Resenha do blog: Wolverine Imortal

Não há muito a ser dito sobre Wolverine Imortal.  É bem verdade que filmes de super heróis se tornaram um gênero próprio dentro do cinema, para bem ou para mal. Pescando aqui e ali temos algumas poucas produções que se destacam como realmente relevantes e marcam seu tempo. Outras, dentro de si mesma, abraçam ou outro gênero. Existem ainda outras que são somente grandes tolices, mas extremamente divertidas e ganham seu lugar ao sol justamente por isso. E ainda existem aquelas que jamais deveriam ter sido feitas. Em qual delas Wolverine Imortal se encaixa. Aliás, ONDE Wolverine Imortal se encaixa?

O filme começa no final da segunda guerra mundial. Logan (ainda Hugh Jackman, impossível imaginar outro ator no papel do mutante mais conhecido da Marvel) salva um oficial japonês de nada menos que a bomba atômica em Nagasaki. Anos se passam, Logan tem frequentes sonhos com sua amada Jean (Famke Jenssen, também repetindo seu papel dos outros filmes da franquia) e mora em uma caverna. Ao exacerbar seu lado bom moço para salvar um urso (única cena que pode questionar a qualidade do filme, afinal por que raios ele daria uma de guarda florestal do Zé Colméia, mas enfim), ele se expõe e é encontrado por Yukio (Rila Fukushima), uma japonesinha de cabelos vermelhos que diz que seu mentor quer vê-lo antes de morrer. Vale como introdução, apesar de não ser melhor que a parte inicial de X-Men Origens: Wolverine.

Então Logan em seu visual homem das cavernas encontra Jean Valjean parte para Tóquio (onde todo o filme irá se desenrolar) com a jovem Yukio para encontrar o mesmo oficial que salvara anos antes acamado. Yashida (o oficial, interpretado por Hal Yamanouchi) é um milionário poderoso morrendo de câncer e oferece a Logan uma troca: ele acredita ser capaz de fazer com que o mutante se torne mortal, valendo-se disso para salvar a própria vida. Segundo sua própria concepção, Logan é infeliz justamente por ser imortal, por ver todos aqueles que ama morrerem enquanto é obrigado a viver para sempre, e sua proposta é por um fim a este sofrimento.

O que acontece daí pra frente é melhor ver na tela grande, e em 3D. Sequências de ação espetaculares, como a briga em cima do trem bala ou a cena quase em preto e branco ao pé da montanha, e um roteiro não muito complicado, fazem de Wolverine Imortal diversão garantida. Sem querer ser filosófico demais ou profundo, o filme mostra, basicamente, como Logan deixou e voltou a ser Wolverine.

Enquanto tudo isso acontece a gente se pergunta: em que momento este filme se passa? Antes dos X-Men? Depois? A linha temporal é complicada, mas algumas dicas durante a projeção a deixam mais clara: ele se passa depois de todos os filmes dos X-Men. Ou seja: é o último filme da série até aqui. A linha temporal correta dos filmes seria então:

  • X-Men Primeira Classe
  • X-Men Origens: Wolverine
  • X-Men
  • X-Men 2
  • X-Men: O Confronto Final
  • Wolverine Imortal
Com o comando firme de James Mangold, diretor de filmes excelentes e elogiados como Os Indomáveis, Johnny & June e Garota Interrompida, o filme agrada principalmente em suas cenas de ação. A já citada cena em quase preto e branco tem uma fotografia belíssima, e a primeira cena de perseguição tem ritmo certo e alucinante. Pode ser que Wolverine Imortal se encaixe na outra leva dos filmes do diretor, a dos filmes bobinhos mas bacanas, onde estão Kate & Leopold, Identidade e Encontro Explosivo, mas ainda assim a mais recente aventura do mutante de garras de aço tem seu lugar no hall dos filmes de super herói. Melhor que muitos, não tão bom quanto outros poucos. Mas um filme que vale a pena ser visto.
Ah, e não saia do cinema antes dos créditos finais.

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