#novamusica – Cafe Republica

Bebendo da psicodelia brasileira setentista e deixando para trás as letras em inglês, a Cafe Republica lança o single “Um”, primeira faixa do primeiro disco cheio da banda. O álbum tem a produção da banda com co-produção de Eugenio Dale. A canção presenteia os fãs com um ritmo impactante e arranjos singulares e mais maduros, sem deixar de lado as vertentes alternativas.

“Essa música surge num momento de reflexão sobre como as pessoas dentro de uma sociedade necessitam exercer papéis e posições infinitas e de como esta mesma sociedade exige desses indivíduos certa unidade e linearidade que vai contra o sentido básico da pluralidade dos seres humanos”, conta o baterista Barbanjo Reis.

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“Um” apresenta a nova fase na carreira da Cafe Republica. A música mostra uma guinada no som da banda para um caminho novo e diferente de tudo que já fizeram. Com uma sonoridade descrita pelos músicos como popular pós-psicodélica brasileira, o single foi gravado no Estúdio Camelo Azul, no Rio de Janeiro. A masterização é de Luiz Tornaghi e mixagem de Barbanjo Reis e Eugenio Dale.

“O single trata justamente de um estado em que se procura resgatar e assumir as múltiplas identidades do indivíduo. No lado artístico, procuramos criar uma faixa que não se limite em estrutura única, mas que leve em conta nossa diversidade e pluralidade enquanto músicos. Como não houve nenhuma definição musical ou em termos de arranjo antes de entrarmos em estúdio para gravar, assumimos ainda o papel de ouvintes uns dos outros e nesse esquema de produção nos atentamos à toda liberdade que resulta dele”, conta o tecladista Anderson Ferreira.

Dedicando-se desde o início do ano às novas canções, a banda também reestrutura toda a maneira de compor e apresenta letras em português. O single “Um” traz uma reflexão sobre as ilusões e a existência, enaltecendo ainda mais essa etapa da trajetória da Cafe Republica.

Formada por Octavio Peral (guitarra e voz), Anderson Ferreira “Cabs” (teclado e voz), Barbanjo Reis (bateria e voz), Juca Sodré (baixo) e Ygor “Big” (guitarra), a Cafe Republica reúne elementos de múltiplos estilos musicais, procurando sempre produzir composições e arranjos diferentes. Presente na cena underground carioca, o grupo possui três EPs: “Sweet Dive in Turtle’s Land” (2014), “Luddere Occultant” (2016) e o recente “Interlúcido” (2017).

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#novamusica – Mantuano Trio

A fusão de gêneros que é criada pelo Mantuano Trio ganhou uma session ao vivo na série de vídeos “Donninha Apresenta”, no canal do YouTube da Palmeira Filmes. Rock, tango, bolero, jazz e blues ganham um tempero carioca na voz e violão de João Mantuano, no baixo de Miguel Dias e no teclado de Pedro Fonseca. A canção “Vou te Encontrar” ganha ares ainda mais românticos nessa versão intimista, gravada durante apresentação no restaurante Donninha, na Tijuca.

O Mantuano Trio toca canções com influências tradicionalmente brasileiras, como Jards Macalé, Luiz Melodia, Chico Buarque; mas também mescla nomes internacionais entre suas influências: Django Reinhardt, Astor Piazzola e Stéphane Grappeli. Toda essa mistura faz a sonoridade ganhar um gosto especial. Prestes a lançar o disco de estreia, “Por Onde Anda o Tempo?” (via selo Porangareté), o grupo mescla essas inspirações em um som novo, repleto de frescor e personalidade. “Vou te encontrar” é uma das faixas presentes no trabalho.

A série de vídeos Donninha Apresenta já trouxe diversos artistas da cena independente carioca, tais como Júlia Vargas, Chico Chico, Brunno Monteiro, Michele Leal e muitos outros. As sessions são gravadas e divulgadas no canal no YouTube da Palmeira Filmes, produtora audiovisual voltada para música e artes.

#novamusica – Carlos Posada

Rumo ao norte, o caminho pode ser tortuoso. Versando sobre os percalços dessa trajetória, Carlos Posada mostra uma das canções mais marcantes de seu recém-lançado álbum “Isabel” no Sofar Sounds. Em uma releitura intimista, acompanhada apenas pelo violão de Rodrigo Garcia (Cássia Eller, Cátia de França), Posada mostra a força da poética de “Norte”.

Seguir a bússola é uma escolha, mas as possibilidades da estrada são infinitas. O eu-lírico da canção brinca com a noção de casualidade e destino, refletindo sobre mudanças repentinas que só dependem de ventos favoráveis para acontecer. Os conceitos universais são apresentados sob uma perspectiva pessoal, uma característica marcante ao longo de todo o álbum.

