Nova década. Novas regras.

Em 1996 Wes Craven e Kevin Williamson reiventaram um gênero. Gênero que o próprio diretor (Craven) tinha inventado alguns anos atrás com A Hora do Pesadelo em 1984. A história do assassino serial que perseguia e matava todos pela sua frente até chegar na vítima principal rendeu continuações infinitas e um remake mediocre em 2010.
Mas Wes não deixou o mesmo acontecer com a franquia Pânico. Criado por ele e roteirizado por Kevin Williamson, o filme transformou o gênero de serial killers insanos para sempre. Criando um assassino instantaneamente icônico e imitado, a nova franquia brincava com os clichês do gênero que Crave mesmo tinha criado e estabelecido. Estabelecendo regras para as mortes e com um humor tão tétrico quanto genial, a trilogia caiu nas graças do público e de certa parte da crítica, criando uma legião de fãs (que no Brasil ainda esperam pelos lançamentos dos filmes em DVD e BD) e de cultuadores de Ghostface.
Onze anos depois, a mesma dupla dos três filmes originais traz de volta Sidney, Dewey, Gale e Ghostface em uma nova empreitada de mortes, esfaqueamentos e sangue. Novas regras foram estabelecidas, após o surgimento de atrocidades como Jogos Mortais e O Albergue. Novos padrões para os filmes do gênero, novas pretensões adolescentes surgiram: o que importa agora é ser popular. Não na escola mas na internet. A qualquer custo. Como bem coloca um reportagem do G1 sobre o filme, é um retrato fiel da atual juventude americana (principalmente).
Como diz uma personagem do filme assistindo à série Stab, o assassino mascarado é bem melhor que fantasmas, a morte ou crianças fantasmas japonesas.
O tempo todo, desde seu genial início, Pânico 4 brinca com os outros filmes do gênero, inclusive citando-os e criticando-os. Já no começo uma personagem fala mal de Jogos Mortais 4 e outros tantos criticam os remakes. Com uma junção de astros de seriados atuais (Hayden Panettiere de Heroes, Anna Paquim de True Blood, Erik Knundsen de Jericho e Adam Brody de OC), piadas e referências tão rápidas que mal conseguimos acompanhar, mortes às pencas (claro) e aulas de cinema de suspense, o filme é basicamente genial. Não apenas mantém todo o clima e astral dos três primeiros como os melhora e aprimora. De sair do cinema totalmente satisfeito.

Aqui reportagem do G1: ‘Pânico 4’ tem mais a dizer sobre a juventude atual que ‘A Rede Social’
Aqui um guia da Empire para os filmes da série.
Aqui, as cinco melhores mortes dos três primeiros filmes segundo o site Digital Spy.

22712

Deixe um comentário

Acima ↑