Resenha do (espetacular) episódio final de Revenge, segunda temporada


Truth tinha a enorme responsabilidade de fazer jus ao incrível Reckoning, o season finale da temporada passada. E foi sucesso absoluto na tarefa! Mike Kelley simplesmente deixou claro: “Pessoal, eu sei que eu ferrei a série, então por favor, este sou eu consertando tudo e pedindo desculpas a vocês.” E, assim, aparentemente, nos livramos de todos os problemas da segunda temporada numa tacada só – ou melhor, em uma hora e vinte minutos de muito, mas muito samba na cara! Então, vamos ver o que precisamos esquecer para a próxima temporada?
Emily relembrando os acontecimentos da segunda temporada.
Esqueçamos, em primeiro lugar, de Declan, que já era um erro bem antes da segunda temporada, mas conseguiu ficar ainda mais irrelevante e sem espaço na série em seu último ano. Sua participação se limitava a discretíssimas ajudas ao irmão e desentendimentos sem sentido com Charlotte. Estava mais do que claro que Revenge não tinha espaço para Declan e, assim, fez-se o óbvio: o rapaz foi o escolhido do elenco original para morrer neste season finale. Era uma excelente maneira de cortar gordura inútil do roteiro, mas, não apenas isso, foi também uma maneira de jogar Jack com força dentro da trama da Revenge e torná-lo um personagem muito mais interessante e muito mais relevante para a série – mas falemos um pouco mais sobre isso daqui a pouco.
Esqueçamos – e agora é hora de ficar completamente embasbacado – A INICIATIVA!!! Sim, Conrad padmou na cara de Victoria – e na nossa, junto – ao revelar que tal organização nunca existiu!!! Eram só uns empresários sem-vergonha que usavam desastres para direcionar o mercado de ações e lucrar com empresas que antes das tragédias passariam incólumes – como o caso da Stonehaven United. Conrad era o verdadeiro vilão durante todo esse tempo, e é curioso como eu havia escrito exatamente isso durante os últimos episódios da temporada passada, e a segunda temporada passou a impressão de que eu estava enganado.
Bem, não estava. Conrad é mesmo o vilão da série, responsável por tudo o que aconteceu a David Clarke, responsável pelas mortes de Amanda e Declan, responsável até por apriosionar a própria esposa em sua teia de crimes, enganando-a durante todo esse tempo para garantir o sucesso de seus próprios planos. A pobre Vicky, que pela primeira vez não teve direito ao seu majestoso tabefe na cara alheia (desta vez estou falando literalmente, pessoal! rs), não sabia onde se enfiar quando descobriu toda a verdade, com direito a tendências suicidas que a fizeram implorar a Jack que lhe metesse uma bala na testa. A recusa de Jack é interessante porque revela o que Vicky merece: sofrimento, em vida, para pagar pelo que fez no passado. Concordo muito com esse ponto de vista, até porque já vimos sofrimento desde o fim da primeira temporada, e não há melhor caminho – ou caminho mais curto – para a redenção de uma personagem que causou tantas mazelas, por mais justificáveis que elas sejam.
Falando em Vicky, é dela a Aspa do Episódio:
“Nós duas temos mais em comum do que gostaríamos admitir: a determinação para conseguir o que queremos, não importa a que custo.”
É EXATAMENTE isso, Vicky, sua linda! Você anda lendo minhas reviews? Se sim, um beijo, sou seu fã! Depois de a Rainha praticamente dizer, coberta de razão, um baita de um “eu sou você amanhã” para nossa protagonista, não há o que acrescentar diante de tanta sapiência. Crimes cometidos para livrar alguém que cometeu assassinato, casamento por aparências, destruição de vidas alheias. Tudo isso está na conta de ambas as personagens, sempre estará. Victoria pode não ter conhecimento efetivo desse fato, mas ela não é a Rainha dos Hamptons à toa. Ela lê Emily e consegue se enxergar perfeitamente ali.  Aliás, Vicky enxerga bem MESMO! Depois de sabe-se lá quantos anos e de um contato mínimo que nem sabemos se foi pessoalmente, a mulher ainda reconhece Patrick quando recebe uma visita do filho bastardo. Incrível!
Vale pontuar que, felizmente, podemos esquecer também os pontos baixos do episódio, mas que precisavam existir para garantir um fechamento: Regina, a BFF repentina, e a Academia Takeda Para Quem Quer Revenge. A melhor amiga de Charlotte só existiu para estimular uma briga entre os namorados e posteriormente matar Declan, que entrou escondido na Grayson Global para tentar encontrar a amada. Já Takeda foi para o beleléu sem ligação nenhuma com Iniciativa nenhuma (já que essa Iniciativa nem sequer existe!), mas não sem deixar uma explicação através de Aiden: sua noiva também morreu no acidente, oh, que incrível, só que não. Agora, Takeda já era e Emily está novamente por conta própria, contra um Conrad que também não tem nenhum tipo de organização por trás dele. É Emily versus Graysons novamente, é a primeira temporada, aquela que conquistou nossos corações, voltando com tudo para a nossa alegria! Comemoremos!
