30 anos de Chaves no Brasil

Semana passada, 24 de agosto, Roberto Gómez Bolaños, autor e interprete de Chaves e Chapolim , publicou em seu Twitter agradecendo aos 30 anos de Chaves no Brasil. O seriado mais querido de todos os tempos em nosso país estreava em uma época que  TV de LCD nem era pensada, a cabo então, nem se fala, o controle remoto era artigo de muito luxo e muitas TVs eram de madeira, acredite se quiser.

A Xuxa ainda era apresentadora do Clube da Criança na extinta TV Manchete, o Chacrinha ainda estava no ar e o SBT chamava-se TVS e foi lá, que o seriado estreou e foi o maior sucesso. Primeiramente ele apareceu no “TV Pow” — que teve, entre os apresentadores, Bozo e Mara Maravilha –  em 24  de agosto de 1984, e nesse dia foi exibido o episódio “Caçando Lagartixas”, três anos depois o seriado ganhou horário próprio e de lá pra cá a televisão mudou muito mas o seriado continua no ar e fazendo o maior sucesso e já está em várias gerações fazendo a alegria do pessoal com seu humor inocente e simples.

Recentemente Chaves ganhou até um canal próprio no Youtube, com cenas de episódios e da animação: https://www.youtube.com/user/chaves

RobertoBolanos

Originalmente chamado de “El Chavo del ocho”, no México, país onde foi criado e gravado entre as décadas de 1971 e 1980, Chaves é ainda o coringa de Silvio Santos, combatendo muitas vezes a Globo no Ibope. Várias vezes o seriado foi retirado do ar, mudado de horário sem prévio aviso, mas, os telespectadores sempre fiéis, fazem com que “O Patrão” sempre volte a coloca-lo no ar.

Veja aqui alguns erros de gravação:

— Todos nós (atores) somos responsáveis pelo grande sucesso de “Chaves” e “Chapolin”. O grupo foi muito bem entrosado — afirma Carlos Villagrán, de 70 anos, que até hoje faz turnês interpretando Quico: — Muitos países têm os programas no coração, mas, realmente, o Brasil é um dos mais apaixonados.

Algumas curiosidades:

O último episódio de “Chaves”  foi o da máquina de lavar da D. Florinda, em 1979. Ele foi ao ar no México nas primeiras semanas de 1980. “Chapolin” terminou com um capítulo especial, em 1979, mas o SBT nunca o exibiu: todos os atores escolhem suas cenas favoritas, e o herói encerra agradecendo ao público.

Não é só o SBT que tem episódios guardados – no início deste ano , a emissora começou a passar alguns que até então eram inéditos no Brasil. A própia Televisa tem incontáveis histórias que nunca foram ao ar. A trama de Acapulco, por exemplo, teria sido refeita em Cancún mas até hoje não foi exibida.

Maria Antonieta de Las Nieves chegou a ir para a justiça contra Bolaños. Ela moveu uma ação contra ele e a Televisa para ter o direito de uso sobre a personagem Chiquinha. “Depois de 12 anos, ganhei a batalha judicial contra a empresa de Bolaños e contra a Televisa.  Foi muito cansativa essa briga. Queria ter resolvido de uma forma mais pacífica”, conta a atriz, que não tem mais contato com o intérprete de Chaves.

Em 1983, o SBT adquiriu 50 episódios de “Chapolin” e tratou logo de dublá-los. Depois da estréia, conforme a audiência crescia, novos eram adquiridos. E pasmem: foi o próprio Silvio Santos quem apresentou os seriados à emissora.

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Dono da voz de Seu Madruga na versão brasileira, Carlos Seidl, de 67 anos, sente a paixão que as pessoas têm pelo personagem diariamente.

— O público endeusa “Chaves” e “Chapolin”. Já perdi a conta de quantas vezes ouvi: “Você fez parte da minha infância!”. Dublei outras coisas (como os filmes “Armageddon” e “Toy Story”), mas Seu Madruga é a referência — diz Seidl, que elogia: — São histórias ingênuas, feitas para a família. Tem o tom da comédia, as trapalhadas dos garotos… São coisas leves, que hoje não existem mais em nossas produções. Fora o elenco, que é muito bem escalado. E as pessoas vibram com a versão brasileira, que é mais viva graças à dublagem.

Nelson Machado, de 60 anos, o dublador de Quico, completa:

— O tempo todo as pessoas reconhecem a minha voz e vêm falar comigo.

Maria Antonieta não esteve no seriado na temporada de 1974, quando deu à luz um de seus filhos. Para seu retorno, foi feito um episódio especial, que mostra Chiquinha voltando para a vila após um fim de semana na casa de umas tias. Na dublagem, ela diz que está voltando de Presidente Prudente. Depois  disso, todas as histórias gravadas sem ela foram refeitas (entre esses episódios está o que seu madruga vende roupas velhas)

Bolaños também fez cinco filmes: “El Chanfle” (1979, na foto), é citado no episódio em que todos os moradores da vila vão ao cinema. Na dublagem, ouvimos o personagem dizendo que “preferia ter ido assistir ao filme do Pelé”, No original, ele fala que quera ver “El Chanfle”. Os outros filmes são: El Chanfle 2, Don Ratón y Don Ratero, Charrito e Musica del viento.

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O Brasil é o pais em que o seriado fez e faz maior sucesso, porém ele também foi exibido na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Espanha, EUA, Guatemala, Panamá, Peru, Uruguai, e Venezuela.

Villagrán deixou o seriado em 1979 para seguir carreira solo como Quico e isso acabou com a amizade entre ele e o elenco. Segundo o ator, o sucesso de Quico causava ciúme nos colegas. Valdés também saiu mas voltou depois. Para suprir a falta dos atores, foi criado o restaurante de D. Florinda e D. Neves para cuidar de Chiquinha. Dona Florinda dizia que o filho estava morando com uma madrinha.

Com informações do Extra, NaTelinha e Info

Taht’s all folks 😉

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