Amar pode fazer bem ou mal à saúde, vai depender de você

Poisé… palpitação, frio na barriga, suor, perda do apetite, e de repente uma sensação de bem-estar? Estes são os sintomas típicos de quem está apaixonado. E de acordo com especialistas o amor pode não apenas fazer bem, deixar a gente feliz e tudo mais, mas também pode fazer mal. Biologicamente falando mesmo.

Segundo o psicólogo do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), José Palcoski, estas sensações ocorrem devido a liberação de adrenalina no organismo. Havendo interesse por outra pessoa, alguns sinais podem surgir em todo o corpo. “A paixão tem sintomas da ansiedade, porque os hormônios liberados quando você pensa ou está com a pessoa são os mesmos”, explica.

apaixonado_3896Entre os sintomas mais evidentes estão, o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória, dos batimentos cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores, além da falta de apetite, concentração, memória e sono. “Quando amamos, nosso organismo é ativado, ao ponto de termos uma diminuição em nossa capacidade de percepção da dor, e também da fome, tudo no intuito de nos mantermos focados na pessoa amada”, destaca o especialista.

Já a sensação de bem-estar e de que é bom estar apaixonado, ocorre devido a liberação de ocitocina, conhecido como o hormônio do amor, pois está intimamente ligada à sensação de prazer e de bem estar físico e emocional, e a sensação de segurança e de fidelidade entre o casal.

Outra questão em relação aos benefícios das pessoas estabelecerem uma relação amorosa, é o fato de sentirem mais otimistas em relação a vida. “Isso ocorre, pois elas alteram o pensamento que possuem sobre si mesmas, passando a sentirem-se mais completas e capazes”, enfatiza o psicólogo.

original

Quando a paixão e o amor acabam

O psicólogo também ressalta que o tempo da paixão e do amor são diferentes. A paixão dura em média dois anos, e quando acaba, o sentimento pelo companheiro se solidifica e vira amor.

facebook-fotos-triste-6ca56e
Porém quando término do relacionamento acontece, pode ser prejudicial para a saúde. Algumas pessoas não sabem o que fazer com a sua vida, e a sensação de vazio por estar longe da pessoa amada pode desencadear a ansiedade, perturbações do sono, e até mesmo doenças. Isso ocorre pois os pensamentos aumentam ou diminuem a produção de alguns hormônios, neurotransmissores, e outras substâncias. “Tudo o que pensamos ou sentimos reflete em nosso organismo. Contudo quando algo vai mal, esta harmonia se desfaz, podendo surgir enfermidades, como uma simples dor de cabeça até uma doença mais grave, como a depressão”, diz o psicólogo.

De acordo com o especialista, o melhor a se fazer neste momento, é viver plenamente a perda, chorar tudo o que precisa, sempre com o pensamento de ser uma pessoa plena e inteira, e sem a dependência de outros para poder construir a própria felicidade.

Pressão da Sociedade

E quando falamos sobre a falta de um amor, e a pressão da sociedade, de que as pessoas devem se relacionar com alguém, casar e ter filhos? A dica do psicólogo é: seja você mesmo. Nem todos vão casar, e isso não é e nunca será um problema. “O problema esta na expectativa que se cria frente o tema amor. A sociedade coloca esta pressão inconscientemente, pois é a partir do amor que se considera que as pessoas irão constitui família e assim ter filhos, de forma a perpetuar a espécie”, finaliza.

married-gay-couple-121213

Dados científicos

Segundo pesquisas de um instituto inglês, os casais mais felizes após o casamento são aqueles que:

  • Estão casados há mais de 5 anos
  • Não têm filhos
  • Possuem faculdade
  • Ao menos o homem tem emprego estável

Os anos mais felizes do casamento são os dois primeiros. Após isso a felicidade volta para o estado inicial de antes do casamento. Ainda segundo estas pesquisas, as pessoas casam por alguns motivos específicos:

  • Amor (93%)
  • Ter um compromisso pra vida toda (87%)
  • Ter uma companhia (81%)
  • Ter filhos (59%)
  • Estabilidade financeira (31%)

Imediatamente após o nascimento do primeiro filho, 33% dos casais se sentem tão satisfeitos quanto antes, enquanto os outros 67% experimentam uma grande queda na satisfação matrimonial.

6-quirky-things-happy-couples-do-horiz

A pesquisa ainda ajuda, afirmando que alguns fatores são determinantes para a felicidade do casal:

  • Cultive interações positivas todos os dias, como fazer um elogio, demonstrar satisfação pelos pequenos gestos, reviver boas memórias ou fazer algo que você goste para seu parceiro;
  • Reserve tempo para intimidade e tenha uma vida sexual ativa. Fazer sexo ao menos uma vez por semana faz com que as pessoas tenham 44% a mais de chances de terem pensamento positivo com relação à tudo;
  • Seja receptivo ao sucesso do seu parceiro: mostre entusiasmo, faça perguntas, elogie e reviva a experiência ao seu lado;
  • Tenha novas experiências: casais que fazem coisas nova e diferentes juntos demonstram maior apoio ao par e maior satisfação com o casamento;
  • Façam pequenas coisas juntos: saiam para uma caminhada no parque, ir a um novo restaurante, cozinhem juntos;
  • Quando brigar, demonstre bom humor, expresse afeto e assuma quando seu parceiro colocar algo em que está certo e você não. Casais infelizes tentem a criticar, “rolar os olhos”, agir defensivamente e xingar.

Para os pesquisadores, os casais nas relações mais felizes trazem à tona o que há de melhor em seu parceiro. Nestes casais, as pessoas tendem a ajudar o parceiro a se tornar aquela “pessoa ideal” que eles tanto sonharam.

Com informações da assessoria de imprensa e da coletânea “The Secrets of Happy Couples

Deixe um comentário

Acima ↑