Resenha do blog: Batman

Eu não ia escrever. Não ia mesmo. Tanto já se falou sobre o filme… Mas sinto que tenho tanta coisa pra dizer sobre O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que gostaria de compartilhá-las com vocês, sejam quem forem (oi mundo virtual).
Bom, é inegável, isso todo mundo já sabe, a habilidade e Christopher Nolan de conduzir uma boa história. Misturando elementos como roteiros brilhantes, efeitos espetaculares (sempre em favor da história) e ótimos atores, o diretor foi capaz de nos presentear com filmes absolutamente incríveis como Amnésia, O Grande Truque, A Origem e… claro… Batman Begins, Batman – O Cavaleiro das Trevas e, por fim, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.
Acho que nunca na história do cinema um filme de super herói tomou proporções tão realistas quanto nesta trilogia que agora se encerra. Poderia muito bem ser apenas um filme policial com um justiceiro mascarado. Assim como Person of Interest (o seriado que, não por acaso é produzido e escrito por Jonathan Nolan, irmão do diretor e roteirista dos três Batman) é um seriado policial que tem cara de história de super herói, mas seu protagonista não é mascarado. Ótimo, aliás.
Com personagens humanos até nos coadjuvantes, filme a filme vamos da apresentação de Batman a um ápice nada menos que épico. Dos vilões (Ra’s Al Guhl, Espantalho, Coringa, Duas Caras e agora Bane e Mulher Gato) aos policiais que o cercam (Comissário Gordon, John Blake) aos amigos mais íntimos (Rachel Dawes, Alfred, Lucius Fox), todos os personagens são mais reais e profundos do que os de muitos “dramas intimistas” e “filmes adultos” que vemos por aí. Sem falar, claro, nos atores. Uma lista de invejar qualquer diretor iraniano (respectivamente nos personagens citados acima): Liam Neeson, Cilyan Murphy, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Tom Hardy, Anne Hathaway, Gary Oldman, Joseph Gordon-Levitt, Maggie Gylenhall, Michael Caine, Morgan Freeman e, claro, Christian Bale).
Assim como no filme anterior, aqui a ênfase é no vilão. Com mais tempo de tela e mais peso emocional, Bane não chega a roubar o filme, como o Coringa fez, mas deixa Bruce Wayne meio que em segundo plano, mas não com menos importância. Acho que nunca vi um herói tão atormentado, tão em conflito consigo mesmo, tão sem saber no que acreditar. E assim como sua persona comum, Batman acaba por ser um justiceiro em conflito: como saber o que é certo ou o que é errado? Como decidir se aquela bela mulher que às vezes o ajuda e às vezes o atrapalha é confiável? Vilões podem não ser apenas vilões, afinal pessoas reais não são ou 8 ou 80. Mas há quem nunca desista dele. E é aí que entra o verdadeiro trunfo deste terceiro filme: Joseph Gordon-Levitt.
Ok, é um dos meus atores mais queridos, é verdade. E talvez pra alguns ele nem tenha muita função no filme. Mas sua interpretação contida, seu sofrimento calado, sua crença no homem-morcego de que tudo vai dar certo, seu olhar esperançoso e triste pra mim são a imagem da realidade do filme: todos temos que acreditar que as coisas vão sim, dar certo.
Numa definição, Batman é até aqui o melhor filme do ano, mesmo com alguns (poucos) momentos longos demais. Uma junção brilhante de roteiro, efeitos, interpretações, personagens e direção. Foi impossível não aplaudir no cinema ao final do filme.

Christopher Nolan, Tom Hardy, Marion Cotillard, Gary Oldman, Anne Hathaway, Christian Bale, Morgan Freeman e Joseph Gordon-Levitt.

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