No dia 28 de agosto de 1948 estreava mundialmente aquele que seria uma das obras primas do cinema e do cineasta Alfred Hitchcock.
Doze anos antes do grande sucesso Psicose, o mestre do suspense lançava uma história fascinante e já naquela época com traços de uma relação homossexual em cena: Festim Diabólico (Rope). O filme é adaptado de uma peça teatral, escrita por Patrick Hamilton. Que por sua vez foi inspirada por um caso real acontecido com dois jovens da Universidade de Chicago que cometeram um crime de forma parecida.
A história de Phillip (Farley Granger) e Brandon (John Dall) e como eles decidem matar um amigo e servir um jantar sobre o baú onde está escondido seu corpo somente para provar que conseguem cometer o crime perfeito chocou as plateias pela crueza e frieza dos atos. Mas não seria esse o aspecto que o faria entrar pra história dos grandes filmes. Nem o fato de ter sido o primeiro filme em cores de Hitchcock.
O grande destaque do filme é a virtuose da direção: todo ele parece ocorrer em uma única tomada. Os cortes só foram feitos porque era preciso trocar o rolo da câmera: 10 ao todo mais ou menos a cada 10 minutos (duração máxima de cada rolo na época). Pra muita gente estes cortes são imperceptíveis, fazendo parecer que o filme acontece todo numa tomada só. Isso só faz com que a tensão aumente como se estivéssemos vendo uma cena em tempo real.
O filme esteve inacessível ao público por muitos anos, pois Hitchcock havia recomprado os seus direitos, juntamente com os direitos de Rear Window (br: Janela Indiscreta), The Man Who Knew Too Much (br: O Homem que Sabia Demais), Vertigo (br: Um Corpo que Cai) e The Trouble with Harry (br: O Terceiro Tiro), para deixá-los de legado a sua filha. Esses cinco filmes ficaram conhecidos como “os cinco filmes perdidos de Hitchcock”, e só foram relançados em 1984, por volta de quarenta anos após seu primeiro lançamento.
“Se explodirmos repentinamente uma bomba numa sala com duas pessoas, a emoção durará dez segundos. Mas anuncie que a bomba irá explodir e o suspense durará até o fim.” – Esta máxima de Hitchcock norteia todo o desenvolvimento da trama de Festim Diabólico e confere à ela um nível de suspense que poucos filmes de hoje conseguem alcançar. No longa, o foco de toda a tensão está escondido dentro de um baú onde está sendo servido o jantar: o corpo de um jovem que fora assassinado por outros dois na primeira sequência do filme.
A motivação do crime é uma teoria que defende que apenas seres humanos superiores são capazes de cometer um assassinato a sangue frio, obcecado por esta ideia Brandon convence Phillip a participar do homicídio e para provar que aquele tinha sido o crime perfeito ele decide dar uma festa em seu apartamento e convida Rupert Cadell (James Stewart), professor universitário que também acredita na teoria, o amigo Kenneth (Douglas Dick), Janet (Joan Chandler), namorada de David (o morto) e Kentley (Cedric Hardwicke) e Atwater (Constance Collier), os pais dele.
Como sempre em seus filmes Hitchcock faz uma pequena aparição. Neste, ele aparece bem no início ao atravessar a rua e pode ser visto também no cartaz de neon que reflete na janela do apartamento dos dois assassinos.

Com informações do IMDB, WIkipedia e blog Sublime Irrealidade


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