Resenha do site – Capitão América 2: O Soldado Invernal

cartaz-de-capitao-america-2-o-soldado-invernalEm 2011 nós fomos apresentados ao magricela e franzino Steve Rogers nos cinemas e o vimos crescer (musculosamente falando) e se transformar em um soldado-modelo americano. Vimos o Capitão América surgir como uma propaganda de guerra que, ainda que americanóide, era genuína. Seu filme era divertido, ingênuo e moralista. Como as velhas matinês e seções da tarde do cinema. Depois disso, Rogers apareceu ao lado de Hulk, Thor, Homem de Ferro, Viúva Negra e Gavião Arqueiro em Os Vingadores, a aventura megalomaníaca da Marvel Studios e agora volta ao cinema com seu segundo filme solo.

Capitão América 2: O Soldado Invernal é um filme bem mais respeitável do que o anterior de 2011. Se aquele tinha no tom de não se levar a sério justamente um de seus maiores encantos, este aqui toma um caminho totalmente diferente, se levando a sério até demais. Desta vez Rogers (Chris Evans) já é um soldado conhecido a serviço da S.H.I.E.L.D. e do governo norte-americano. Suas missões envolvem resgates que possam mostrar todas as vantagens de se ser o supersoldado que ele se tornou. Natasha Romanoff, ou a Viúva Negra (Scarlett Johansson) parece ser agora sua parceira constante e sem nunca deixar de lado o tom irônico o ajuda à sua maneira. Após mais de 50 anos congelado, Rogers se vê nos dias de hoje se acertando com a tecnologia e a História e questionando sua luta, o abandono de sua própria vida por uma causa que ele não parece de todo concordar.

Quando o perigo de uma invasão à S.H.I.E.L.D. e o boato de que a HIDRA (megacorporação nazista que ele aparentemente destruíra no filme anterior) estaria de volta surge, Rogers se vê obrigado a entrar de vez na batalha, enfrentando um inimigo inesperado: o tal Soldado Invernal. Resgatado, modificado e congelado, o soldado possui um braço mecânico e, assim como Rogers, força fora do normal. Se no primeiro filme estávamos numa época onde era tudo muito claro, quem eram os vilões e quem eram os mocinhos, aqui o Capitão América recebe o aviso logo de início: não confie em ninguém. Nick Fury (Samuel L. Jackson), o chefão da S.H.I.E.L.D. Alexander Pierce (Robert Redford), o novo amigo Sam Wilson (Anthony Mackie), a vizinha simpática que irá se tornar a Agente 13 (Emily Van Camp)… ele não sabe em quem confiar. Sequer sabe se pode confiar em Natasha e quem serão seus aliados somente o decorrer do filme vai dizer.

Além da presença do Soldado Invernal, o filme nos traz mais um herói: o Falcão. Disposto a ajudar Rogers e Natasha em sua caçada, ele irá enfrentar os perigos junto com o Capitão América e a Viúva Negra. O mais interessante do filme, na verdade, são os conflitos internos na S.H.I.E.L.D. O momento em que Rogers coloca, literalmente, todos contra todos é um achado dentro do filme (apesar do discurso piegas). Mas o forte mesmo de Capitão América 2 são os embates. Cenas de luta, de tiroteio, de fuga pipocam o filme todo, não dando muito tempo para que o espectador pense sobre o roteiro que é, na verdade, fraco.

Claro, estamos falando de um filme da Marvel. E um estúdio que já tem filmes planejados até 2028 não pode se dar ao luxo de arriscar com um de seus principais astros. Sabemos que Rogers ainda vai dar as caras, pelo menos, em Capitão América 3 e Os Vingadores 2 e 3 (e Kevin Feige, um dos chefões da Marvel, já fala em Os Vingadores 4 para 2021). Então claro que o filme é certinho, redondinho, bem feito, com atuações razoáveis e texto fácil e nada muito filosófico. É feito para o grande público, não para ganhar prêmios de roteiro. Mas mesmo com mais de duas horas e meia de duração, Capitão América 2 não decepciona e passa longe de ser cansativo. É ágil, rápido, não perde muito tempo com explicações.

O único porém é que, infelizmente, parece que os filmes dos estúdios Marvel nunca passarão disso: entretenimento bobinho. Se a DC conseguiu transformar um de seus maiores super-heróis em um filme sério, mais drama que um simples filme de herói, aparentemente os filmes da arquiinimiga Marvel nunca deixarão de ser apenas “filmes dos amigos com roupas coloridas” lutando contra o mal (como bem diz alguém ao.final de O Soldado Invernal).

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