“‘Norte’ é sobre lidar com a realidade, eu acho. Escrevi depois de encontrar meu pai pela segunda vez na vida. A primeira vez eu tinha 7, 8 anos e a segunda foi há poucos anos atrás e eu já tinha mais de 30. Encontrei Lenine e falei pra ele que depois de vinte tantos anos iria ver meu pai. Falei para ele que tinha sido de uma hora para outra, que eu não esperava por isso e ele falou: ‘as coisas acontecem assim mesmo, véio, de uma hora para outra…’ e eu falei: mesmo que demorem uma vida, né?”, reflete o compositor.

Além da jornada pessoal “Norte” representa as múltiplas facetas e personas de Carlos Posada. Filho de mãe brasileira e pai argentino, nascido na Suécia, criado em Pernambuco e radicado no Rio, o cantor e compositor não poderia ser um só no palco. Como líder da banda Posada e o Clã – ao lado dos músicos Gabriel Ventura (guitarra), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Barbosa (bateria) -, explora sonoridades da música brasileira e do rock; do experimental e do psicodélico. Já em seu trabalho solo, iniciado com o álbum “Posada” (produzido por Bruno Giorgi), veio à tona uma verve mais focada na canção, embasada muitas vezes pelo violão e percussão. “Norte” aparece em todas as versões de Posada.

“Eu gosto muito dessas encarnações! Acho que enriquece e leva as canções para outros lugares. Tenho certeza que a parte mais interessante do meu trabalho são os encontros. E eu tenho encontrado artistas muito especiais (Aíla, Júlia Vargas, Juliana Linhares, Duda Brack, Daíra, Aline Lessa, César Lacerda, Caio Prado, Cícero, Brunno Monteiro, Lenine, Jander Ribeiro, Rodrigo Garcia, Tó Brandileoni, Chico Chico, Mihay, Zerzil, Bernardo Pimentel, João Mantuano Trio, Medulla, Vulgue Tostoi e Biltre!)”, conta.

No novo disco com produção assinada por Rodrigo Garcia e lançamento da gravadora Coqueiro Verde e do selo Porangareté, Posada se estabelece como voz notória na cena: como cantor e como autor. Ele segue divulgando “Isabel” e prepara o próximo álbum com o Clã, atualmente em fase de masterização (assinada por JR Tostoi).

#novamusica – Mateus Sanches

Com um pé no pop tropical e outro no rap e hip-hop, o EP “Tempo Diferente” inaugura a trajetória do Carolla 33, já disponível nas plataformas de streaming de música. Novo projeto do cantor, compositor e guitarrista carioca Mateus Sanches, o trabalho traz a participação especial da vocalista Julia Selles.

Mateus é conhecido do público por integrar a banda Tereza, que marcou presença no programa SuperStar, da Rede Globo. Neste novo projeto, o músico exercita outras veias criativas. Carolla 33 já surgiu nas primeiras notas de “Tempo Diferente”, faixa-título do álbum.

“Ela nasceu de uma sequência de dois acordes que sempre gostei muito de tocar, toda vez que pegava o violão pra brincar um pouco. Quando comecei a me interessar por gravação e mixagem, resolvi testar gravando uma base com esses acordes. Acabei gostando bastante do loop e decidi escrever uma letra. Minha intenção inicial foi fazer uma música apenas para a Julia Selles cantar, mas enquanto desenvolvia o refrão senti que faltava uma metade da história. Normalmente em um fim de relacionamento, a gente tende a achar que o outro já superou completamente a história. Quis brincar um pouco com as perspectivas dos envolvidos. Depois que terminei de gravar e mixar essa música senti que estava legal pra lançar, então resolvi escrever mais algumas e completar um EP”, comenta Mateus.

O novo projeto foi batizado ali mesmo, nos softwares de gravação e mixagem. Durante o processo de aprendizagem na utilização dessas ferramentas, o compositor se deparou muitas vezes com o número 33. De forma despretensiosa, criou um nome múltiplo de três, com nove letras – sendo a primeira também a terceira do alfabeto. “Cabe dizer que não entendo absolutamente nada de numerologia”, brinca.

Antes disso, as canções ganharam forma em torno da voz de Julia Selles. Ao explorar outras inspirações musicais, além de seu trabalho na banda Tereza, Mateus pensou as novas composições já com o vocal da artista. “O fato de todas as músicas do Carolla até o momento possuírem o eu lírico feminino torna o processo de composição bem diferente em relação à Tereza. Mesmo assim, nem sempre é tão fácil separar. A ‘Sonhos de Kassin’, o último lançamento da Tereza, por exemplo, fiz em um dia que sentei pra escrever pro Carolla. Só quando a música já estava pronta que pensei, ‘peraí, isso aqui é Tereza’. Então chamei o Vinícius e gravamos”, lembra Mateus.

