Resenha do site: É o Fim

c3a9-o-fimÉ difícil acreditar que um filme como É o Fim tenha realmente chegado aos cinemas. Não fosse o time envolvido teria passado longe de ser chamado de “filme”. Trata-se de uma obra para o mesmo público de American Pie, Superbad, Ted ou Todo Mundo em Pânico. Com isso você pode tirar suas próprias conclusões e, se gosta destes filmes, pode parar de ler por aqui mesmo.

Inspirado no curta Jay and Seth vs. The Apocalipse, de Jason Stone, o filme parte de uma festa que está acontecendo na casa de James Franco com muitos convidados vips: Jonah Hill (de Click, Segurando as Pontas e Superbad), Danny McBride (de Sua Alteza? e Segurando as Pontas), Craig Robinson (de Segurando as Pontas e A Ressaca). Nem todos estes muito familiares do público brasileiro mas com um currículo cinematográfico nada exemplar. Todos “interpretando” a si mesmos durante o filme, na tal festa ainda estão em rápidas aparições Michael Cera (de Juno), Emma Watson (da saga Harry Potter), a cantora Rihanna e muitos outros. A maioria com drogas até o pescoço, diga-se.

Seth Rogen (de Superbad e Segurando as Pontas) e Jay Baruchel (de Aprendiz de Feiticeiro e Menina de Ouro) chegam na tal festa depois de passar um dia sustentados por baseados e salgadinhos. Se enturmam e ficam amigos do grupo principal. Mas daí o inimaginável acontece: a cidade é invadida por explosões, terremotos, luzes azuis que sugam as pessoas para o céu e buracos que se abrem no chão e levam praticamente todos da festa. Restam apenas James Franco, Jonah Hill, Danny McBride, Craig Robinson, Seth Rogen e Jay Baruchel. Se você prestou atenção aos filmes citados acima nas referências dos atores, percebeu que com exceção de Franco e Baruchel, os outros estiveram juntos anteriormente. E é assim que a coisa funciona no filme: um grupo de amigos brincando de contar uma história.

Envolvendo arrebatamento e o apocalipse bíblico, o roteiro (por assim dizer) escrito por Seth Rogen e Evan Goldberg – este último não por acaso roteirista de… Superbad, Segurando as Pontas e do curta que originou o filme – expõe ao máximo os seis amigos presos dentro da casa com medo de sair. Todo este “meio” do filme é insuportavelmente ruim e chato. Pode-se pensar que os atores não tinham texto, que iam inventando falas e diálogos conforme a coisa ia acontecendo. E a direção a cargo da dupla de roteiristas parece perdida e sem saber o que fazer nos momentos de conversas absurdas entre os seis.

Caso você consiga passar por este pedaço, o final do filme revela surpresas e especificamente a cena final é absurdamente inusitada e hilariante. Aliás, provavelmente será o único momento do filme que você irá rir. Porque de resto, É o Fim é um amontoado de referências a outros filmes catástrofe e de terror (como O Exorcista), citações a filmes anteriores do grupo de atores, consumo de drogas e diálogos sem sentido. Como o público americano tanto gosta, o elenco de quase quarentões se comporta como se tivesse 18 anos e suas únicas preocupações na vida fossem fazer sexo e consumir a maior quantidade de substâncias ilícitas que puderem. Provavelmente irá ganhar alguns prêmios no MTV Movie Awards ano que quem, afinal é para este público que ele foi feito, mas está longe de poder ser chamado de filme. Novamente: não fossem os atores envolvidos (todos queridinhos do público americano) seria só um especial de TV. E quem sabe com todo aquele meio de fora e mais curto não funcionasse melhor mesmo.

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