Resenha do blog: 50%

Filmes sobre doenças geralmente são um chororô só. Se for câncer então, pior ainda. Este ano, Pronta para Amar com Kate Hudson e Gael Garcia Bernal tentou mudar um pouco isso, e mostrar uma comédia romântica envolvida no tema. Não funcionou muito, o filme não é ruim, mas é meio chato. Vale pela participação de Whoopi Goldberg como Deus. Veja aqui o trailer.
Agora surge 50%. Elogiado pela crítica, concorrendo a prêmios como Globo de Ouro, com o astro em ascensão Joseph Gordon-Levitt (de 10 Coisas que eu Odeio em Você, A Origem e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge) como um rapaz politicamente correto (daqueles que recicla o lixo, não dirige porque carros são a 5a maior causa de morte no mundo e espera o sinal abrir para atravessar a rua) de 27 anos que descobre ter um câncer raro em estágio avançado e suas chances de vida são de 50%. O filme, apesar do tema pesado, consegue ser extremamente singelo e sincero, mostrando como ele e seus amigos reagem à situação. Desde o amigo abobalhado, o papel de sempre de Seth Roguen (de Superbad, Ligeriramente Grávidos e Besouro Verde), até a namorada (Bryce Dallas Howard, de A Vila, A Dama na Água e Manderlay), a mãe (Anjelica Houston, de A Família Adams e Convenção das Bruxas) e a terapeuta (Anna Kendrick, de Scott Pilgrim e Amor Sem Escalas), todos vão se envolvendo com a doença do rapaz e tentando ajudar (ou não) como podem. Claro que o peso do roteiro se sobrepõe à comédia, mas de repente começamos a pensar que mesmo nessa situação, coisas boas e engraçadas podem acontecer, por mais absurdo que isso possa soar. E é disso que comédias dramáticas são feitas.
De forma honesta, uma doença geralmente retratada como ‘de velhos’ é apresentada a uma geração que sempre achou que o único perigo que corria era da AIDS ou drogas e criminalidade. Claro que Levitt está estupendo no papel, transmitindo a cada olhar o misto de pânico, tristeza e impotência diante da situação que a notícia e o tratamento lhe apresentam. Uma das coisas mais sinceras que já assisti, cheio de cenas cativantes. A trilha sonora também é de impressionar, mas isso parece estar se tornando tradição nos filmes estrelados por Levitt, vide 500 Dias Com Ela.
Digno de ser visto, revisto e de se ter em casa pra se dar uma olhada cada vez que pensarmos “esse tipo de coisa só acontece com velho e com quem não se cuida”.

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