paris, Jean-Pierre Jeunet e sua equipe limpavam toda a área que seria utilizada, retirando detritos, sujeira, lixo e até mesmo graffiti. Esta tarefa foi extremamente difícil quando chegou a hora de gravar na enorme estação de trem. “Nós tiramos todos os carros das ruas, limpamos o graffiti das paredes, substituímos cartazes por outros mais coloridos, etc.”, disse Jeunet. “Digamos que eu tentei exercer tanto controle quanto pude sobre a qualidade estética da cidade.” A pós-produção digital ajudou consideravelmente para que Jeunet alcançasse a visão que queria que o filme transmitisse. As cenas no interior do apartamento de Amélie foram gravadas em um estúdio na Alemanha. Mais especificamente na cidade de Colônia em Renânia do Norte-Vestfália, oeste da Alemanha. Jeunet filmou lá em vez de continuar na França por causa dos incentivos fiscais.

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11. A arte que faz parte da decoração do quarto de Amélie (o cão com o cone, o ganso branco) e seu amigo imaginário crocodilo foram criados pelo artista Michael Sowa.

12. Jeunet utilizou o “Café des Le Deux Moulins”, para ser o local de trabalho de Amélie e, também, onde se passa grande parte do filme. É claro que depois do lançamento (e do sucesso) do filme, a cafeteria se tornou uma atração turística. O lugar é decorado em estilo Art Deco e fica no endereço “15 Rue Lepic”, esquina com a Rue Cauchois, em Montmartre. O café ainda se parece bastante com o que é mostrado no cinema, exceto que agora possui bastante pôsteres do filme e a tabacaria que aparece no filme, foi retirada.

13. O gnomo viajante foi inspirado por uma onda de brincadeiras semelhantes que aconteceram na Inglaterra e na França na década de 90. Em 1997, um tribunal francês condenou o líder do “Front de Libération des Nains de Jardins” (Frente de Libertação dos Gnomos de Jardim) por roubar mais de 150 gnomos. A ideia foi, mais tarde, utilizada em uma campanha de publicidade de uma agência de viagens na internet. Este gnomo era de Jean Marie Vives, um dos membros da equipe, que o fotografou e elaborou as montagens com imagens tiradas durante suas próprias viagens.

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14. Com a exceção de um breve telefonema, onde Amélie dá instruções para Nino (que, por sua vez, simplesmente escuta e não responde verbalmente) e a resposta na cafetaria, os dois protagonistas não conversam nenhuma vez durante todo o filme.

15. O funeral no documentário imaginário em preto-e-branco que Amélie assiste na TV é composto de filmagens de um segmento noticiário de 1923 sobre a morte da atriz Sarah Bernhardt.

16. O diretor admitiu que a ideia da caixinha de memórias que Amélia descobre no banheiro de sua casa, e que um dos personagens encontra em uma cabine por causa dela, foi roubada do filme “No Decurso do Tempo” (1976) de Wim Wenders.

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17. O álbum de fotos de cabine sobre o qual gira a maior parte do filme realmente existe. Ele pertence a um amigo de Jeunet, um escritor francês chamado Michel Folco, e que, segundo o diretor, é um obsessivo que durante anos procurou de cabine em cabine por fotos descartadas. Uma vez, Folco disse a Jeunet que se um dia quisesse incluir o álbum em algum projeto, lhe emprestaria. Além disso, a história sobre o estranho que acaba por ser o reparador das máquinas, é verdade. Folco encontrou-o, assim como acontece com Nino. Entretanto, apesar da história ser real e Jeunet ter se baseado nela para o roteiro, foi necessário criar um álbum falso para usar no filme. Isso porque para usar o real, seria preciso obter a permissão de todas as pessoas cujas fotografias estão no álbum. O diretor contou que para criá-lo, uma cabine de fotos foi colocada na sala de casting e, durante um dia inteiro, a equipe se dedicou a tirar fotos de 80 figurantes.

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18. A história do saco perdido dos correios que Amélie usa para alegrar sua vizinha viúva também é verdade. Ou, pelo menos, baseada numa história real. Nos anos 50, um avião alemão caiu no Mont Blanc e um saco dos correios foi arrastado pela geleira. A polícia o encontrou muitos anos depois.

19. Muitas bebês foram batizadas “Amélie” depois do filme. Em 2000, um ano antes do filme sair, haviam 12 bebês na Inglaterra e no País de Gales com o nome de Amélie. O número subiu para 250 em 2002 e, em 2007, haviam cerca de 1.100 novas Amélies por ano. O número tem se mantido estável desde então. A tendência foi semelhante nos EUA, onde Amélie não figurava a lista dos 1.000 nomes mais populares até 2003, quando, de repente, saltou para o lugar 839 e foi subindo cada vez mais a partir daí.

20. O roteirista e diretor do filme, Jean-Pierre Jeunet, começou a selecionar dados, eventos e memórias para criar a história de Amélie em 1974. Ele confessou que muitos detalhes do filme são de origem autobiográfica. Como, por exemplo, as coisas que os personagens gostam e não gostam. Algumas recordações que aparecem no decorrer da história também vieram da vida do diretor.

Com informações DAQUI e DAQUI

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