Cesar e os personagens digitais mais marcantes do cinema moderno

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Com a estreia de Planeta dos Macacos: O Confronto esta semana nos cinemas brasileiros (leia nossa resenha AQUI), o que mais fica na cabeça após o filme é a impressionante criação de Cesar. O macacão-chefe do filme, por mais real que pareça em cena, é um ser digital.

Por trás dos pelos de César está o ator inglês Andy Serkis e uma boa ajudinha da equipe de efeitos especiais da Weta Digital. Por meio da técnica performance capture ou motion capture, as expressões e gestos do ator são marcados por pontos eletrônicos espalhados pelo rosto, mãos e corpo, depois transformados pelos animadores numa espécie de maquiagem e figurino virtuais. Ou seja, realmente existia um ator interpretando o macaco, mas não é seu rosto o que aparece na tela do cinema, como mostra o vídeo abaixo:

Serkis já está acostumado com essa “máscara”. É ele também o responsável por personagens como Gollum (o ser obcecado pelo anel de Senhor dos Anéis), King Kong (sim, o grandão) e Capitão Haddock (de As Aventuras de Tintim). O ator é o maior especialista em performance com captura de movimentos do mundo – tanto que acaba de montar a Imaginarium, uma empresa de consultoria e desenvolvimento de projetos com a técnica.

Durante muito tempo, para poder fazer um personagem não humano, os cineastas precisavam recorrer à maquiagem, às máscaras, roupas especiais e bonecos. Mais tarde, se jogaram na animação em computação gráfica, que nem sempre consegue capturar todas as nuanças da performance. O Planeta dos Macacos original, de 1968, foi feito com maquiagem e máscaras muito sofisticados para a época, mas que restringiam os movimentos dos atores. Agora, não. “Com a tecnologia, parece que você está vendo símios de verdade, que têm uma humanidade, uma profundidade”, conta Serkis ao site da VEJA.

Por isso, não foram poucos os que defenderam a indicação para Andy Serkis ao Oscar de melhor ator por Planeta dos Macacos: A Origem (2011), de Rupert Wyatt, o primeiro da nova fase da saga. O clamor popular deve ressurgir com força neste ano, pois seu trabalho emPlaneta dos Macacos: O Confronto é ainda mais impressionante.

Dá uma olhada em outros 10 personagens digitais impressionantes do cinema moderno:

Os Na’vi de Avatar

 

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Apesar de serem habitantes de outro planeta, Pandora, com pele azul e rabos, os Na’vi se pareciam muito com os atores que os interpretavam, como Sam Worthington e Zoe Saldana, graças ao uso da performance com captura de movimentos. O filme de James Cameron de 2009 foi o primeiro a utilizar a câmera no capacete dos atores para captar em detalhes suas expressões faciais, depois traduzidas para seus personagens digitais.

O tigre de As Aventuras de Pi

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O longa-metragem de Ang Lee de 2012, vencedor do Oscar de direção, é um dos raros casos do uso de personagens feitos pelo computador em dramas. Aqui, o personagem-título (Suraj Sharma) fica à deriva num bote salva-vidas com um tigre, depois do naufrágio do navio que transportava ambos. O animal foi criado pela empresa Rhythm & Hues, que também fez a transformação do tanque, onde o filme foi originalmente rodado, em um oceano. A empresa pediu falência em 2013.

 

O vilão de Homem Aranha 3Cena-do-filme-Homem-Aranha-3--size-620

O vilão da terceira parte da trilogia de Sam Raimi, de 2007, interpretado por Thomas Haden Church, era um desafio: um homem em constante mutação. A equipe de efeitos visuais estudou o comportamento da areia por seis meses. As cenas foram transferidas para um computador e depois foram comparadas com aquilo que estava sendo criado pela computação gráfica.

O King Kong do filme de 2005Cena-do-filme-King-Kong--size-620

A diferença da versão de Peter Jackson, lançada em 2005, para o original de 1933 (com animação em stop motion) e a refilmagem de 1976 (com um homem vestido de gorila) é realmente a tecnologia. O cineasta utilizou novamente Andy Serkis e a captura de movimentos para reproduzir fielmente o comportamento de um gorila – o ator foi ao zoológico e visitou Ruanda para observar os animais na natureza.

Os dinossauros de Jurassic ParkJurassic-Park-size-620

Steven Spielberg pensava em usar animação em stop-motion para fazer os dinossauros, que seriam apenas melhorados pelos efeitos especiais. Felizmente, foi convencido pela equipe da Industrial Light & Magic de George Lucas a criá-los digitalmente (com alguma ajuda de bonecos animados, sim). Foi um choque pelo realismo alcançado. E assim o longa-metragem lançado em 1993 entrou para a história e levou a estatueta de efeitos especiais no Oscar.

Benjamin ButtonO-ator-Brad-Pitt-no-filme-O-Curioso-Caso-de-Benjamin-Button--size-620

Baseado num conto de F. Scott Fitzgerald, o filme de David Fincher, de 2008, acompanha o personagem-título, que nasce velho e morre jovem. O cineasta usou um sistema chamado Contour, que captura em detalhe o rosto em três dimensões e permite manipulá-lo, para envelhecer e rejuvenescer Brad Pitt. O rosto velho do Benjamin adolescente foi depois aplicado num outro corpo, mais frágil.

O dragão SmaugO-personagem-Smaug-em-O-Hobbit-A-Desolacao-de-Smaug--size-620

Seguindo os passos de Andy Serkis, o inglês Benedict Cumberbatch arrastou-se pelo chão vestindo um colante cheio de bolinhas para interpretar o dragão da segunda parte da trilogia, lançada em 2013. O rosto, também marcado por pontos, foi filmado por uma câmera presa a um capacete. Smaug também é figura importante na terceira parte, O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, que estreia em dezembro.

Woody e os brinquedos de Toy Storypersonagem-Woody-da-animacao-Toy-Story-da-Disney-size-620

Está certo que o xerife com voz original de Tom Hanks é um personagem de animação. Mas Toy Storyfoi revolucionário por ser o primeiro longa-metragem inteiramente em computação gráfica, lançado pela hoje poderosa Pixar, em 1995. A partir daquele momento, a animação tradicional, desenhada a mão, foi quase imediatamente substituída pela animação feita em computadores.

Gollumsenhor-dos-aneis-20070907-0120-size-620

O personagem trágico, que apareceu pela primeira vez em 2001, foi desenvolvido pela WETA Workshops, empresa criada por Peter Jackson na Nova Zelândia que é a maior especialista em performance com captura de movimentos do mundo. Aqui, a diferença é novamente Andy Serkis, que se cobriu de pontinhos para dar vida a Gollum, o eterno obcecado pelo Anel – e seus momentos de desespero e de raiva estão perfeitamente traduzidos no personagem.

Tintim

tintimA visão de Steven Spielberg e Peter Jackson (diretor e produtor, respectivamente) para o personagem clássico de Hergé foi um enorme sucesso de bilheteria, figurando entre as 10 maiores de 2012. Novamente a técnica de captação de movimentos foi utilizada pela Weta DIgital para criar os personagens da animação em 3D com visual impressionante. Numa espécie de Indiana Jones em forma de desenho animado, Tintim e o Capitão Hadock viviam suas aventuras pelo mundo. Andy Serkins dava vida ao capitão enquanto Jamie Bell era o destemido repórter.

Com informações do site da Revista Veja

 

 

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