A amizade que surgiu após algumas aulas de canto com Julia deu lugar a uma parceria em que a dualidade de vozes dá o tempero extra para estas quatro faixas. Em duas delas, “Tempo Diferente” e “TR3VOS”, Mateus traz o flow em uma espécie de diálogo entre dois personagens de uma mesma história, enquanto “Louca” e “Pôr do Sol Tentacruel” dão destaque para o vocal feminino. Temáticas como escapismo, origens e solidão inspiram as letras, enquanto os arranjos vão dos beats do rap ao embalo melódico das pop songs.

A coleção de quatro faixas pode abrir caminho para novos lançamentos. “Demorei algum tempo pra lançar esse trabalho porque estou aprendendo simultaneamente todo esse processo de gravar, mixar e masterizar sozinho, em casa. Tenho algumas músicas guardadas que acho que podem completar um CD legal, mas ainda estou me preparando psicologicamente para voltar pro laboratório”, adianta Mateus Sanches.

#novamusica – Raquel Reis

Todo o carisma da brasiliense Raquel Reis transparece no vídeo de “Casa”, registro da participação da cantora no Sofar Sounds. A apresentação aconteceu em maio, durante passagem do projeto pelo Distrito Federal. Transbordando alegria para o seu público, Raquel convida todos a acompanhá-la no simples, porém marcante refrão: “E agora, minha casa lá fora é aonde você está”. A comunhão de energia se dá quando cantora e público se unem em uma só voz.

Prestes a lançar “Quitinete”, seu primeiro álbum após singles bem-recebidos nas plataformas de streaming, Raquel antecipou algumas canções inéditas no palco do Sofar. “Eu escolhi ‘Casa’, porque nos shows é sempre o momento de catarse meu e da banda, a gente chama todo mundo a cantar junto, e é sempre uma energia linda. E sinto como se fosse sempre um convite a cada pessoa que tá na platéia assistindo o show, a pensar em quem se ama e se sentir em casa. Que é o que o ‘Quitinete’ me faz sentir, em casa com o que eu amo”, conta Raquel Reis.

Com letras intimistas, o álbum foi feito para conectar artista e público. O trabalho conta com 11 faixas autorais compostas por Raquel e produção assinada por Adriano Pasqua com co-produção de Fernando Vaz. A doce voz da cantora, compositora e instrumentistas se misturam às camadas de rock alternativo que circulam em seu aguardado álbum.

Na apresentação do Sofar Sounds Raquel Reis (voz e violão) é acompanhada de Zé Assumpção (baixo), Gabriel Migão (guitarra) e Marcos dos Santos (bateria).

#novamusica – Ventre

“Sonhos não compartilhados são sonhos enterrados”. Um dos mais marcantes versos de “A Parte”, da Ventre, define a fase atual do grupo. A canção, presente no álbum de estreia do grupo, acaba de ganhar um vídeo ao vivo produzido no Inhame Sessions, trazendo uma iluminação intimista que dialoga com a rotina do casal representado na letra. Longe de enterrar os sonhos, a Ventre compartilha o clima de cumplicidade entre os integrantes no vídeo.

Em turnê nacional com o álbum de estreia lançado em 2015, “Ventre (抱きしめ と キス)”, o power trio já passou por alguns dos festivais mais importantes do país, como Coquetel Molotov (PE), DoSol (RN), Bananada (GO) e este mês se apresentará no MECAInhotim (MG). Enquanto conhecem o país visitando cidades de Norte a Sul, os três músicos ganham força para trabalhar no próximo disco, ainda sem data de lançamento.

O vídeo foi gravado no Inhamestúdio, também conhecido como QG da banda Vladvostock, em Cotia (São Paulo). No começo de 2017, o local se transformou em um espaço para ensaio, gravação, mixagem e produção, e o projeto audiovisual se tornou uma consequência deste novo momento. Localizado a 30 minutos da capital paulista, o estúdio é um recanto com grande espaço em área verde preservada, oferecendo um ambiente rico em sensações. Já participaram do Inhame Sessions os músicos Neiva, João Viegas e Papisa.

O vídeo teve a captação de áudio feita por Ablan Namur e Rubens Adati; enquanto a mixagem e masterização foram de Rubens Adati. A captação de vídeo é Yasmin Kalaf, e a fotografia de Rubens Adati e Yasmin Kalaf. A edição de vídeo ficou sob a responsabilidade de Rubens Adati, enquanto a arte é de Thaïs Jacoponi.

Ventre é Larissa Conforto (bateria), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (voz e guitarra).

 

#novamusica – Heavy Baile

Em um momento em que é discutida a proibição do funk, os cariocas do Heavy Baile se preparam para o passo mais ousado de sua história. Consolidado na noite carioca e paulista como um gênero musical e uma festa, o HVY BL surge como um grupo em seu álbum de estreia, que acaba de ser antecipado pelo single “C.E.O.N”, já disponível nas plataformas de música digital.

