Alguém lá em cima está controlando nossa vida?

Os Agentes do Destino não é um filme ruim. De forma alguma. Mas a sensação de que algo podia ter sido melhor é inevitável.
Talvez seja pela (costumeiramente) preguiçosa interpretação de Matt Damon. Ou talvez pela preguiça de colocarem um final mais digno. O fato é que o filme é quase como um “coito interrompido” (como aprendemos na escola).
Engraçado como, um filme onde um ator é a estrela, os momentos que mais gostei eram os que outros atores apareciam, como a carismática Emily Blunt (já adorei ela em O Diabo Veste Prada e O Clube de Leitura de Jane Austen) e o enfático Terrence Stamp. São dele as melhores cenas do filme, as melhores falas.
Com uma ação razoável, um roteiro eficiente, o filme é na verdade uma grande história de amor disfarçada de qualquer outra coisa.
Toda a história de que “alguém controla nossas decisões e destino” é mega interessante. Realmente a gente quase fica pensando se não é assim mesmo que as coisas funcionam, se já não existe um plano traçado pra nós por alguém. Alguém elegantérrimo, no caso do filme. E o que podemos fazer diante disso. Não deixa de ser engraçado imaginar que quando nossa internet cai, ou perdemos a chave, isso não é exatamente obra do acaso…
A semelhança com Cidade dos Anjos também me pareceu forte, ainda que possa ser coisa da minha cabeça.
Baseado em romance de Phillip K. Dick, assim como Blade Runner, O Vingador do Futuro e o mais eficiente Minority Report (ainda que estrelado pelo megalomaníaco Tom Cruise), o filme é dirigido pelo roteirista de Bourne.
Nada espetacular, mas já vi coisas bem piores (como o pavoroso Os Esquecidos, com Julianne Moore).

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