A falta de segurança em Curitiba está atingindo níveis assustadores. Não podemos mais dizer (como os curitibanos diziam) que o Rio de Janeiro que era perigoso. Parece que por lá a coisa está bem mais segura.
Na semana passada um homem de 40 e poucos anos levou um tiro na cabeça (falecendo dias depois no hospital) numa tentativa de assalto na rua Emiliano Perneta, ao lado da Rua 24 Horas.
Há cerca de um mês um jovem foi esfaqueado próximo ao Shopping Curitiba enquanto esperava um amigo num crime aparentemente de homofobia (que já foi esquecido pela midia).
Dia desses alguém postou no face que teve o carro roubado em frente o Hospital Vita, no centro da cidade no domingo a noite, na rua Visconde de Nacar, a mão armada.
Na última segunda feira um amigo postou no face que foi roubado por dois rapazes, também a mão armada, na rua Brigadeiro Franco (centro da cidade, também próximo ao Shopping Curitiba) e levaram seu celular.
Hoje ao ir na agência do banco HSBC do Palácio Avenida (pra quem não sabe palco das apresentações do coral infantil de Natal que tanto atrai turistas em pleno calçadão da Rua XV, a mais tradicional da cidade) descobri que estava fechada. Por que? Ontem as portas giratórias estragaram. Um bandido aproveitou-se da situação, entrou ameaçando uma cliente com um revólver 38 e a obrigou a sacar 15.000,00. Isso em horário bancário. Ou seja: antes das 16 horas.
Isso é Curitiba. Seus 320 anos serão comemorados com tiros nos cidadãos, enquanto as autoridades não se preocupam em fornecer um mínimo de segurança na cidade e o maior jornal da capital lança a campanha “A Curitiba que eu quero” achando que segurança é responsabilidade dos curitibanos e não de seus políticos e policiais:
A Curitiba que eu quero, senhores, é aquela onde não sinta medo de andar pela cidade no meio do dia e ser assaltado. Aquela onde as autoridades policias estejam presentes e atuantes nas ruas, coibindo e agindo em cima de criminosos.
Mas ali não tem essa alternativa…

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