Foram anunciadas hoje a tarde as aguardadas novidades da Apple na linha de iPhones e o esperadíssimo relógio, que não se chamará iWatch, mas Apple Watch. Durante a cerimônia (em que a platéia aplaudiu o lançamento do relógio de pé), a banda U2 se apresentou e anunciou que a partir daquele momento seu novo disco estaria disponível de graça ara qualquer usuário do iTunes. Mas o que as pessoas queriam mesmo era saber o que mudou no iPhone e o que o tal relógio iria fazer. E olha…. tão de parabéns.
iPhone 6
A “evolução natural” do iPhone 5S traz recursos que condizem bastante com a escala que já vinha sendo trilhada pela Apple. Depois de dois anos com telas de 4 polegadas, o iPhone 6 agora oferece 4,7 polegadas aos consumidores — ficando mais próximo das 5” que são oferecidas por muitos concorrentes com Android, mas ainda não é capaz de causar tanta estranheza por parte dos clientes mais fieis.

Para manter a qualidade das imagens exibidas e aplicativos executados no aparelho, a resolução também foi aumentada e agora é de 1334×750 pixels, o que deve ser suficiente para exibir conteúdos com alto desempenho — mesmo estando abaixo dos padrões Full HD de diversos dispositivos.
Ao contrário do que era esperado por grande parte dos consumidores e veículos da imprensa especializada, o iPhone 6 não foi anunciado com tela Sapphire — que deveria oferecer mais resistência contra arranhões e impactos. O que foi revelado pela fabricante foi um sistema chamado “Retina HD” com display ionizado para maior resistência.
Design
A estrutura do novo iPhone é bem similar à presente no iPhone 5S. Desde a carcaça externa até os botões laterais e “Home” estão com os mesmos traços já vistos anteriormente. É claro que houve um pequeno aumento neles, uma vez que as telas foram aumentadas também. Mas é preciso dizer que os aparelhos mantiveram as mesmas características sóbrias do iPhone 5S.
Hardware
As novidades não ficam apenas nas telas dos iPhones. Muito foi mostrado também no interior dos aparelhos, pois a fabricante sabe que é mais do que necessário evoluir os dispositivos para continuar no topo. O grande destaque desta vez fica no processador Apple A8 dual-core (64 bits) com clock de 2 GHz — uma grande melhoria em relação à geração passada dos chips de controle central.

Estamos falando de um chip que utilizada 2 bilhões de transistores, com processos de apenas 20 nanômetros e que chega ao mercado com 13% a menos de tamanho do que o A7. Isso tudo pode garantir até 25% mais desempenho no processamento comum e 50% mais velocidade nos gráficos — a fabricante afirma que são 84 vezes mais velocidade do que o iPhone original lançado em 2007.
Assim como existia um coprocessador M7 na versão anterior, o Apple A8 também traz o M8 para garantir melhores resultados em diversas funções. Ele é capaz de identificar uma série de movimentos dos consumidores, o que garante muito mais precisão em medições de elevação e distância para os aplicativos de saúde e fitness. É importante citar o barômetro presente no M8, pois ele é capaz de medir elevações com muito mais precisão e ainda identifica a atividade física que está sendo desempenhada.
Memória e conectividade
Os mesmos itens de conectividade trazidos na versão anterior chegaram também aos mpvps iPhones — estamos falando de 3G, 4G, Bluetooth e WiFi. A diferença está na capacidade do 4G LTE, que agora suporta até 20 bandas diferentes — mais do que qualquer outro concorrente atualmente no mercado.
Quanto à memória RAM, o iPhone 6 traz a mesma quantidade da versão 5S: 1 GB. Uma das grandes diferenças está na capacidade de armazenamento, uma vez que os novos aparelhos oferecem a opção de 128 GB para os consumidores — além das tradicionais 16 GB e 64 GB, sendo que a versão intermediária de 32 GB foi extinta pela Apple.
Câmera
Os iPhones são sempre ótimas opções para os apaixonados por fotografia casual. Sabendo disso, a Apple não poupa esforços para instalar câmeras digitais de alta qualidade nos seus smartphones. Não se deixe enganar pela resolução máxima: o iPhone 6 traz os mesmos 8 megapixels que já são vistos desde o iPhone 4S, mas é no processador, no sensor e nos recursos adicionais que estão os segredos do dispositivo.

