Resenha do blog: A Morte do Demônio

É, parece mesmo que esse não será o ano dos filmes bons no cinema. Até agora nada de bom estreou e a perspectiva é de somente dois filmes bons este ano: O Grande Gatsby e Universidade Monstro, que são praticamente impossíveis de serem ruins. Outras apostas menores ainda vão precisar me convencer (como Kick Ass 2, Carrie ou Faroeste Caboclo), mas no geral cada filme que vejo me decepciono mais.
Como esta semana. Fui ver A Morte do Demônio depois de ver a crítica da jornalista Isabela Boscov no site da revista Veja. A acompanho há bastante tempo e sei bem que não é fácil agradá-la. A não ser que o filme tenha Russel Crowe no elenco. Praticamente qualquer coisa com ele ela gosta, salvo raras exceções. Mas não é este o caso.
A Morte do Demônio é refilmagem de um clássico do terror de 1981, dirigido por Sam Raimi (de Oz: Mágico e Poderoso, Arrasta-Me Para o Infero e da trilogia Homem Aranha) que na nova versão assume a cadeira de produtor e deixa a direção nas mãos do estreante Fede Alvarez. Na história, cinco amigos se enfiam numa cabana no meio do mato para ajudar uma das meninas a passar por uma reabilitação, a curar-se de um vício em cocaína. Até que ela é possuída por um demônio que não tarda a estabelecer o caos. Mais não dá pra contar. Não porque pode estragar o filme ou dar spoiler, mas porque não tem nada mais mesmo. O roteiro acaba aí e o que acontece depois é só carnificina, sem se dar ao trabalho de explicar ou exorcizar nada. É tudo de um sem sentido tão grande que chega um ponto tanto braço e perna já foi arrancado, tanto sangue jogado na tela, que simplesmente nada importa mais, chega a dar sono. Vários personagens enfiados na história para dar volume, sem personalidade ou função alguma, a não ser a de ser mais um a morrer. Se fosse uma peça de teatro se chamariam Rapaz 1, Moça 2… e assim por diante.
O filme não chega a ser longo, mas é chato e exagerado. Quase um filme B. Não sou desses que é fã incondicional do filme anterior (sequer o assisti) mas não acho que a nova versão tenha sido feita para estes fãs. Assim como não acho que seja uma ‘homenagem’ como se costuma fazer. É uma refilmagem. Ponto. Pelo que sei, o filme de 1981 não era trash ou terrir. Era terror de verdade. Este aqui é de um exagero tão grande que nem os personagens sentem dor quando têm seu membro decepado. É filme B de terror gore (daqueles onde o sangue inunda a tela). Não é tenso, não dá medo nem dá sustos. O mínimo que se podia esperar de um filme do gênero. Quase provoca risos involuntários. Ao contrário do que diz o cartaz, o filme não tem nada de apavorante.
Enquanto isso, reafirmo o que a crítica mundial vem dizendo e eu concordo: a TV está tomando o lugar do cinema. Se A Morte do Demônio não funciona como suspense/terror, American Horror Story e Bates Motel cumprem essa função com medalhas de honra em cada um de seus episódios. Está valendo a pena cada vez menos ir ao cinema.

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