É aconselhável a um bom seriado que ele parta de uma premissa razoável: conhecida, desejada, crível (se for o caso) e geralmente também parta de algum modismo ou alguma carência da mídia (neste caso se ele der certo ele lançará o modismo).
Um novo seriado precisa cativar seu público. Como fazer isso? Causando furor antes da estreia e fazendo desta um daqueles eventos imperdíveis.
Um bom seriado, precisa em seu primeiro episódio de elementos que mostrem a que ele veio e que agradem àquele público que ele pretende conquistar.
Um bom elenco e uma boa equipe técnica também são indicados para o sucesso de um novo seriado.
Então analisemos caso a caso:
É aconselhável a um bom seriado que ele parta de uma premissa razoável: conhecida, desejada, crível (se for o caso) e geralmente também parta de algum modismo ou alguma carência da mídia (neste caso se ele der certo ele lançará o modismo).
Por quê premissa melhor do que PSICOSE? É arriscado se mexer com algo tão sério? Sim, fãs torcerão o nariz lembrando do fiasco que foi a refilmagem de 1998, mas o fato é que sem medo, a obra prima máxima do cinema de suspense ganha seu prequel, sua sequência-que-vem-antes em forma de seriado. Embarcando no modismo Hitchcockiano (que já nos rendeu filme pra cinema e pra TV no ano passado) e mostrando que de quando em quando as coisas são redescobertas e reinventadas, a série pretende contar a adolescência do jovem Norman Bates ao lado da mãe, justamente quando compram o motel do título (por favor, não me envergonhe achando que motel nos EUA é a mesma coisa que motel no Brasil) e se mudam para a pequena cidade de White Pine Bay após a morte do marido e pai. E um “psicótico” (desculpem o trocadilho) slogan: O melhor amigo de um garoto é sua mãe. #medo
Um novo seriado precisa cativar seu público. Como fazer isso? Causando furor antes da estreia e fazendo desta um daqueles eventos imperdíveis.
Foi no início do ano que as primeiras imagens, teasers e o burburinho começou. Facebook e Youtube bombaram com as fotos de Norman Bates adolescente e os videos que iam sendo distribuídos só iam aumentando a curiosidade dos fanáticos por Psicose, cinema de suspense e, claro, Alfred Hitchcock.
Aproveitando-se do lançamento, o canal A&E colocou no ar um site que permitia que, através do aplicativo GetGlue, os fãs fizessem check-in em cada um dos 12 quartos do hotel.
Um bom seriado, precisa em seu primeiro episódio de elementos que mostrem a que ele veio e que agradem àquele público que ele pretende conquistar.
Sem rodeios, sem meias palavras. No primeiro episódio já nos confrontamos com a mãe docemente manipuladora de Norman, sua devoção por ela, seus sintomas de uma culpa que conheceríamos depois. Passado nos tempos atuais mas ainda assim contando a história anterior à do filme de 1960, o jovem convive com iPhones, carros modernos, baladas eletrônicas e garotas saidinhas, enquanto ajuda a mãe a escapar de um estupro, esconder o corpo e as evidências. É, seco assim, mas de forma brilhante.
Um bom elenco e uma boa equipe técnica também são indicados para o sucesso de um novo seriado.
Elenco? Vera Farmiga (a mesma de Amor Sem Escalas que continua linda e agora tem um ar de doçura e perversidade que se misturam) e Freddie Highmore (sim, o menininho de A Fantástica Fábrica de de Chocolates versão 2005, agora já bem crescidinho) se encarregam em papéis que transbordam sinceridade. Ela, como já coloquei, vai da doçura materna para a manipulação descarada do filho num olhar. Ele, demonstra sua fraca personalidade e a facilidade de ser manipulado (não só pela mãe) em olhares, andar e até mesmo trejeitos que já vão delineando o Norman Bates de Anthony Perkins que tanto conhecemos.
Equipe? Seu diretor (Tucker Gates) já dirigiu episódios de Lost, House, Homeland, Heroes, The Office, Entourage… só para citar alguns. Entre seus roteiristas estão gente que já escreveu Lost, Parenthood, Friday Night Lights e o roteirista de Kick Ass 2, Jeff Waldon.
Extremamente bem fotografada e produzida, em momento nenhum o moderno conflita com os ares antiquados da casa ou do motel/hotel. Aliás, todos os cenários são idênticos aos do filme: portas, janelas, cortinas, escadarias… chega a dar um frio na barriga quando Norma mostra para o filho Norman a fachada do motel/hotel com a enorme casa ao fundo. Nos sentimos meio como quem sabe o segredo e não pode contar… ‘é ali!! É ali que vai acontecer tudo aquilo da moça do filme!!‘
Com tudo isso na manga é difícil que Bates Motel não seja bom. Embarcando na onda de seriados de suspense em que American Horror Story reina, a história da adolescência conturbada de Norman Bates pode render ótimos episódios. Se formos levar em conta o primeiro deles como parâmetro, podemos esperar coisa muito boa por aí.
A série estreou dia 18/03 nos EUA, no canal A&E e bateu o recorde do canal para uma estréia de série com 4,6 milhões de espectadores. Ainda não há data de estreia no Brasil.