Personificado pela união do produtor musical Leo Justi com o MC Tchelinho, o Heavy Baile chega com uma faixa que busca inspiração no início do funk de favela carioca, com influência do Miami Bass. “C.E.O.N” traz para os ouvintes o espírito da experiência ao vivo de estar no baile e é o primeiro lançamento após o hit “Toca na pista”, parceria com Tropkillaz e MC Carol, que já acumula quase 1,5 milhão de views apenas no YouTube.

“A ideia de fazer o álbum veio com a concretização de ‘Toca na pista’, que foi o lançamento mais expressivo que fizemos até agora. Como sequência, queríamos mostrar a identidade do projeto e sintetizar esses anos de live e festa com um clima bem ao vivo nas faixas em estúdio”, conta Justi.

Um dos produtores mais conceituados do Rio, Leo Justi está em um momento de ascensão na
carreira, após o lançamento do elogiado álbum “Bandida”, da MC Carol, produzido por ele, que já trabalhou com grande nomes como M.I.A., Phantogram,  Emicida e teve dois EPs lançados pelo selo Waxploitation (“HVY BL NSS PRR”, de 2014, e “Vira a Cara”, de 2015). Seu estilo eclético, unindo funk ao trap e ritmos de periferias do mundo inteiro, vai ganhar uma aura mais clássica do som dos bailes das favelas cariocas no novo lançamento.

“O que mais pesa no single é a procura do lugar de encontro entre o meu trabalho e o do Tchelinho. Tem faixas no disco que são mais minha cara, outras mais dele, mas o que queríamos era unir as nossas vibes”, conta ele.

Fruto do Rap da Cruzada, MC Tchelinho é portador do fogo do baile funk. O carismático artista tem se destacado com a sua presença de palco explosiva, herança do seu trabalho como ator. Muito do que apresenta no palco, ele coloca nas tracks que participa com suas rimas.

“Minha inspiração vem muito do palco, do nosso clima. Acredito que eu absorva bastante o que é a troca de sensações público x artista e, por ser oriundo do teatro, acredito carregar essa característica comigo também para os shows como MC”, conta Tchelinho.

Ele e Justi se conheceram em 2013, na Cruzada, comunidade onde Tchelinho residia. A partir daí, o local passou a sediar as primeiras edições do Heavy Baile. Depois que o evento cresceu e passou a ocupar algumas das melhores casas do Rio, a preocupação com a favela continuou.

“Em todas as festas a gente tem uma lista pros amigos, com valor bem menor, seja da Rocinha, do Pavão, Vidigal, Cantagalo”, enumera Tchelinho. Mas, é importante frisar, não se trata de caridade. “Se o Heavy Baile é funk, e se o funk vem da favela, a favela precisa estar lá”, ele declara.

O lançamento do single e do álbum chegam num momento em que o funk é, pra variar, objeto de polêmica. Um projeto de lei criado por um empresário paulista e, que atualmente tramita no Senado, prevê a criminalização do gênero musical. “É uma covardia! A favela já não tem nada e tem sempre alguém tentando tirar mais”, reflete Tchelinho, que logo se diverte, “eles podem tentar proibir, mas a gente nunca vai parar de fazer nosso som. Até porque, como dizem, proibido é mais gostoso!”

“C.E.O.N” é a primeira amostra do álbum de estreia do Heavy Baile, que será lançado nas próximas semanas. A distribuição é realizada pelo selo próprio Heavy Baile Sounds, parceria de Justi com a Ubuntu Produções, das irmãs Ana Paula e Isaura Paulino. Na lista de lançamentos fruto dessa parceria, além do já citado “Bandida”, figuram também o single de retorno da Abronca (ex-Pearls Negras), os singles e EP do DJ Thai e o EP coletivo “Embrasado”, introduzido no ano passado, como primeiro passo artístico do HVY BL. O objetivo do selo é levar para as massas, a cultura e os sons dos morros cariocas.

 

#novamusica – Jade Baraldo

Forte e delicada; misteriosa e, ao mesmo tempo, sem meias palavras. Jade Baraldo não foge dos contrastes no single “Brasa”, primeira mostra de seu álbum futuro e música de sua autoria. Com sua voz cheia de personalidade e potência, a artista já estreia o projeto atingindo a marca de sete dias seguidos no topo do ranking de virais do Spotify, playlist atualizada diariamente com as músicas mais compartilhadas no Brasil. Agora a faixa, já disponível nos serviços de música digital, ganha um videoclipe que aposta na sensualidade e elegância para apresentar Jade de vez ao público.

“Minha música pode não agradar a todos, mas ela sempre vai ter um gosto forte. Se ninguém se arrepiar com aquilo, ou se surpreender, ou se emocionar, não me interessa. ‘Brasa’ é um hino ao desejo”, explica Jade.

