O longa brasileiro Hoje Eu Quero Voltar Sozinho do diretor e roteirista Daniel Ribeiro venceu hoje dois importantes prêmios no 64º Festival Internacional de Berlim: foi eleito o melhor filme no Prêmio da Federação Internacional dos Críticos e também o melhor filme do Teddy Award, o prêmio LGBT do Festival, onde concorria com outras 11 produções, incluindo filmes norte-americanos e o brasileiro Praia do Futuro, dirigido por Karin Ainouz com Wagner Moura no elenco.
Inspirado no curta metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, de 2007, também escrito e dirigido por Daniel Ribeiro, o longa conta a história de Leonardo (Guilherme Lobo), um garoto que nasceu cego e está no ensino médio. Ele convive com sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), secretamente apaixonada por ele. A vida dos dois muda com a chegada de Gabriel (Fabio Audi) por quem Leonardo passa a nutrir um estranho interesse, o que desperta o ciúme de Giovana.
O curta venceu inúmeros prêmios mundiais em festivais e o longa metragem repete também o elenco, além do diretor e roteirista. Sua história singela sobre descoberta do amor na adolescência, e principalmente, do amor gay comoveu muita gente. Aqui, a cegueira de Leonardo é apenas um detalhe, com o qual ele já se acostumou tanto que faz até piada. Mas a descoberta desse amor diferente poderá mexer com ele e com certeza irá mexer na amizade com Giovana.

A equipe do filme está em Berlim desde o início de fevereiro e hoje saiu vencedora do Festival com os dois prêmios.
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho estreia nos cinemas do Brasil dia 28 de março e já vem sendo bem resenhado pela crítica americana. O Hollywood Reporter afirmou que o filme, além de agradar aos festivais LGBT certamente também irá agradar ao público em geral ou em festivais de filmes adolescentes. O site afirmou:
O roteiro de Daniel Ribeiro é recheado de momentos de humor e emoção, e se mostra extremamente sintonizado com os conflitos emocionais dos adolescentes em cena, que frequentemente encontram refúgio na zona de conforto da infância depois de animadas e assustadoras excursões pela vida adulta. Guilherme Lobo está magnífico como Leonardo e, comparado ao curta, ele demonstra uma gama infinitamente maior de emoções, sugerindo que será um dia um homem interessante e competente, embora tenha recebido um tratamento diferente das outras crianças mesmo querendo ser tratado como um igual. Embora o ator não seja cego, ele consegue convencer o público que todos os demais sentidos de Leonardo são desenvolvidos e estão em constante alerta para compensar a falta de visão.
Fabio Audi e Tess Amorim também transformam seus personagens em seres de carne e osso, com Fabio dando tanto carisma para seu personagem que fica bem claro quem qualquer um pode se apaixonar por ele, inclusive outro menino. Enquanto Tess demonstra uma fragilidade que deixa claro que sua paixão secreta está evoluindo para um coração partido.
Veja abaixo o trailer do filme:
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