O site Anomalous Material listou os 9 melhores filmes passados em Paris. Como estou nessa vibe Festival Varilux ainda (e como fico com as lumbrigas uriçadas quando se fala em Paris), vou traduzir a lista aqui.
Como a lista ABSURDAMENTE não tem o melhor de todos, vou colocá-lo antes da tradução (a tradução virá em itálico). Devo dizer também que da listagem traduzida simplesmente AMO Ratatouille e Paris, Te Amo.
Indicado para 8 Oscars, incluindo melhor filme, e vencedor de dois (direção de arte e figurino), a obra-prima frenética de Baz Luhrmann celebra a Paris boêmia da virada do século. Em 1900 um jovem escritor inglês vai para Paris seguindo a revolução cultural da época em busca de inspiração. Lá, acaba caindo no submundo de drogas e bebida da cidade e se envolvendo com um grupo de artistas adeptos do absinto e com prostitutas, se apaixonando por uma delas, Satine. Ela, por sua vez, está prometida ara um duque, patrocinador do cabaré Moulin Rouge, onde Satine e outras meninas dançam. A falta de originalidade da história é compensada no excesso de originalidade dos numeros musicais, que colocam na boca dos personagens que estão em 1900 musicas dos dias de hoje ou eternas, como David Bowie, Elton John e até Whitney Houston. Indicado à Palma de Ouro em Cannes e vencedor do Globo de ouro de melhor filme (comédia/musical), trilha sonora original e atriz (comédia/musical – cinema), foi o primeiro musical em 23 anos a concorrer ao Oscar de melhor filme (que somente no ano seguinte foi vencido por um musical: Chicago).
Estrelando Audrey Tatutou como uma excêntrica e tímida moça com um coração de ouro, a comédia romântica encantada de Jean Pierre Jeunet fez com que pessoas ao redor do mundo se apaixonassem pelo 18° distrito de Paris. Este charmoso filme foi indicado para 5 Oscars, incluindo melhor roteiro original e foi predominantemente filmado no bairro de Monmartre. Ainda é possível passear pelo Café des Deux Moulins, onde Amelie trabalhava ou visitar a loja do Sr. Collignon. É uma sonhadora e linda representação da capital francesa e o filme foi tão popular que as locações utilizadas se tornaram pontos turísticos por si só.
Uma das grandes obras primas do New Wave francês, Acossado foi o primeiro filme de Jean-Luc Godard. O filme conta a história de Michel, um belo criminoso que está fugindo da polícia após roubar um carro e matar um policial. Ele se esconde no apartamento de Patrícia em Paris, uma jovem escritora americana que vende jornais nas ruas da cidade. Quando não estão fugindo da polícia, os dois se enroscam em longas conversas e tentativas de levantar dinheiro para fugir para a Itália. A edição não ortodoxa de Godard e a fotografia capturam Paris com uma luz peculiar e fazem de Acossado um dos filmes franceses mais influentes da história do cinema.
Em 1995 Richar Linklater dirigiu Antes do Amanhecer, um lindíssimo filme sobre dois estranhos passeando por Viena, conversando e se apaixonando. Antes do Pôr do Sol, a sequência romântica que reune os dois personagens nove anos depois em Paris é uma caminhada de duas horas e um tour pela cidade do amor. Com somente algumas horas antes dele ter que voltar para Nova York, o casal vaga por Paris, conversa e se apaixona de novo. Parece decepcionantemente tolo e simples, mas o filme é escrito com tal habilidade e com atuações tão naturais que é como reencontrar velhos amigos.
