Quando sentei para assistir Histórias Cruzadas respirei fundo e juntei toda a paciência que não possuo para enfrentar as quase duas horas de meia de um filme que, pelo trailer, parecia ser um saco. Primeira surpresa (a boa): o filme é ótimo.
Nada avassalador, claro. Mas também, parece que nenhum dos indicados a melhor filme este ano são. Então o fato de ser bom já é de bom tamanho. Com uma história simples e cutucando feridas da história americana, o filme fala da relação das empregadas negras com as patroas brancas na década de 60 nos EUA. Com um certo humor e sem carregar demais no drama (uma grande vantagem), o filme acaba tendo cara de Oscar: longo, bons atores (atrizes na maioria), história verídica e fatos bem americanos. Redondinho, sem arroubos de edição ou roteiro, o filme convence e agrada facilmente. Me lembrou …E O Vento Levou e Hairspray em alguns momentos.
Aí fui ver Cavalo de Guerra. E veio a segunda surpresa: a ruim. Os trinta primeiros minutos do filme me bastaram para achá-lo insuportável. O drama do cavalo que faz amizade com o menino para salvar a fazenda do pai é cansativo e, além de tudo, nada original. O próprio Spielberg (diretor) bate nesta tecla quase todo ano, abusando da fórmula problemas com o pai+superação+lição de moral. Daí pra frente, depois que o cavalo vai pra guerra de vez, o filme perdeu minha atenção e só ficou passando na tela. Abuso nas cenas dramáticas, nos closes no cavalo, um péssimo ator, um ganso desnecessário e lencinhos pra platéia.


o primeiro,que eu conheço como the help, muito curti. Assisti no avião, esperando nada dele. e acho que isso de não esperar nada, também ajuda.