As histórias de vampiros se tornaram romances melosos, e não deveriam. Esta é a opinião de Carlton Cuse, o showrunner de The Strain. “O gênero se tornou mole e romântico“, disse Cuse ao The Hollywood Reporter, referindo-se obviamente à grande leva de produções modernas repletas de romance vampiresco como A Saga Crepúsculo, True Blood ou The Vampire Diaries.
Mas os sugadores de sangue da nova série de Cuse ao lado do diretor Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno, Círculo de Fogo) misturam em partes iguais ação e terror, e não são do tipo de fazer adolescentes suspirarem apaixonadas. “Eles não são caras com problemas românticos. São criaturas assustadoras, perigosas e horripilantes.”, disse ele.
A série irá acompanhar o Dr. Ephraim “Eph” Goodweather (Corey Stoll, de House of Cards), o chefe do CDC Canary Team em Nova York, em sua luta contra um bando de vampiros depois que eles infestam um avião lotado e conseguem vitimar o resto do mundo.
The Strain surgiu como um romance em três partes escrito por del Toro e Chuck Hogan e consegue resgatar o terror e a crueldade destas criaturas, puxando suas raízes do folclore da Europa Ocidental. Durante o processo de adaptação para a TV (que incluiu o desenvolvimento de algumas revistas em quadrinhos), os criadores adicionaram novos personagens e cenas, não encontradas nos livros,, embora a essência permaneça a mesma. “Cada mordida ou sugada no programa não é um momento de romance gótico prazeiroso. É um momento de tensão e esforço brutal, violento e repentino.Eles são impiedosos”.
Ao contrário de se transformarem rapidamente em vampiros, como nos acostumamos a ver na cultura popular, em The Strain as mudanças são mais complexas. “Não é como se você fosse uma pessoa, daí é mordido e se torna um vampiro. Eles são este vírus, este contágio em constante evolução“, disse Stoll, que aceitou o papel após del Toro lhe escrever de próprio punho uma nota dizendo que Eph lhe ofereceria a melhor história que ele jamais encontraria em qualquer outro médium.
No começo, Eph e seus companheiros de CDC Nora Martinez (Mia Maestro, de A Saga Crepúsculo e Frida) e Jim Kent (Sean Astin, de O Senhor dos Anéis) se aproximam para tratar um surto infeccioso, mas logo percebem que as vítimas se tornam algo como zumbis e eventualmente se transformam em criaturas mitológicas e conseguem até mesmo reter algo de suas personalidades pré-infecção. Stoll ainda completa: “Eles são como nenhum vampiro que você já viu”.
É claro que é uma história que trará vários clichês do gênero, assim como uma abordagem mais clínica dos predadores, se valendo até mesmo de autópsias para tentar descobrir o que acontece com as vítimas em um nível psicológico e celular. Mas isso não significa que não poderá ser engraçado também. “Nosso show sabe que existe em toda premissa de horror a necessidade de um pouco de humor negro”, disse del Toro, cuja cena preferida é uma particularmente violenta que acontece no episódio piloto, em que “Sweet Caroline” toca de fundo. Ele ainda diz: “Séries de horror quando eu era criança eram divertidas em primeiro lugar. Eram assustadoras, arrepiantes, mas eram divertidas. Espero que The Strain possa resgatar esta sensação de se divertir com a brutalidade do terror”.
A primeira temporada de The Strain com 13 episódios estreia no canal FX neste domingo, 13 de julho, nos EUA.
He added: “Horror series when I was a kid were fun, first and foremost. They were creepy, they were daunting, but they were fun. The Strain hopes to recapture that sense of the joy of the brutally and the horror.”
The Strain premieres Sunday at 10 p.m. on FX.



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