Considerada uma das apostas para 2017 no programa Music Trends (Canal Bis) e semifinalista do The Voice Brasil 2016, Jade Baraldo é um ponto fora da curva quando o assunto é novos talentos brasileiros. Aos 18 anos, a catarinense de Brusque de olhar penetrante e beleza exótica faz um pop moderno, com elementos de trap, mas com uma carga de musicalidade e envergadura vocal de alguém quem cresceu ouvindo Elis e as divas do jazz.

Jade se apropria, nesse primeiro single, de termos comumente vistos como machistas e muda sua conotação, invertendo o jogo e se posicionando no controle da situação, no comando do seu próprio desejo, e consciente de seus perigos e complexidades.

“Não existe nenhuma possibilidade de alguém, homem ou mulher, conseguir me diminuir com expressões como as que utilizo na letra. Não estou em luta pessoal contra nada, até porque não me sinto confrontada ou ameaçada. Mas o machismo ainda é dominante, ainda que menos visível, ele é mais cauteloso em se exibir, por causa das leis, da vigilância das mulheres, das redes sociais. Porém basta afrouxar um pouco esse cerco pra eles voltarem à zona de conforto e se fazerem presentes. O feminismo é totalmente necessário, a vigilância é totalmente necessária. Mas isso não é tema das minhas músicas”, diz ela.

Independência acabou sendo um tema central no lançamento de Jade. Após negociações com algumas das maiores gravadoras no mercado, a cantora optou por realizar seu primeiro lançamento de forma independente, mantendo controle sobre tudo – da escolha da música e produtor, às imagens de capa e promoção, passando pelas cenas e cortes do videoclipe.

“Tenho muito respeito pela indústria, mas nem sempre esse respeito é recíproco e aprendi isso logo na aula 101. Saí enquanto era tempo, pra salvar meus sonhos, e devo muito ao carinho dos fãs que me apoiaram numa fase difícil”, conta a artista.

Jade tem uma relação de muita proximidade com seus fãs, e essa conexão com o público ganhou ainda mais legitimidade com o lançamento de “Brasa”. Em menos de 24h, a cantora recebeu um grande número de vídeos no Instagram, de fãs de todo o país cantando versos da canção. Foram mais de 1000 vídeos apenas nos primeiros dias.

“Brasa” é uma composição da própria Jade. A produção é do francês naturalizado Damien Seth (Emicida, MC Marechal, Rashid) e conta com o violino de Guilherme Pimenta. Distribuída pela Agência Milk, a faixa já está disponível nas principais plataformas de música digital. O vídeo foi idealizado pela cantora e realizado por ela e Marcus França.

 

#novamusica – Vivendo do Ócio

Lançado em 2015, Selva Mundo – último álbum da Vivendo do Ócio – despertou e escancarou um lado mais maduro e, por vezes, psicodélico da banda.

“Prisioneiro do Futuro”, faixa que compõe o trabalho, é uma música pulsante e conceitual, sobre os questionamentos do amanhã, que agora ganha videoclipe. O ilustrador Iuri Nogueira assina a direção do clipe. Iuri, que durante o lançamento de Selva Mundo já estudava animação 3D, se propôs a desbravar o disco e encontrar uma música para dar vida.

A escolhida selou a parceria que renderia um ano de trabalho até que ficasse tudo pronto. “Utilizei uma forma de animação híbrida, uma mescla de 3D com tradicional. Brinquei com uma estética cartoon… Até o Luca (Bori) participou em algumas ilustrações”, conta.

O clipe retrata o conflito de alguém que, ao se tornar consciente de si e sua realidade, se propõe a abandonar a zona de conforto e correr atrás do que ama e sonha, exatamente casado com o tema de “Prisioneiro do Futuro”. “É nosso primeiro clipe em animação e ainda não acreditamos no resultado. Iuri soube criar muito bem essa aventura que leva o personagem a um mundo de ambições, escolhas e superações”, ressalta Davide Bori.

 

#novamusica – Dharma

A pós-modernidade carrega a ideia de que parecer é muito mais importante do que ser. Foi a partir desta ideia que a banda Dharma, criou a história do clipe de “Ilusionismo”, primeiro single do disco “A Cor do Céu Mudou”. Dirigido por Anderson Barbosa, o vídeo aborda a perseguição virtual, também conhecida como stalking, enquanto a letra traz uma vibração mais positiva, de cumplicidade e companheirismo. A música reflete o quanto a imagem pode iludir o espectador.

“Fizemos uma reunião com os produtores e explicamos o significado da letra, que fala sobre a sociedade moderna, onde o que importa é mostrar aquilo que você não é. Mostrar aquilo que você não tem. Ser quem você não é. E tudo isso principalmente pela internet. É uma música que tenta alertar a sociedade sobre a doença das redes sociais, falando que tanto o veneno como o remédio está dentro de si próprio”, explica Gustavo Guri, vocalista e guitarrista da banda.

