Minhas instruções eram claras, então as segui à risca. Às 8h da manhã do dia 07 de setembro embarcava eu num ônibus rumo a Foz do Iguaçu. Bom… mais ou menos. As instruções:
“Quando ele parar em Cascavel você pede pro motorista te deixar em São Miguel. Dai quando ele parar em Medianeira você me liga avisando.”
OK. Paramos em Cascavel (oito horas depois):
__ Por favor, o senhor pode me deixar em São Miguel?
__ Deixo sim. Tem bagagem embaixo?
__ Não.
__ Tá. Na entrada ou na saída de São Miguel?
__ É… hum… não sei… vou ligar pro meu amigo e te aviso.
__ Em Medianeira você me avisa.
Tá bom. Mandei mensagem. “na entrada”, a resposta. Em Medianeira:
__ É na entrada.
__ Tá bom. Daqui uns 15 minutos.
__ O senhor quer que eu espere aqui na porta?
__ Não, não. Pode sentar que quando chegar eu paro pra você descer.
OK. Sentei, pus o fone de novo. Mandei a mensagem “estou saindo de Medianeira”. De repente o ônibus para. Assim, do nada e no meio do nada. Olho na cabine do motorista, ele abre a porta de desembarque. É aqui???? Era. Desci.
Ponto. Parado na BR, no meio do nada, lá estava eu. Será que tinha descido certo? Tinha. Lá veio o Rodrigo me receber.
Fazia uns 6 anos que não nos víamos. E o intuito da minha viagem era basicamente esse. Ver a Silvia e ele. E fazer compras, claro.
Na quinta feira (08/09) choveu o dia todo em São Miguel, então ficamos em casa vendo filme. Segundo o próprio Ro, não tinha nada pra fazer na cidade, o jeito era ir pra Foz mesmo (pelo menos). Os planos eram de ir no Duty Free da Argentina, Paraguai eu não fazia questão. Mas depois de muita propaganda do Ro, na sexta (sem chuva) rumamos pro Paragua.
“Meia! Cueca! Pilha! iPhone!”
Era aquele povo gritando querendo te vender até a mãe se duvidasse. Bom de comprar lá? Coisas falsificadas mesmo, porque as originais e importadas, são mais baratas no Duty Free. Comprei roupa, uma mochila (daquelas de mochileiro), bebida e Pringles (não era falsificada). Ah Pringles. Eu já admiti publicamente que me casaria com uma lata de Pringles infinita… por U$2,70 (cerca de R$4,50) uma lata de Pringles maior que as que têm por aqui e de sabores enlouquecidos como churrasco, pepino (!!!) e pizza.
No sábado, os planos eram ir com Ro e Sil pra Argentina. Almoçar, ir na feirinha e claro, no Duty Free. Bem no fim Ro nos deu o cano e passou o dia todo na pós. Fomos só nós dois. Almoçamos num restaurnate gay friendly (acho que não oficialmente) chamado Color – com cada letra de uma das cores do arco-íris, sem mentira. Pedi um penne a carbonara. Óbvio que o troço veio com pimentão. Eles põem o maldito do morrón em tudo e não dizem no cardápio. Eu disse que podia morrer se comesse pimentão (no puedo comer pimentón, puedo trocar? – arraso no portunhol!), que era extremamente alérgico (ênfase no extremamente). Trocaram por um quatro queijos. Acompanhou uma Quilmes. Diliça. E dá-lhe papo com a Sil…
De lá fomos pro Duty Free. Aquilo é o paraíso!! Absolut por U$18 (não vou converter tudo, não seja preguiçoso e faça as contas. Ou imagine. No Festval está R$77,00), Danska por U$11, um fone de ouvido que na Saraiva custa 40 ou 50 reais por U$9. Mas o melhor, o MELHOR MESMO, são os perfumes. Tive que me controlar e tirar 3 dos 5 que tinha pego. Eles não aceitam rim lá como forma de pagamento… (mas aceitam real, peso, dólar, acho que até aquela mãe que você poderia ter comprado no Paraguai aceitariam. Mas rim não.)
Exemplos: Twin da Azzaro, 50ml. Na Sepha: R$191,00. No Duty Free: U$61,00 (+- 103,00). Quer um exemplo ainda melhor? Tá: 1 Million by Paco Rabane, 100 ml. Na Sepha: R$326,00. No Duty Free: U$67,00 (+-113,00). De enlouquecer né?
Depois de levar cantadas de tipos estranhos (íssimo, um enfiou um papelzinho de perfume no meu nariz “cheira esse, veja que bom”), escolher um Zippo (que no Brasil custa cerca de R$200,00 – não vou dizer quanto paguei) com direito a um muxoxo do vendedor, devolver garrafas de Absolut e Danska porque não conseguiria trazer e pagar um miquinho num joguinho na entrada do Duty Free voltei feliz da vida e ainda fui tomar margueritas com a Sil.
Tirei poucas fotos, pq não fui fazer turismo. Fui ver pessoas que eu gosto e comprar 😀
Fui com uma mochila “meio murcha”. Voltei com duas. Mais cheias. Fazer o que…. comprar é uma das melhores coisas da vida hahahahaha (me senti muito fútil agora. Mas um fútil bêbado e perfumado, tá?)
Onde???
O mico na entrada do Duty Free
O gaúcho de São Miguel do Iguaçu
O paraíso: a seção de perfumes do Duty Free (“no puede sacar fotos señora”. Ai ai Silvia, tsc-tsc, que feio!)
PS: São Miguel do Iguaçu fica há 1h de Foz. Antes se for daqui pra lá.
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Perfumes… perfumes… risadinha nervosa… perfumes…