Com novos métodos de estabilização óptica das imagens, o aparelho consegue aproveitar o máximo do processador para conseguir ainda mais velocidade e melhores resultados nas fotografias capturadas. Há também grandes modificações no sistema de pós-processamento, que devem resultar em fotografias com menos ruídos e interferências.
Alguns dos principais recursos são o flash True Tone — que garante menos reflexões na pele das pessoas fotografadas —e a abertura de f/2.2. Quanto ao já mencionado sensor, ele chega com uma grande novidade chamada “Focus Pixels”. Isso deve garantir o dobro de velocidade para o foco automático. Fotografias panorâmicas podem ter até 43 megapixels.
Esses recursos também devem melhorar a gravação de vídeos, que podem ser realizadas em até 1080p. O iPhone 6 também ganhou um sistema de estabilização mais potente para os vídeos e agora oferece possibilidades de gravação em câmera lenta com até 240 quadros por segundo — com resoluções menores, pois o 1080p é limitado às gravações em 30 fps e 60 fps.
iPhone 6 Plus
Praticamente tudo o que foi mostrado no iPhone 6 também está presente no iPhone 6 Plus. Os recursos de hardware são praticamente os mesmos, com exceção da tela trazida pelo modelo maior. São 5,5 polegadas e resolução Full HD, sendo que isso também traz alguns recursos diferentes para os consumidores.

Com o iPhone 6 Plus, é possível utilizar o smartphone de uma forma mais parecida com o que é oferecido pelos iPads mini, principalmente quanto o teclado está ativo na tela do aparelho. Também foi trazido um novo recurso chamado “Reachabilit”. Com ele, basta clicar duas vezes sobre o botão “Home” para que os botões que estão no alto da tela sejam trazidos para baixo e o dispositivo continue sendo usado com apenas uma mão.
Recursos adicionais
Pouco foi mostrado além do que já era esperado. Não há grandes recursos que não estavam presentes nas versões anteriores do iPhone — o que inclui o Touch ID e os recursos de câmera. Tudo o que já havia sido prometido para o iOS 8 foi demonstrado novamente na apresentação dos novos iPhones.
Além disso, a fabricante também mostrou o novo Apple Pay, que trará novas formas de pagamento para os consumidores que não gostam de carregar dinheiro no bolso. Cadastrando cartões de crédito, o sistema poderá ser usado para transferências bancárias e pagamentos diversos por meio de conectividade NFC — não sendo limitado aos pagamentos virtuais.
Outro recurso que foi exibido pela Apple foi o Metal — o mesmo motor gráfico que já havia sido exibido em junho. Nas demonstrações do evento de hoje, ficou mais do que evidente que isso pode gerar resultados incríveis para os consumidores dos novos iPhones, que terão games incríveis na ponta de seus dedos.
Quando vão chegar ao mercado?
Tanto o iPhone 6 quanto o iPhone 6 Plus vão chegar ao mercado norte-americano no dia 19 setembro, sendo que as pré-vendas começam já nesta sexta-feira (12 de setembro). Por enquanto, só há informações sobre os preços cobrados pelas versões com contratos, sendo que o aparelho mais básico (iPhone 6 de 16 GB) será vendido por US$ 199. Confira abaixo todos os preços:
iPhone 6
- 16 GB: US$ 199
- 64 GB: US$ 299
- 128 GB: US$ 399
iPhone 6 Plus
- 16 GB: US$ 299
- 64 GB: US$ 399
- 128 GB: US$ 499
Vale dizer que os iPhones 4S deixam de ser oferecidos pela fabricante e agora o modelo mais simples disponível no mercado é o iPhone 5C. Ele será distribuído gratuitamente nos contratos com as operadoras norte-americanas, enquanto o 5S será vendido a partir de US$ 99. Não há informações sobre os valores com que eles chegarão ao mercado brasileiro.
Os smartphones foram anunciados como os mais finos já lançados pela Apple. Além disso, os modelos possuem um processador A8 com 64 bits – desenvolvido pela própria companhia -, que consegue um desempenho 50 vezes superior ao iPhone original. Pode não significar muito, considerando que o primeiro iPhone é um ancião, mas é uma grande marca se levarmos em conta que o aparelho foi lançado há apenas 7 anos.