Talvez – e apenas talvez – possamos até mesmo esquecer o chato do Aiden. Torço com todas as minhas forças para que Daniel tenha assassinado o rapaz, embora ache pouco provável – eu nunca acredito numa morte se não vir o cadáver na minha frente, de preferência com direito ao legista abrindo o corpo. Ter essa morte pesando sobre nosso banana favorito pode ser interessante para o desenvolvimento do personagem, até mesmo para aproximá-lo dos Graysons . Porque, convenhamos, Daniel cruzou uma linha e não pode mais voltar atrás, e, apesar de nutrir ódio pela mãe, confia bastante no pai – e o pai, já sabemos, é o verdadeiro vilão da série. Daniel é um Grayson, e vai continuar sendo, ou assim espero.
Mas isso não é tudo, porque, quando menos esperávamos…
PÁ(dma) VIRTUAL nas nossas caras!!!
Pois é, lembram-se do vídeo que Pad Má Nipulada gravou antes de ser morta pela pseudo-Iniciativa? Eu também não lembrava, mas ei-lo! Eu SABIA que essa vadia ia nos assombrar até depois de morta, e lá está ela, incriminando Nolan, acusando o rapaz de ser a Iniciativa e de ter explodido a bomba que Conrad implantou em sua própria empresa. E, assim, num passe de mágica, Nolan é o novo David Clarke.
Honestamente, não me canso de ficar indignado com o pouco caso de Emily em relação ao seu amigo, que está sempre – SEMPRE!!! – preocupado com ela e ao lado dela. Na review passada, comentei que Nolan estava em risco de sofrer as consequências de ter ajudado Aiden a levar os Graysons à falência – tudo foi executado pelo computador do bilionário, afinal. Era muito claro que havia a chance de que ele sofresse uma retaliação, e Emily nem se preocupou com isso, ela estava muito mais preocupada com seu querido Aiden, que havia acabado de aparecer, ou com Jack, que passou os últimos episódios maltratando a moça. Mais uma vez, Nolan foi abandonado à própria sorte. Esperemos que isso mude na próxima temporada, que Emily pare de olhar apenas para o próprio umbigo e perceba que tem um nerd bilionário para inocentar e que isso deve ser a prioridade máxima! Por enquanto, não é isso que acontece, já que – vamos à segunda melhor aspa do episódio:
“I’m Amanda Clarke!”
Genial, não? Foi extremamente forçado ver a edição dando a entender que Jack, só agora, teve súbitas memórias da infância ao olhar para Emily. Mas podemos dar um desconto e curtir o fato de que nossa heroína ganhou mais um aliado em sua Revenge. E um baita aliado, diga-se de passagem! Jack perdeu o irmão e a esposa, mas agora tem cúmplices de um plano de vingança para chamar de seus. Acho que haverá um pequeno choque momentâneo em relação à identidade de Emily, mas logo Jack se recuperará e passará a lutar ao lado dela. Conrad Grayson acabou com toda a sua família, e ele precisa mesmo pagar!
Foi estranho toda a história da falência dos Graysons não ter tido consequência alguma – além de impedir Daniel de ir embora para Paris – mas o fato é que ela se consolidou, e espero muito desse novo cenário para a terceira temporada. Sim, brigamos, xingamos e reclamamos muito da segunda temporada de Revenge, e estávamos cobertos de razão. Mas, em uma jogada inteligentíssima, o incrível Truth faz jus à posição de season finale e deixa claro que fomos ouvidos, consertando absolutamente todos os erros da série em uma tacada só! Com ou sem Mike Kelley, é bom que esperemos muito do que ainda está por vir! Porque ser Revenger é isso: sofrer, mas ter todo o sofrimento compensado por momentos de pura alegria e cheios de sambadas! Chega logo, setembro!!!!
Adendo: apesar de ter soltado fogos de artifício com a morte do Declan, preciso dizer que fiquei com pena da falta de pompa de sua morte. Mal tivemos luto pelo rapaz, não vimos velório, não vimos nada, coitado! Por isso, assim como na review do season finale anterior fiz uma homenagem a Victoria Grayson pela possível morte, creio, que, apesar dos pesares, Declan merece uma igual! Segue:
DECLAN PORTER (in memoriam) – os melhores momentos do jovem em Revenge
Gente, morri!”

Um comentário em “Resenha do (espetacular) episódio final de Revenge, segunda temporada

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  1. Concordo quase tudo q vc escreveu exceto esse final do Declan. Era normal não ter velório pq pelo q entendi ele morreu durante os acontecimentos, não passou horas. Provavelmente começarão a temp com um velório, isso se não tiver uma passagem de tempo.

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