No dia 31 de dezembro não vimos apenas 2025 acabar.Também vimos uma das sagas de maior sucesso dos últimos anos chegar ao fim. Dez anos depois de sua estreia, Stranger Things encerrou sua quinta e última temporada junto com 2025, fechando a história de Eleven e seus amigos em Hawkins. Mas, será?
O que vimos foi uma última temporada cheia de emoção, com encontros e despedidas que foram ensaiadas por anos. Acompanhamos o crescimento dos heróis, as explicações e a motivação do vilão e tudo que estava por trás de uma história que envolveu desde o início.
Aliás, desde o primeiro episódio, Stranger Things deixou clara sua intenção: ser uma homenagem às grandes histórias de crescimento, de passagem da infância para a vida adulta, imortalizadas por Stephen King e Steven Spielberg nos livros e no cinema. O terror vivido servindo como analogia desse rito de passagem. E nesse ponto a série nunca decepcionou. Mostrou com força e vigor o que é deixar de ser criança e enfrentar o mundo com as responsabilidades e consequências de uma vida adulta.
Mike, Will, Dustin, Lucas, Max e Eleven enfrentaram perdas e traumas e mostraram que é possível seguir em frente.
Nesta última temporada tivemos o grande momento de Will, assumindo sua homossexualidade para os amigos em uma cena mais que emocionante. Qualquer um de nós que já se viu naquele lugar de achar que não vai ser aceito por ser diferente pôde se identificar com a cena. A emoção, aliás, correu solta nos últimos episódios, com a reconciliação de Dustin e Steve, o não-pedido de casamento de Nancy e Jonathan e as inevitáveis despedidas.
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Como não podia deixar de ser, as referências a Stephen King estavam lá, inclusive com o grande vilão se transformando em uma espécie de aranha gigante da mesma forma que Pennywise em IT.
No encerramento, a série ainda fez questão de completar um ciclo: a cena do grupo jogando no porão no epílogo era exatamente igual à cena de abertura da série, trazendo ainda um gosto agridoce de Mike vendo as novas crianças “tomarem o seu lugar” no tabuleiro e no porão. A despedida dos mais velhos também teve o mesmo sabor: uma promessa que nós, que já passamos daquela idade e já fizemos, sabemos que não vai ser cumprida.
O último episódio poderia ter fechado mais histórias, como a da Dra. Kay? Podia. Foi um pouco exagerado nos efeitos? Foi. Mas no fim, o saldo foi positivo. Um final emocionante para uma série que conquistou o mundo e se tornou a maior produção da Netflix de todos os tempos.
E no fim de tudo, ficou a pergunta: Eleven morreu ou não? Os próprios Irmãos Duffer, criadores da série, já disseram que desde que a série começou não existiu nenhum cenário onde Eleven viveria e cresceria feliz em Hawkins. Ela não pertencia àquele mundo.
A protagonista representa a magia da infância. Da qual nós e os seus amigos obrigatoriamente precisam se despedir para seguir a vida nesse rito de passagem. E por isso, ela, obrigatoriamente, precisava ir embora.
Então, cabe a cada um de nós acreditar na versão que preferir. Eu prefiro acreditar na história de Mike, na esperança, na busca solitária da protagonista por uma vida em paz. E na mensagem e na transformação que ela deixou em todos.
E você, o que achou do final de Stranger Things? Conta pra mim nos comentários.
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