Irradiando uma crua e sórdida energia sexual que inicialmente pôs o filme em classificação adulta nos EUA, o filme de Bernardo Bertolucci se tornou uma das obras mais constroversas da história do cinema. A crítica Pauline Kael da revista New Yorker deu seu endosso mais memorável dizendo “Tango alterou a cara de uma forma de arte. Este é um filme que as pessoas comentarão enquanto existir cinema”, e chamou de “o filme erótico mais poderoso já feito”. Marlon Brando é um americano de 45 anos que vive em Paris se recuperando do suicídio de sua esposa. Ele passa a ter um relacionamento sexual com Maria Schneider, uma bela parisiense de 20 anos. As duas almas torturadas se aproximam para satisfazer suas necessidades sexuais num apartamento tao caído quanto suas vidas. Vamos terminar apenas dizendo que você nunca mais olhará para um naco de manteiga da mesma forma…
Dirigido por Brad Bird, esta espetacular animação da Pixar acompanha Remy, um rato francês com um particular e refinado paladar, ascendendo de suas origens humildes até se tornar chef de um restaurante. Com a ajuda de um desajeitado garoto, Lnguini, em pouco tempo Remy cozinha pratos fabulosos, levantando a reputação tanto de Linguini quanto do restaurante. Não deixe que a ideia de um rato na cozinha de um restaurante te afaste deste delicioso filme, por Ratatouille mostra algumas das mais belas vistas de Paris, que você jamais verá em outro filme.
A linda carta de amor a Paris e Vincent Minelli ganhou seis Oscars, incluindo melhor filme e é estrelado pelo icônico Gene Kelly, como um ex soldado americano que tenta ganhar a vida em Paris como artista depois da Segunda Guerra Mundial. Lá, ele se apaixona por uma jovem francesa que já é noiva de um cantor de cabaré local. O filme se apóia muito na musica de George Gershwin e Kelly mostra alguns de seus melhores momentos, como em duetos de “S Wonderfull” e na balada “Love is here to stay”, e na adorável cena de “I Got Rythm”. A fotografia de John Alton mostra a capital francesa de forma fascinante, um cenário de sonho numa Paris artística.
A tocante história de Francoise Truffaut de um jovem e rebelde garoto parisiense foi o primeiro e mais intimista filme do diretor e um dos filmes definitivos da New Wave francesa. Jean-Pierre Leaud é Antoine, um adolescente negligenciado pelos pais e oprimido pelos professores. Sua luta para enteder o mundo dá um gigantesco passo à frente quando ele experimenta a liberdade fugindo da escola e de casa. É um filme simples e ainda assim inesperado, que captura tantas emoções vívidas de uma forma aparentemente aleatória. O diretor e o ator fizeram muitos filmes juntos depois deste, mas este pode ser o melhor de todos. O próprio mestre Akira Kurosawa chamou-o de “um dos mais belos filmes que já vi”.
Audrey Hepburn estrela esta deliciosa comédia de humor negro como uma jovem americana em Paris fugindo de um trio de bandidos que tentam recuperar a fortuna que seu finado marido roubara deles. A única pessoa que ela pode confiar é um gentil mas misterioso estranho, interpretado por Cary Grant. O filme do diretor Stanley Donen é cheio de estilo, macabro e Hitchcockiano. Esta obra esperta faz ótimo uso das locações e até faz referências a filmes anteriores passados na cidade, como Um Americano em Paris.
Diretores celebrados ao redor do mundo, incluindo os irmãos Cohen, Gus Van Sant, Wes Craven, Walter Salles, Alexander Payne e Olivier Assayas se reunem para trazer uma série de curtas passados em Paris de uma forma nunca imaginada. Feito por um time de diretores tão cosmopolitas quando a cidade em si, este retrato de Paris é tão diverso quando o background de seu diretores e suas nacionalidades. Com cada diretor contando a história de um encontro inusitado nas redondezas de Paris, as histórias vão além de meros cartões postais da cidade, para mostrar diferentes aspectos de Paris raramente vistos no cinema. Enquanto os 18 pequenos filmes são diferentes, eles não podem ser vistos como se não fossem um só. Paris, Te Amo é uma linda declaração de amor à cidade luz.










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