Crianças enviaram dinheiro para “Castelo Rá-Tim-Bum” continuar, diz elenco

Ah! Quem é dá década de 90 e não morre de saudades dessa séria tão gostosa da TV Cultura?

Há 20 anos estreava “Castelo Rá-Tim-Bum”, uma das séries de maior audiência da TV Cultura durante os anos 90. O seriado contava a história de Nino, um menino de 300 anos que pertencia a uma família de feiticeiros, morava em um castelo e desejava ter outras crianças como amigos.

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Programa “Castelo Rá-Tim-Bum” foi um dos maiores sucessos da TV Cultura nos anos 90

A série deixou saudades quando parou de ser exibida. Ao saberem que o programa iria terminar, algumas crianças chegaram a enviar cartas com dinheiro à emissora, para evitar seu fim. Rosi Campos, intérprete da personagem Morgana, tia-avó de Nino, conta que o elenco atraiu 15 mil pessoas para o Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. “Tivemos que sair de lá fugidos”, conta.

Sucesso surpresa
Cássio Scapin, que dava vida ao Nino, conta que o sucesso do programa foi inesperado. “Quando começou a ser exibido, a gente estava no final das gravações”, diz. “Ninguém esperava dar 10 pontos de Ibope em uma emissora pública. Ainda mais na TV Cultura, que não tinha nem departamento de marketing na época”, afirma Rosi Campos, a tia Morgana do seriado.

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Cássio Scapin interpretou Nino

A atriz lembra de quando o elenco foi até o Museu da Casa Brasileira para o lançamento do VHS da série. “Quando a gente chegou lá havia 15 mil pessoas. Tivemos de fugir porque não havia segurança para nós. Os pais colocavam os filhos na frente do ônibus onde o elenco estava”, conta.

“Algumas crianças chegaram a mandar cartas com dinheiro para a TV Cultura, quando souberam que o programa ia acabar. Por mim, o ‘Castelo’ estaria no ar até hoje. Tenho muito carinho pela Morgana”, completa a atriz.

Qualidade
“Eu acho que a série fez muito sucesso porque não havia preocupação com a audiência, mas sim em fazer um produto cultural de qualidade”, conta Cássio Scapin.

Assim como Cássio, Cao Hamburger, diretor do programa, também acha que a qualidade foi a responsável pelo reconhecimento que a série recebe ainda hoje. “Havia também uma identificação do público com os personagens”, avalia o diretor.

Para Henrique Stroeter, intérprete do personagem Perônio, o sucesso da série se deu graças ao roteiro, escrito por Flávio de Souza, e ao formato do programa. “Na minha opinião, o Flávio é um gênio dos textos infantis.  E o ‘Castelo’ era um produto artístico na televisão”.

Curiosidades
O contrarregra José Geraldo Gesteira trabalhou com Cao e conta que ele é muito calmo, mas perfeccionista. “A gente chegou a gravar 48 vezes a mesma cena. E daí, no final ele dizia que a primeira tinha ficado melhor”.

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Os técnicos Lourenço Raposo (esq.) e Júlio Souza contam que a abertura da série foi gravada de trás para frente

Essa característica de Cao podia ser vista já na abertura do “Castelo Rá-Tim-Bum”, que mostrava a casa do Nino sendo construída por magia, em torno de uma grande árvore. Talvez você não saiba, mas o castelo era, na verdade, uma maquete.

Os técnicos em efeitos especiais Júlio Cesar Souza e Lourenço Raposo contam que a abertura foi gravada enquanto eles desmontavam essa maquete. “A versão final mostra essa gravação de trás para frente”, dizem.

Outra cena que “parece, mas não é” está nesta mesma vinheta. “A gente gravou a bandeirinha que vai no topo do castelo de cabeça para baixo, para aproveitar a força da gravidade”, revelam.

Cabelo e maquiagem
Henrique Stroeter conta que ele e Flávio de Souza, que interpretava seu irmão gêmeo Tíbio, ficavam mais ou menos uma hora e meia na maquiagem para tornarem-se idênticos. “Todos os dias da minha vida eu respondo que eu era o Perônio”, se diverte.

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O ator Henrique Stroeter deu vida ao personagem Perônio

O penteado de Nino, que exibia uma mecha em pé no centro da cabeça, também despertava a curiosidade das crianças, assim como o fato dele ser criado por tios. “O penteado ficava em pé com muito gel e spray para cabelo. Só saia com muito banho e litros de xampu”, conta Cássio Scapin em meio a risos.

Ele acha que o fato da série não mencionar os pais do garoto foi inovador. “A gente não tem as referências dos pais do Nino. Isso é uma coisa muito bacana porque abria um precedente de um tipo novo de família”, diz.

Comemorações
Para celebrar os 20 anos da série, o Museu da Imagem e do Som (MIS) planeja uma exposição que entrará em cartaz em julho deste ano, em São Paulo. A mostra será dividida em dois ambientes. Em um deles, dez cômodos do castelo serão recriados, como o saguão. No outro, o público verá documentos e depoimentos que recriam a história do programa.

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Quem quiser matar as saudades do “Castelo Rá-Tim-Bum” mais rápido pode agendar uma visita à TV Cultura entre os dias 12 e 16 de maio, das 11h às 16h. Neste período, a emissora abrigará a mostra “Castelo Rá-Tim-Bum 20 Anos” com figurinos, material cenográfico e documentos da série. Para fazer a visita, basta enviar um e-mail para semanademuseus@tvcultura.com.br.

Notícia publicada no site Uol, matéria de Celina Cardoso

Enquanto isso vamos matar a saudade cantando beeeemmmm alto a música do ratinho: Tchau preguiça, tchau sujeira, adeus cheirinho de suooooooorrrrr… kkkk

That’s all folks 😉

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