O novo chip tem um processamento geral 20% mais rápido que o A7, da geração anterior. Já o coprocessador dos dispositivos, o M8, é capaz de medir com ainda mais precisão os dados do acelerômetro, giroscópio e bússola do telefone. Em relação à bateria, porém, a Apple não fez grande estardalhaço. Os novos aparelhos parecem manter a capacidade do iPhone 5S, que chegava a durar no máximo um dia de uso bem moderado, e menos de 15 horas com a Internet móvel funcionando.

Um outro ponto de melhoria dos novos smartphones é a tecnologia 4G. De acordo com a Apple, o LTE está mais veloz que no iPhone 5S, sendo capaz de suportar ligações pelo aplicativo Voice. Além disso, foi anunciada uma nova funcionalidade, em que as ligações poderão ser feitas via Wi-Fi quando o sinal do telefone estiver muito ruim. Pelo que pareceu no lançamento, o 4G dos novos iPhones pode ter sido padronizado em todo o mundo, acabando com o grande problema da frequência dos Estados Unidos não funcionar no Brasil.

A câmera também foi destacada. A nova iSight, na traseira dos modelos, terá 8 megapixels, com 1.5µ pixels, ƒ/2.2 de abertura, além de um novo sensor. Pela demonstração, as fotos tiradas pelos aparelhos são realmente impressionantes, superior a qualquer outro modelo já lançado pela empresa. Além disso, com a tecnologia Focus Pixels ficou mais fácil e rápido encontrar o foco perfeito em uma fotografia.
Outra demonstração bem impressionante dos novos modelos do iPhone foi em relação à gravação de vídeos. O estabilizador de imagens Cinematic possibilita fazer filmagens de qualidade mesmo em movimento – no caso do que foi demonstrado, até pedalando uma bicicleta. A tecnologia até se assemelha à tecnologia usada pela Nokia e pela Microsoft nos Lumia mais avançados.

Os aparelhos também contam com três opções de cor (cinza, prata e dourado), com diversas capinhas dos mais variados estilos, como couro ou silicone. De acordo com o CEO da Apple, Tim Cook, “esses iPhones obviamente têm telas maiores, mas mais importante que isso, eles são produtos incríveis em todos os sentidos”.
Outra surpresa em relação aos novos iPhones é a chegada da tecnologia NFC, que já era carta certa na maior parte dos dispositivos top de linha das concorrentes, mas sempre foi barrada nos lançamentos da Apple. Finalmente os aparelhos poderão enviar dados, bastando uma simples aproximação entre telefones.

Desempenho em jogos
Uma engine para melhorar a performance dos jogos em 3D também foi demonstrada no evento: a Metal. Com o recurso, o aparelho consegue “aproximar” o processador dos próprios jogos, diminuindo o número de aplicativos entre eles, o que pode prejudicar o desempenho de um game. Segundo a Apple, o iPhone 6 Plus terá resolução superior aos consoles de última geração. A companhia anunciou também uma produtora de jogos que parece ter especialidade em games com a tecnologia, chamada Super Evil Megacorp.
iOS 8
Tanto o iPhone 6 quanto o Plus chegam com o novo iOS 8, cheio de novas funções. Os destaques ficaram para o teclado, que “aprende” a escrever de acordo com o histórico do dono, e ajuda o usuários a responder de acordo com seu próprio estilo. Além disso, nas mensagens de texto poderão ser incluídas mensagens de voz, vídeo e até localização.

Além disso, o sistema operacional traz um aplicativo que ajuda a melhorar a saúde. Chamado Health, o app traz detalhes sobre o estado de saúde de seu usuário e até ajuda nos exercícios, para entrar em forma.
Apple Pay
Com o chip NFC adicionado aos smartphones, a Apple aproveitou para lançar o Pay, um serviço de pagamento muito facilitado para seus usuários. Com o Pay, é possível fazer pagamentos apenas aproximando o iPhone de maquininhas de pagamento, de forma totalmente segura, segundo os anunciantes. O serviço funciona juntamente com grandes bandeiras de cartões de crédito, e é aceito, além de em diversas lojas populares nos Estados Unidos, na própria loja da Apple e até na Disney, e está integrado ao iPhone 6 e Plus, começando a ser usado a partir de outubro.

