Alguns CDs nacionais indispensáveis dos últimos 10 (ou 11) anos

Sempre consumi muita musica. Gosto de coisas interessantes e dificilmente ouvirei algo da moda sem gostar. Sou pop por excelência, então saiba que nesta listagem não vai achar pagode, sertanejo ou nada que o valha. Até porque estou falando de musica de qualidade…

Skank – Cosmotron (2003)
Sétimo disco da banda mineira e com certeza o melhor de toda a carreira. Nele o Skank apresenta um som maduro, um britpop suingado e sexy, como nunca imaginei uma banda brasileira poderia fazer. Este disco seria o início de uma nova fase do Skank, mais adulto e com uma sonoridade muito melhor que antes. Pop de qualidade, com letras muito boas e melodias incríveis. Dou destaque para Formato Mínimo, homenagem a Construção de Chico Buarque.

Jay Vaquer – Nem Tão São (2000)
O primeiro CD do cantor carioca, filho de Jane Duboc, trazia um ar de renovação na musica de qualidade no Brasil. O clipe de A Miragem, que passava constantemente na MTV, trazia o tom certo de crítica e a musica era perfeita. O disco todo, com composições próprias (lindas) e regravações é espetacular. É uma pena que ao loga da carreira, na mesma proporção que apresenta novas musicas magníficas como Quando Fui Fred Astaire, Fomos ou Formidável Mundo Cão (letra e musica poderosas), traz coisas constrangedoras como Breve Conto de um Velho Babão. Exigências mercadológicas talvez, que o aproximaram do público Malhação (como bem pude conferir em seu show aqui em Curitiba, onde no meio das crianças sequer consegui me aproximar).

Irreversíveis – Irreversíveis (2008)
Sei pouco a respeito deste dueto paulista, formado por Carol Monte e Leo Benitez, mas quando conheci a musica Boa Sorte, da rádio online do Nelson Motta me apaixonei instantaneamente. Meio bossa nova, meio lounge, meio eletrônico. Pop delicioso, grudento na medida certa. O fato é que no dia seguinte saí atrás deste que é o segundo CD deles e comprei sem nem ter ouvido muita coisa. E adorei, claro.

Ludov – Dois a Rodar (2004)
Princesa é uma das melhores musicas que já ouvi na vida. Sou fã confesso e ardoroso do Ludov, daqueles de gritar (sozinho) quando a vocalista entrou no Era Só o Que Faltava para o show em Curitiba. Pra mim o Ludov é a melhor banda nacional do momento, simples assim. Este primeiro EP traz, além de Princesa, Dois a Rodar e as apaixonantes Trânsito e Da Primeira Vez. Mostrou a competência do grupo, a genialidade de suas composições e o carisma de sua vocalista.

Pato Fu – Isopor (1999)
O disco onde o Pato Fu assumiu e abraçou o pop de vez é um dos melhores do grupo. Sem medo de rótulos, eles que já foram encaixados em vários gêneros, passeiam pelo pop de braços dados com os refrões grudentos, as melodias simples, flertam com a bossa nova, a jovem guarda, mas sem nunca deixar de ser o Pato Fu.

Los Hermanos – Ventura (2003)

O disco que taz a melhor musica do grupo, só poderia ser, na minha opinião, o melhor disco. Lembro-me que quando lançada, algum crítico falou como era espantoso que uma musica como Cara Estranho, que não tem refrão e tem riffs pesados de guitarra, estourasse nas rádios. Então. Estourou, me levou no show, tietar e pegar autógrafo.

Zélia Duncan – Sortimento (2001)
É difícil falar de um disco só de Zélia Duncan. Autora e cantora de maravilhas, talvez ela mostre neste disco uma faceta mais alegre, e talvez por isso ele seja meu preferido. Musicas como Chicken de Frango ou Por Que Que Eu Não Pensei Nisso Antes? são impossíveis e serem ouvidas uma vez só.

Fernanda Porto – Fernanda Porto (2002)
Quando ouvi este primeiro disco de Fernanda Porto pensei: taí alguém capaz de transformar a musica brasileira. Letras intetessantes, voz marcante, combinação perfeita de pop com eletrônico e bossa nova. Ela virou a queridinha dos djs e… morreu na praia. Seu segundo disco beira o insuportável e depois de apresentações constrangedoras na tv seu talento de multiinstrumentista não sobreviveu.

Gram – Gram (2004)
Quandi ouvi Você Pode ir na Janela pela primeira vez foi amor à primeira vista. Vista sim, porque quem mostrava era um adorável gatinho que sofria por amor. Dali pra frente o disco todo é um deleite só, com suas letras impressionantes de impacto imediato. O segundo cd ( Seu Minuto Meu Segundo) é quase tão bom quanto o primeiro, mas apesar de trazer maravilhosa faixa-titulo não tem mais o frescor da novidade. E bateu o último prego no caixão do grupo que depois de um desastroso MTV Apresenta, chegou ao seu fim prematuro.

Paralamas do Sucesso – Hey Na Na (1998)
Devo admitir, não tenho mais a menor paciência para Paralamas. Deveriam ter acabdo logo depois deste disco. Teriam ido com dignidade. Acho que ele traz algumas das melhores musicas de toda a carreira do grupo, como O Amor Não Sabe Esperar, Viernes 3am ou Santorini Blues, e a premiada Ela Disse Adeus. Mas infelizmente eles continuam ai fazendo bobagens.

Lulo – Modernidade (2001)
Deixe seu preconceito de lado. Esqueça que Lulo foi um ogro que participou da Casa dos Artistas (vc não perdoou o Supla, que nunca fez nada de bom? Então). O fato é que desde que esteve presente em Cazas de Cazuza ao lado de Jay Vaquer, Lulo já demonstrava seu talento. Um disco planejado como um espetáculo, muito bem produzido, com ótimas composições próprias e regravações poderosas de nomes como Caetano Veloso (transformando Odara e um tecno dançante), Chico Buarque (Construção vira samba eletrônico) e Cazuza. Pena que depois do vexame na tv ele sumiu. Interessante esta crítica do Cliquemusic.

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