Eu e o Papai Noel

Nos tornamos mais amargos quando deixamos de acreditar ou menos tolos? Deixar de acreditar em certas coisas faz com que cresçamos, nos tornemos pessoas menos iludidas. Mas algumas fantasias ainda são necessárias, não é mesmo?
Existem coisas que, mesmo que não existam, nos ajudam a ser quem somos quando acreditamos. Outras existem para alguns e para outros não.
O mais complicado é acreditar quando recebemos provas do contrário, quando temos mil motivos para desacreditar. Como voltar a crer? Como voltar a achar que é (ou será) verdade?
Toda descrença traz uma tristeza, uma decepção. Normal, esperado até.
Mesmo quando, às vezes, temos mil motivos para crer e apenas um ou dois para desacreditar. Mas estes um ou dois motivos são mais fortes e mais enfáticos que todos os outros mil.
A verdade é fria às vezes e dura. Nos obriga a ver coisas que nem sempre queremos ver e nos esfrega na cara que algumas coisas são somente ilusões.
Então podemos escolher: ou acreditar de novo nestas ilusões e voltar a crer que são/foram/podem voltar a ser reais, ou passarmos a ser ligeiramente descrentes. Ligeiramente só, para não correr o risco de passarmos por céticos ou amargurados.
Descrente talvez, amargurado nunca.

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