Por conta de burocracia, depois de 3 anos na América Latina Gap inaugura lojas no Brasil

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A Gap, tradicional rede de lojas americana, chega ao Brasil neste ano com foco nos consumidores da “nova classe média”. A marca vai abrir a primeira loja no shopping JK Iguatemi, um dos mais luxuosos da cidade de São Paulo, no dia 26 de setembro e, em outubro, vai inaugurar outra loja no Shopping Morumbi, também na capital paulista. Criada na cidade de São Francisco em 1969, a Gap é um símbolo do estilo casual americano e apresenta uma gama de produtos similares às nacionais Lojas Renner e C&A. Até o primeiro semestre de 2014 a marca pretende abrir mais duas lojas.

Segundo informações da empresa, o grupo prevê um plano de expansão no País nos próximos cinco anos, como parte do projeto de ampliação de mercado na América Latina que já inclui lojas no Chile, Uruguai, Panamá, Colômbia, Peru e México.

Para Pierre Schrappe, diretor comercial da Gap no Brasil, o País, o quinto maior do mundo e a maior economia da América Latina, tem uma classe média em ascensão e que valoriza o consumo de marcas, o que traz uma oportunidade de crescimento bastante expressiva para a Gap. As lojas no Iguatemi JK e no Morumbi contarão com 650 metros quadrados e 750 metros quadrados, respectivamente, com produtos para homens, mulheres, crianças e bebês.

A Gap chegou à América Latina em 2010, inicialmente em países como o Chile, Uruguai, Colômbia e México. “O mercado brasileiro foi aquele que mais demandou tempo de pesquisa”, disse à Veja o alemão Stefan Laban, diretor de alianças estratégicas da Gap. “Foram seis anos ao todo”. Mas, por que a demora? “Há muita regulação e muita tributação no Brasil”, diz Laban. Além da irritante burocracia. No Brasil, apenas a licença para utilizar o sistema integrado de comércio exterior (Siscomex), pode levar seis meses. Os impostos de importação são pesados. Para vencer estes e outros obstáculos e para assegurar a diversidade de produtos e o preço baixo, a Gap optou por abrir as portas no Brasil associada a um grupo local, o GEP, dono da Luigi Bertolli, entre outras. Em países mais avançados ela não recorre a sócios locais.

Para atrair o consumidor nacional, a empresa desenvolveu uma campanha exclusiva chamada de “Hello Brasil” nas redes sociais. “(a campanha) pretende conectá-lo (o consumidor) com a cultura urbana que influencia o estilo Gap, em representações culturais que permeiam o universo da música, da arte, moda e das tendências globais”, diz Carolina Correa, gerente de marketing da empresa no Brasil. Além de cobrar preços atrativos e semelhantes às lojas locais.

Com informações da Veja e Terra.

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