Muito mais do que uma pegada rock n’ roll, o single “Ilusionismo” abre o disco da Dharma com uma base potente, uma conversa barulhenta entre guitarra, bateria e baixo. “Ela representa muito bem o disco e a banda. Sempre suspeitamos que esta seria uma ótima música para o primeiro clipe”, define.

O vídeo foi produzido pela própria banda, enquanto a direção de fotografia ficou por conta de Ruy Guimarães. Participaram também Beatriz Dantas, André de Paula, Flávio Farias, Willam Lima, Leo Pedrosa Jr, Leandro Santos, Milton Rodrigues, Tarcísio Alves, Helena Virgínia e Teresa Paiva. O clipe para “Ilusionismo” inaugura uma nova fase da banda Dharma, que pretende lançar um próximo material audiovisual em breve – o clipe da faixa “Livre”.

A Dharma é formada por Gustavo Guri (voz e guitarra), Marcinkus Bandeira (voz e guitarra), Ricardo Aquino (baixo) e Wendell Lima (bateria).

#novamusica – Hover

A mudança é inerente à natureza, e com o ser humano não é diferente. Mudar de casa ou de país, seja por força do destino ou não, é um deslocamento que nos faz crescer. A letra de “I’m Homesick” traz a ideia da saudade de casa e da busca por pertencimento. Qual é o lugar que te faz sentir-se em casa? Para os músicos do Hover, é Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O clipe para o novo single foi filmado inteiramente na Cidade Imperial, tendo como pano de fundo um dos pontos turísticos da cidade: o Museu Imperial.

Muito mais do que uma homenagem à cidade onde a banda foi formada, o clipe faz um apanhado das ruas mais conhecidas do Centro Histórico: Avenida Köeller, Rua da Imperatriz, Avenida Ipiranga e o entorno da Catedral de São Pedro de Alcântara, mais um dos cartões postais da cidade. A ideia de registrar esses locais no clipe serve para ilustrar a temática da saudade de casa e o sentimento de pertencimento a algum lugar – ou a falta desse sentimento.

“Todo mundo que sai do ninho acaba tendo essa sensação, de não se sentir em casa em nenhum lugar – pelo menos por um tempo. E há também casos mais sensíveis e dramáticos, como a situação de imigrantes ou pessoas que perderam as casas em tragédias. A gente tentou canalizar todo esse escopo de sentimentos no clipe. O cenário, formado por caixas e outros elementos, remete a exatamente isso: mudança, ruptura, transformação.”, explica Lucas Lisboa, guitarrista do Hover.

O vídeo marca a despedida do baixista do grupo, Pedro Fernandes, que se mudou de país. Atualmente, a formação do Hover é, além do Lucas, Saulo von Seehausen (guitarra e voz), Felipe Duriez (guitarra) e Álvaro Cardozo (bateria). A música “I’m Homesick” faz parte do disco de estreia da banda, “Never trust the weather”, lançado em 2016. O trabalho revelou uma nova fase do grupo, com composições maduras, sem deixar de lado a força e potência marcantes na identidade da banda, que une o post-grunge ao post-hardcore, com pitadas de stoner e indie.

O vídeo conta com direção, roteiro, montagem e finalização de Fabrício Abramov e Hugo Gama, com direção de fotografia de Artur Medina e assistência de fotografia de Pedro Arantes. A produção ficou por conta da própria banda e de João Felipe Verleun. A direção de arte, cenografia e figurino são de Raquel Theo.

#novamusica – Valciãn Calixto

O cantor piauiense Valciãn Calixto é conhecido por ser um dos fundadores do movimento Geração TrisTherezina, que divulga a cena independente do estado. Em nova fase, mais solar, ele lança o single “Vacilos”, com arranjos sofisticados, compassos compostos e forte influência das love songs da década de 70. A canção escrita em 2012 retrata uma fase melancólica vivida pelo cantor e compositor.

“Não a lancei antes, pois não combinava com o som que eu fazia na Doce de Sal, minha antiga banda. Também não tinha muito a ver com o clima arisco do meu primeiro disco solo. Nesse, como será um trabalho mais solar, de personagens que tentam se restabelecer perante circunstâncias diversas, finalmente tem espaço para essa música”, analisa Valciãn Calixto.

Para toda travessia melancólica, canções lamuriosas são a trilha sonora perfeita. E foi ouvindo “Summer Holiday”, de Terry Winter, “The Are The Songs”, do Tim Maia ou “Loving You”, de Minnie Riperton, que Valciãn inspirou-se para compor a letra de “Vacilos”. A canção, que foge da sonoridade e temática vistas em “FODA!”, é uma reinvenção do artista, que inova em sua própria obra fazendo algo que não é absolutamente novo: cantar sobre a famigerada “dor de cotovelo”. O single se afasta da estética pesada do disco anterior e investe em delicadeza. Saem as guitarras, entra o aspecto mais dócil de uma balada.

