Resenha do blog: A Origem dos Guardiões

Desenhos de Natal sempre acabam se tornando datados (por motivos óbvios). Todo ano filmes e desenhos com o tema invadem os cinemas. Alguns melhores, como por exemplo O Estranho Mundo de Jack, e outros não tão bons, como Operação Presente.
Ano passado, para o feriado de ação de graças dos Estados Unidos, o estúdio Dreamworks Animations – de Shrek E Kung Fu Panda — apresentou A Origem dos Guardiões. Talvez para evitar ser datado e agradar uma maior parte de público, o desenho não tinha só o Papai Noel e seus duendes, mas também o Coelho da Páscoa, a Fada dos Dentes e os quase desconhecidos no Brasil Jack Frost e Sandman. O primeiro responsável pela neve e frio de acordo com as lendas e o segundo por trazer bons sonhos.
Como numa espécie de Os Vingadores para crianças, cada um deles tem seus poderes e armas, e cada um terá seu momento de importância na história. O destaque deveria ser para o personagem de Jack Frost, pois ele que apresenta os conflitos do enredo, mas acaba ficando para o Coelho da Páscoa. Talvez pela força e competência de seu dublador, talvez por uma maior caracterização da personalidade rabugenta dele.
Na história, Papai Noel (voz de Alec Baldwin), Fada dos Dentes (Isla Fisher), Coelho da Páscoa (ótima dublagem de Hugh Jackman com sotaque australiano) e Sandman (que é mudo) são os Guardiões das crianças e responsáveis por seus presentes de Natal e Páscoa, pelas moedas debaixo de seus travesseiros em troca dos dentes que caem e pelos bons sonhos e esperanças dos pequenos. Quando essa paz é ameaçada pelo Bicho Papão (também excelente dublagem de Jude Law), que pretende acabar com as coisas boas deixando somente o medo, os Guardiões recebem a tarefa de adicionar mais um membro ao seu grupo: Jack Frost (voz de Chris Pine). Jack é o responsável pela neve, frio e rios congelados e age como um moleque rebelde. Não conhece sua origem e nem sabe por que as crianças não o veem, já que veem todos os outros. Todas essas questões serão explicadas de forma eficiente, num roteiro redondinho e com poucos conflitos internos. As melhores cenas mesmo são as batalhas envolvendo o Bicho Papão e seus cavalos que lembram os Dementadores de Harry Potter contra os Guardiões.
Sem muito a adicionar, o desenho é bem feito visualmente e em certos momentos impressiona, mas vale mais pela diversão de ver as criaturas mitológicas da infância em formação de super heróis e pelas piadas quase que imperceptíveis (em certo momento Jack chama o Coelho da Páscoa, que tem como arma um bumerangue, de canguru – óbvia referência à Austrália do dublador Hugh Jackman). Os braços tatuados do Papai Noel podem causar certa estranheza nos pais, assim como as insinuações da Fada dos Dentes para Jack Frost, mas as crianças menores com certeza se divertirão bastante vendo os seus ídolos transformados em super heróis “de verdade”.

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