Será que os filmes estão tentando justificar a maldade dos vilões?

Você já percebeu que diversos filmes recentes vêm tentando humanizar os vilões das histórias, justificando sua maldade em traumas do passado?

Os filmes estão cheios de vilões de todos os tipos. Mas ultimamente parece que o cinema vem querendo justificar a maldade de vários deles, como se fosse impossível alguém ser simplesmente mau. O que não é o caso…

Pra bem ou pra mal, muitos filmes vem contando a história de origem de personagens que de retratos da pura maldade passaram a ser basicamente pessoas que não trataram seus traumas.

Em 2019 Todd Phillips tirou o Coringa do mundo dos quadrinhos e o colocou no mundo real. Neste caso, ele mostrou que o caos não nasce do nada; ele é fruto de uma saúde mental negligenciada e de uma sociedade cruel. O filme mostra as engrenagens que o quebraram e o transformaram em vilão. 

Malévola e Cruella ganharam o mesmo tratamento, com filmes que mostraram seu passado para justificar sua maldade. De Senhora do mal, Malévola virou uma mãe superprotetora traída por um homem ganancioso. E Cruella virou a garota punk rock com uma rivalidade fashion e uma mãe que foi morta por dálmatas. Será que isso serve para justificar a vilania das duas?

Outro que ganhou um prequel para explicar sua maldade foi Scar. Em Mufasa descobrimos que ele era bom, mas a sombra do irmão perfeito e injustiças fizeram com que ele se tornasse basicamente uma bicha velha amarga e invejosa. 

A questão aqui é: será que toda maldade precisa mesmo ser justificada? Esses filmes dão a entender que esses personagens nunca escolheram ser vilões e sim foram “forçados pelas circunstâncias” a se tornarem maus. Como se não existisse pessoas genuinamente más ou que “querem ver o mundo queimar”. 

Será que um vilão pode ser mau simplesmente porque sim ou ele precisa de um dossiê psicológico completo pra mostrar que só é mau por falta de terapia?

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