“Vacilos antecipa um lado mais sutil e leve em algumas das canções que estarão no meu segundo disco. Com presença maior de teclados, piano e arranjos sofisticados, melhores elaborados e mais trabalhados especificamente para esses instrumentos. Até para o baixo, que em geral é instrumento mais de acompanhamento, estamos elaborando arranjos mais melódicos e com maior presença no andamento das músicas”, explica.

O single traz um time de peso para a sua construção. Os irmãos de Valciãn, Marlucio e Marciano Calixto, marcam presença tocando teclados, além de bateria e bongô, respectivamente. A música foi gravada no Calistúdio (PI), com mixagem e masterização do músico jandirense Theuzitz (SP). O baixo e os arranjos do teclado são de Valciãn Calixto.

#novamusica – Grandfúria

Baseado nos livros “O Tempo e o Vento – O Continente” I e II de Érico Veríssimo, veio o novo álbum de Grandfúria, intitulado “O Sopro e o Momento”. Em um trabalho colaborativo, os seis integrantes dedicaram-se durante dois anos à produção do disco, entre composições e gravações.

Original e autêntico, a banda juntou instrumentos típicos da música folclórica gaúcha, como acordeon, bombo leguero e violão, com a energia das guitarras. “Procuramos fazer um álbum conceitual que não fosse chato, trabalhando bastante a dinâmica e alternando músicas enérgicas/pesadas com faixas suaves/acústicas, através de melodias fáceis, muitos refrãos pop e a característica nativa”, contam.

O conceito ao qual “O Sopro e o Vento” foi dedicado é reforçado no encarte que foi auxiliado pelo designer Maurício Cescon.” Exploramos os elementos folclóricos do Rio Grande do Sul, desde a paleta de cores – mais direcionada ao conceito de terra – até as imagens representativas de personagens que aparecem nas canções. Utilizamos até mesmo legendas para identificar o astral de cada música e tornar o encarte interativo para quem estiver curtindo o trabalho”.

As onze faixas autorais que compõem o álbum contam a história cronológica da obra “O Tempo e o Vento”, através de uma livre adaptação criada pela banda, sob o ponto de vista representativo dos próprios personagens do livro nas letras. No entanto, o disco funciona também como um pop tradicional, sem depender da obra de Veríssimo para fazer sentido ao ouvinte, visto que todas as referências ao livro são subjetivas.

“Tanta Cólera” abre o disco com uma mistura milonga com rock e influências vocais de R’N’B. Fala sobre uma terra construída com base no derramamento de sangue. A canção é seguida por “Santa Fé”, que conta sobre a personagem Ana Terra, uma das grandes mulheres protagonistas da literatura nacional. A música possui uma grande viagem introspectiva em sua construção, embalada por acordeon.

A chegada do Capitão Rodrigo Cambará à cidade de Santa Fé e o fascínio contagiante que sua personalidade causa nos habitantes é retratada por “Buenas, com influências de funk rock e música progressiva. “R” segue em uma levada mais agressiva, com vocais pop, e sendo uma composição negativa que conta sobre o momento em que Capitão Rodrigo escreve a letra “R” na cara de Bento Amaral em um duelo.

A música mais pop do trabalho, “O Viajante”, é acústica e profunda, com uma linha melódica próxima ao reggae, mas com as pontuações características da Grandfúria, e uma grande harmonia entre gaita e piano.

Inspirada na Revolução Farroupilha, ”Cada Pedaço” trata sobre a morte do Capitão Rodrigo na guerra, misturando o estilo típico do chamamé com uma grande viagem instrumental. “O Espanto e a Fúria”, altamente progressiva, contém quatro momentos: o primeiro, caracterizado pelo sintetizador; o segundo, tomado por influências folclóricas; o terceiro, quando a música se tranforma a ponto de chegar próxima ao metal; e o quarto, um chamamé vitorioso e dançante.

Seguindo a linha progressiva da anterior ,”Tormenta” é uma das canções pesadas do álbum e possui uma “payada” (declamação típica das músicas nativas do sul). Levada por uma batida pop com um rock cantado por muitos coros, a faixa posterior, “A La Cria” é a narração de Bento Amaral em um pensamento vingativo.

Em preparação para o final, “Ataque Ao Sobrado” ganhou, com sua mistura de psicodelia e influências gaúchas e post hardcore, o mérito de ser uma das 50 músicas mais tocadas no Spotify Brasil em seu primeiro mês de lançamento. Escolhida como primeiro single deste álbum, foi uma confirmação de caminho certo para a banda.

“Fantasma” é a última e mais extensa música do álbum, refletindo sobre a morte enquanto rito de passagem, com um solo de teclado profundo e lisérgico, encerrando “O Sopro e o Momento”.

