Fotógrafa curitibana abre exposição de autorretratos nesta sexta

A fotógrafa curitibana abre sua primeira exposição na próxima sexta, 27 de setembro, a partir das 20h na cafeteria Le Bistronomique.

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Esta é sua primeira exposição de fotos autorais (ela já participou, entre outros, do projeto Curitagram, organizado por ela e por este que vos fala) e conta como Mariana passou de alguém que simplesmente queria fazer fotografia à fotógrafa profissional que é hoje. Ela conta que os autorretratos foram fundamentais em seu aprendizado de técnicas como iluminação e enquadramento. A exposição Faire Connaítre traz algumas destas fotos que mostram a própria fotógrafa sendo “espiada” em seus momentos particulares por frestas de portas e espelhos. O alto astral de Mariana permitiu inclusive que ela visse uma oportunidade fotográfica numa situação que muitas pessoas só seriam capazes de ver o lado ruim!

Em entrevista exclusiva para o Pausa Dramática, Mariana fala mais sobre a exposição e suas inspirações:

Pausa Dramática: Como foi essa experiência com os autorretratos?

Mariana Lima: Eu tive que me virar sozinha para aprender a fotografar e ao contrário do que muitos pensam, foi uma luta me acostumar com os autorretratos.  A minha “pira” sempre foi fotografar pessoas. Desde sempre nós ouvimos muita gente comentar como se acham feias, como sonham em serem parecidas com tal pessoa que elas viram na TV e etc. O que eu tento com a fotografia, é mostrar que as pessoas são muito mais bonitas do que imaginam ser. E foi nessa de fotografar pessoas que eu comecei a fotografar, profissionalmente, casamentos. Muito melhor que registrar não apenas a beleza natural de cada pessoa é registrar seus momentos importantes. Acho isso um desafio gostoso de cumprir.

– São estas as fotos que estarão na exposição?

Sobre as fotos da exposição, é engraçado pensar no motivo pelo qual elas surgiram. As primeiras delas, que estarão na exposição também, foram feitas há uns 3 anos. Nessa época, nosso apartamento estava numa reforma, aparentemente, infinita. Foi quase um ano convivendo com pedreiros num apartamento, até que um dia peguei um deles me espiando pelo vão da porta do quarto. No momento em que aquilo aconteceu, eu fiquei muito brava, mas logo me veio um “opa, pera aí! Isso é genial!”. Haha, pois é. Eu achei que seria lindo criar uma série de fotos que dessem a entender que era alguém me espiando nos momentos de paz que passamos em casa. E a ideia fez sucesso, o retorno que eu tive na época foi muito positivo, o que me fez continuar produzindo. Então na exposição, as pessoas verão fotos antigas e atuais.

– Você já fez outas exposições? Seu trabalho no dia a dia é artístico ou mais de fotos profissionais?

Essa é a primeira exposição da minha vida (de fotos feitas por mim) e além de ser a primeira, é composta por fotos super importantes na minha caminhada até a profissão, sem contar que vai começar, coincidentemente, no fim de semana do meu aniversário! Eu creio que ela será muito importante, pois tornará o meu lado artístico, muito mais próximo do lado profissional. Eu vejo que muitos fotógrafos passam por momentos confusos ao se deparar com as diferenças que existem entre uma coisa e outra. Não estou dizendo, de forma alguma, que a fotografia artística não possa ser a profissão de um fotógrafo, temos vários exemplos de que isso é real. Mas eu acredito que muitos passam por estes momentos de insegurança.

– Com a explosão de celulares com câmera e de aplicativos como o Instagram as fotos no espelho viraram uma febre. Das boas às ruins. o que você, como fotógrafa, pensa disso?

Bom, eu sou suspeita para falar! Haha Minha opinião é que essa seria apenas mais uma forma de se expressar, meio que uma “linguagem fotográfica” que surgiu com a facilidade que temos hoje em dia de registrar as coisas. É comum de se ver nas redes sociais, pessoas dizendo que muita gente passou a se achar fotógrafo com o instagram. Eu, pessoalmente, não vejo ninguém se dizendo fotógrafo. Gosto da forma com que o aplicativo funciona e faz as pessoas interagirem. Já vi muita gente que não é fotógrafo fazer uma série de fotos no instagram que dariam uma publicação em lugares como o Behance muito fácil. Assim como já vi autorretratos no espelho muito lindos! Eu tenho vários, com celular ou com câmera e gosto muito! Claro, que como todas os outros tipos de foto, existem aqueles que são bem feitos e aqueles que nem tanto e é isso que temos que perceber. Muitas vezes o enquadramento, o local, a luz e certos outros detalhes, fazem uma simples foto de celular virar uma foto lindíssima.

Veja duas das fotos que estarão na exposição:

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