Apple Watch
A Apple não ficou parada na corrida dos relógios inteligentes. A companhia, após especulações de anos seguidos, finalmente anunciou o Watch, seu modelo de relógio integrado com o iOS. O dispositivo chama a atenção, de cara, pela sua aparência: é impossível negar que ele seja mais estiloso que os produtos das concorrentes, embora não vá agradar a qualquer usuário.

O aparelho tem uma precisão incrível, sincronizado com o horário mundial oficial. De acordo com Tim Cook, o aparelho não é simplesmente uma versão do iPhone com tela menor e pulseiras. O Watch traz uma roda giratória na lateral – a “digital crown” -, usada para diversas funções na interface do dispositivo – como, por exemplo, dar scroll nas mensagens ou zoom em algum mapa.

O Watch conta com uma tela de safira sensível ao toque, com diversos pontos de sensibilidade, capaz de perceber os comandos com os dedos de praticamente qualquer parte da tela. O aparelho ainda traz funções muito interessantes: além de “ouvir” o que o usuários diz, o relógio ainda é capaz de perceber suas emoções, por meio da pulsação, podendo usar essas informações para melhorar ainda mais a sua experiência.

Outra função muito interessante do relógio é a sua integração com o Maps. Assim, é possível ter um mapa em “tempo real” no pulso, que acompanha cada passo do usuário, impedindo o mesmo de se perder. Ainda há integração com o Facebook, Twitter, empresas de aviação, hotéis, entre outros.
No quesito aparência, o Watch se destaca pelas diferentes pulseiras, que podem ser trocadas facilmente: aluminio e couro são alguns dos modelos disponíveis. Além disso, o aparelho está disponível em dois tamanhos diferentes, além de acabamentos variados: Apple Watch, o “padrão”, Apple Watch Sport, a versão esporte do aparelho, e Apple Watch Edition, que é uma edição especial e mais requintada do dispositivo.

Em relação à interface, o relógio parece ter uma usabilidade bem interessante. Na tela inicial, o usuário pode adicionar diversos ícones de aplicativos, ao lado do relógio. Como a tela é pequena, os programas ficam agrupados juntinhos, mas podem ser aproximados com um simples toque. Assim, o funcionamento se assemelha bastante ao de um iPhone, mas com uma grande preocupação com o tamanho do aparelho.
O Watch ainda é integrado com o Siri, mesmo assistente por voz dos demais dispositivos da Apple. Assim, basta “perguntar” ao relógio sobre questões e informações, que ele responde rapidamente. No exemplo dado na demonstração, é perguntado sobre os filmes que estão em cartaz, e o aparelho mostra diversas opções. Ao tocar em uma, aparecem diversas informações muito bem distribuídas na telinha.

A Apple ainda deu grande destaque à capacidade do relógio de “perceber” sobre o estado do usuário, como suas pulsações e localização. Assim, anunciou aplicativos não só para cuidar da saúde, mas também para ajudar nos exercícios.
A grande desvantagem do relógio talvez esteja no fato de ele só poder ser usado juntamente com um iPhone. Ou seja: engana-se quem pensa que a Apple vai querer se integrar com os usuários de outros sistemas operacionais e aparelhos. Por outro lado, ele já funcionará com o também recém-lançado Apple Pay. O aparelho chega no começo de 2015 e custará US$ 349 (cerca de R$ 850).

Com os lançamentos, a Apple fez o que há muito tempo não acontecia: a empresa conseguiu sair por cima de seus concorrentes, pelo menos aparentemente. Os novos iPhones, ainda que “copiem” a tendência atual dos smarts gigantes, parecem ser a última palavra em tecnologia de celulares. Já o Watch chega para, talvez, transformar de vez os relógios inteligentes em uma moda entre os usuários.

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