Eu nasci em 1981. Cresci assistindo filmes de terror de madrugada com minha mãe enquanto meu pai viajava a trabalho. Um dos que mais me marcou foi um em que um rapaz desconfiava que seu vizinho era um vampiro e resolvia caçá-lo. Me dava medo realmente, e o final do filme com dois olhinhos vermelhos brilhando no escuro pela janela me atormentou por um bom tempo. Este filme era A Hora do Espanto, de 1985.
Eis que este ano, entrando na onda remake/sequência de filmes velhos, ele foi refilmado e lançado em 3D numa versão metabolizada.
Dirigido por Craig Gillespie (de United States of Tara – o que talvez explique Toni Collette no elenco – e do excepcional A Garota Ideal), o filme talvez seja uma modernização sim, mas não do (já) clássico de 85, mas no gênero filme B. Ele não é ruim, não me entenda mal.
Antes de ver o filme li em algum lugar a sinopse e ficha técnica e lá dizia “terror/comédia”. Como assim comédia? Agora entendi. Dei mais risadas que levei sustos durante o filme todo.
Colin Farrell faz o vampirão-mor. Num universo onde vampiros não brilham estapafurdiamente como diamante no sol, ele é Jerry. Um cara bonito e sedutor que não se demora muito pra descobrir que é um vampiro. Anton Yelchin (de Exterminador do Futuro – A Salvação) é o rapaz que vai desconfiar da humanidade do vizinho e Toni Collette é sua mãe. Confesso que antes de ver o curriculo do diretor estranhei a presença dela no elenco. Imaginei que ela tinha sido convidada sem que tivessem dito a verdade pra ela sobre o filme e que só lá pela metade do caminho ela descobriu do que se tratava. Mas quando o cara responsável pelos inúmeros prêmios que ela ganhou pela série United States of Tara convida para fazer um filme, ela nem deve ter perguntado sobre o que era mesmo. E fez certo. Atriz excepcional como é (vide Connie & Carla, O Sexto Sentido – indicação ao Oscar – ou os incríveis Pequena Miss Sunshine e Mary & Max) dá conta de seu papel em tom de brincadeira de forma deliciosa.
Por falar em tom de brincadeira, outro que não desaponta é Colin Farrell. Acho que dá pra saber que um ator é realmente bom quando ele é canastrão de propósito e faz isso muito bem. Ganhador do Globo de Ouro por Na Mira do Chefe, o ator já mostrou sua versatilidade em filmes como Alexandre, O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus, Miami Vice e Por Um Fio. Seu vampirão é escancaradamente debochado. Seu sorrisinho de lado e seus closes clichês são de uma canastrice calculada sem tamanho (já aparece nos pôsteres do filme). O que torna tudo ainda mais divertido.
Longe de ser mal feito ou mal executado, o filme é divertido e bacana, um legítimo terrir. Novos gadgets e piadas tornam a coisa toda bem interessante e cômica, mas na minha opinião não supera o original, principalmente quando me lembro daqueles dois olhinhos vermelhos na janela…
Resenha do blog: A Hora do Espanto (2011)

Adouro esse filme. Quer dizer, adouro o primeiro. Já tentei assistir o segundo, mas não achei link para ver online. E não sei se passa pelo cinema daqui. Aniway, odiei Conie e Carla, tá? Do fundo da alma. E conhecidentemente, assisti ontem Mary & Max… deprÊEEEEE! Bjo bjo!
Como assim VC ODIOU CONNIE & CARLA?? Eu já vi umas 6 vezes, acho mega devertido!! E sim, Mary & Max é cmpletamente deprê, mas é lindo!!