Gravado no estúdio Noise, em Caxias do Sul – RS, o disco conta com a produção de Carlos Balbinot e masterização de Fabrício Zanco. Nas participações especiais, conta com Tomás Savaris (violão), Marlon Castilhos (percussão), além de Jorge Valmini e Helena Pezzi (vozes).

Como parte integrante do conceito do novo álbum “O Sopro e o Momento”, a Grandfúria realiza uma turnê de promoção pelo Rio Grande do Sul, além de preparar um documentário especial sobre o processo de composição do disco, curiosidades e bastidores das gravações. Também está previsto um videoclipe e sessões de performance ao vivo das canções.

Sobre Grandfúria 

A Grandfúria une influências diversas, entre rock alternativo, a música nativa rio-grandense, o pop clássico e a música ambiente. A banda usa instrumentos acústicos (como bombo leguero, percussão, violão e acordeão) e elétricos (guitarra, contrabaixo e sintetizadores), com a proposta de realizar uma fusão de estilos contemporâneos, contando com a presença marcante da identidade gaúcha.

Originada em Caxias do Sul (RS), a Grandfúria é um sexteto composto por Vinícius Augusto de Lima (voz, violão e guitarra), Maurício Pezzi (sintetizador e voz), Maurício Romani Gomes (bateria e percussão), Bruno Pinheiro Machado (guitarra e voz), Tiago Perini (baixo e voz) e Diego Viecelli de Oliveira (gaita).

A banda já lançou dois EP’s em 2012 e 2013, sendo posteriormente relançados em um álbum homônimo de 2014. Também houve a disponibilização de um compacto digital feito em 2016.

Já, em 2017, após dois anos de concepção e gravação, o grupo está realizando o lançamento de seu mais novo trabalho: “O Sopro e o Momento”, um disco conceitual completamente inspirado na obra literária “O Tempo e o Vento”, de Erico Veríssimo.

#novamusica – Marinho

Descrença no presente e esperança no futuro guiam as oito faixas do disco “Sombras”, de Marinho. As canções refletem os pensamentos e vivências de Rodrigo Marinho, cantor, baterista e compositor que assina a produção do álbum junto de Victor de Almeida e Joaquim Prado (também responsável pela mixagem e captação). O trabalho já está disponível para audição nas plataformas digitais.

O trabalho atual demonstra um amadurecimento em relação ao anterior, o homônimo EP de estreia, lançado em 2015, que o levou a participar do Festival DoSol (edição Maceió), e a abrir apresentações de Wado e Maglore.

“O “Sombras” surgiu de uma necessidade de me colocar de fato como artista. O trabalho anterior não refletiu o que eu queria e eu precisava mudar, pra poder mostrar alguma coisa, de fato, minha. Ainda no processo de finalização do EP, eu comecei a compor novas músicas, que foram entrando naturalmente num novo repertório e fazendo a ponte para a conclusão do novo trabalho.  Algumas delas entraram no disco”, conta Rodrigo.

Foi a partir da vontade de escrever um novo capítulo de sua história que o músico passou a criar músicas e apresentá-las aos amigos Victor de Almeida (guitarra) e Joaquim Prado (guitarra). Com estas trocas, os três passaram a arranjar e produzir, e assim foi praticamente o disco inteiro: Marinho gravou voz e bateria; Joaquim tocou guitarra, baixo e synth; enquanto Victor ficou com a guitarra, com participações de Bruno Rodrigues no baixo, Pablo Gustavo no teclado e Daniel Nunes no vibrafone.

“A idealização do projeto foi de nós três. Eu apresentei as músicas e fomos trabalhando nelas. Na maioria das vezes, os caminhos eram escolhidos como unanimidade. Houve um cuidado maior e um envolvimento que só poderia ter acontecido com pessoas que tinham a mesma linha de pensamento, em razão da presença muito forte deles e de nossos gostos reunidos”, reflete Marinho.

O projeto solo de Marinho traz uma sonoridade que se inspira no new wave e no indie experimental, com uma melodia soturna, que contrasta com a atmosfera agridoce das letras. As oito faixas podem variar de uma leve descrença, como na faixa “Sombras”, ao niilismo de “Colecionamos Danos”, chegando até a declarações de amor disfarçadas, na faixa “Coragem”. Ainda que as letras reflitam um desacreditar, o álbum termina com a confiante “Vai Amanhecer”, mostrando que as sombras mencionadas na canção de abertura do disco são passageiras, apenas.

“A identidade se refez e desde que iniciamos a nova experiência de produção, enxerguei um caminho muito maior a ser traçado sem a necessidade de lapidação de uma pessoa de fora, como foi o caso do primeiro. O disco tem um sentimento forte, embasado na amizade e com intenção muito fiel e verdadeira de passar algo, de fato, real. O disco sou eu”, analisa Marinho.

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