O estilista Karl Lagerfeld fotografou a vencedora do Eurovision deste ano, Conchita Wurst, para a edição de outono da revista CR Fashion Book. Com data de lançamento prevista para setembro, a edição será em comemoração aos ícones da moda do passado, presente e futuro e prova que a drag com barba está virando a queridinha da moda.

Na semana de moda de Paris, a australiana Conchita Wurst encerrou o desfile de Jean Paul Gaultier causando furor. Agora a intérprete de Rise Like a Phoenix se torna a musa de Karl Lagerfeld para a edição de outono da bíblia de estilo da fotógrafa Carine Roitfeld.
Wurst aparece em diversas fotos ao lado da modelo Ashleigh Good, grávida na ocasião das fotos e quem, por acaso, foi uma das duas “noivas lésbicas” que encerraram o desfile da Chanel ano passado e encabeça a nova campanha de Tom Ford, altamente voltada ao público LGBT.
Além disso, Wurst é entrevistada pelo modelo Casey Legler, o primeiro modelo “feminino-masculino” (Legler é uma mulher que só trabalha como modelo masculino). De acordo com Lagerfeld, Wurst foi escolhida como um ícone emergente que dá um novo significado ao sentido de drag: “Eu gosto da Conchita porque não apenas ela tem uma linda voz, mas ela faz algo que nunca foi feito antes”, disse o estilista.
Na entrevista, Wurst fala um pouco de sua infância e da luta para se tornar o que é hoje:
Casey Legler: O que você pode dizer a respeita da criação de Conchita?
Conchita Wurst: Eu a criei como o objetivo principal de uma longa…. Bem, na verdade, é a história da minha vida. Eu cresci numa pequena vila australiana, bem conservadora, e sempre fui aquele menino estranho que gostava de se vestir de menina.
Casey Legler: Estou curioso em sobre a relação de Conchita com o burlesco.
Conchita Wurst: Eu me visto de drag desde os 14 anos, em ocasiões especiais, e em 2010 uma amiga que possuía um grupo de burlesque procurava por uma recepcionista. Em uma festa eu peguei o microfone e comecei a falar besteiras e ela me perguntou se eu queria apresentar seu show toda semana. Foi aí que eu comecei a me vestir de drag mais regularmente. Foi maravilhoso pra mim, porque além de me divertir e me produzir todo final de semana, eu aprendi muito com grandes artistas, pessoas que se permitiam fazer o que bem entendessem. Isso abriu meus olhos para um mundo totalmente novo.
Assista a apresentação vencedora de Conchita Wurst no Eurovision:
Da OUT Magazine





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