XANADU – VERSÃO BRASILEIRA DO MUSICAL DA BROADWAY VEM A CURITIBA

Após temporada de sucesso no Rio de Janeiro, Xanaduinicia uma turnê nacional com Danielle Winits, Miguel Falabella e Danilo Timm encabeçando o elenco. A versão brasileira do musical da Broadway passa neste mês por Curitiba. A curta temporada, com realização da Prime, acontece de 25 a 27 de maio, no Teatro Positivo Grande Auditório (R: Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300) com sessões sexta (25) e sábado (26), às 21h, e domingo, às 19h.  

A trajetória de Xanadu já o transformou num clássico. Começou com o filme, um dos símbolos mais representativos da iconoclastia de excessos da década de 80. Recebido com expectativa e capitaneado por uma estrela à época, Olivia Newton-John, o longa eternizou canções que povoam o imaginário das pessoas até hoje. Alem disso, tornou-se cult  com o passar do tempo e serviu como base para o musical homônimo que estrearia na Broadway em 2007. Com libreto de Douglas Carter e música de Jeff Lyne e John Farrar, esta encenação obteve um imenso sucesso, tendo sido indicada inclusive a quatro prêmios Tony e ganho o importante Drama Desk. Desta montagem vem a inspiração para a superprodução (em todos os sentidos) dirigida por Miguel Falabella, com versão de Artur Xexéo (em sua segunda incursão teatral).

 Sobre o Espetáculo
Em “Xanadu”, os deuses da mitologia grega descem à terra para ajudar os humanos. Entre eles, Clio – uma semideusa que adota o nome de Kira quando se disfarça como terrena, interpretada por Daniele Winits -, que vem ajudar Sonny Malone (Danilo Timm), um artista incompreendido que pretende abrir uma casa noturna diferente de tudo que havia sido feito até então.


Para isso, ela conta com a ajuda de Danny Mc Guire (Miguel Falabella, que também interpreta Zeus). Duas atrizes com trajetórias de respeito em musicais também encabeçam a escalação: Sabrina Korgut (Calíope/Afrodite) e Gottsha (Melpômene/Medusa). Completam o elenco Maurício Xavier, Brenda Nadler, Karin Hils, Fabrício Negri, Lucas Drummond, Giovanna Cursino, Carla Vazquez e Danilo Timm.

A direção musical e vocal fica a cargo de Carlos Bauzys, que comanda um sexteto formado por Daniel Rocha (regência/guitarra/violão), Bernardo Ramos (guitarra/violão), Priscilla Azevedo e Heberth Souza (teclado), Raul D’Oliveira (baixo) e Rafael Maia (bateria), com o intuito de reproduzir com exatidão a sonoridade bem característica da época.
No plano cênico, Nello Marrese reproduziu toda a grandiosidade que um musical destas proporções exige. O cenário base é inspirado numa pista de skate de Los Angeles, com referência estética dos grandes grafiteiros. A partir disso, há uma sucessão de transformações na área cênica ao longo do espetáculo.
À experiente Fernanda Chamma coube o desafio de recriar as coreografias originais, a exemplo das antológicas acrobacias com patins. Assim como os demais segmentos, Fernanda seguiu a linha bem humorada proposta pelo diretor: Completam a equipe os renomados Paulo César Medeiros (iluminação) e Marcelo Pies (figurinos), responsável por recriar o estilo inconfundível da moda oitentista através de mais de cem figurinos e dezenas de trocas de roupas.
Tempero brasileiro
Enquanto a matriz americana usa e abusa da cafonice oitentista, a releitura brasileira também o faz, só que com ‘‘uma pimenta, um molho todo nosso”, segundo Falabella. “É um musical esquizofrênico. Esta miscelânea de Grécia Antiga com anos 80 não pode ser logicamente conceituada. “Xanadu” não se explica, não se teoriza sobre ele. Apenas se vive!”, define com bom humor.

“Esse musical é um besteirol, e o público brasileiro gosta do gênero. No original, Clio/Kira, feita pela Danielle, desce à Terra acreditando que está em Veneza. Na verdade, ela está em Venice Beach, na Califórnia. O texto já estava pronto, os ensaios já tinham começado, quando o Miguel teve a ideia de que Kira, acreditando que chegara a Paris, em 1880, na verdade estava na Praça Paris, no Rio de Janeiro, em 1980”, explica Xexéo, responsável pela transposição não só geográfica como idiomática.

“Xanadu” é kitsch, intencionalmente cafona, excessivo e confronta o dito bom gosto estabelecido com uma vasta gama de cores berrantes e ícones máximos do exagero dos anos 80. 


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