Vem aí: animação baseada no espetáculo ‘Tangos & Tragédias’ estreia nos cinemas

O que acontece quando o muro que separa um pequeno país do resto do mundo cai acidentalmente? Tranqüilos e parados no tempo, o povo da Sbórnia é agora atingido pelos ventos da modernidade vindos da cidade grande. Os conflitos causados pelo violento choque cultural bagunçam a vida dos prota-gonistas Kraunus e Pletskaya, dois conhecidos músicos sbornianos. Como conseqüência da interferên-cia continental nos arraigados hábitos da Sbórnia, alguns nativos fazem acordar velhas crenças adormecidas e se põem a resgatar sua identidade. O filme é baseado no espetáculo musico-teatral Tangos & Tragédias, criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, e que tem sido apresentado pelos palcos do mundo com grande sucesso pelos últimos 25 anos.

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Essa é a premissa do inusitado Até que a Sbornia nos Separe, animação que estreia no final deste mês e conta um pouco da fictícia terra criada pelos integrantes do Tangos & Tragédias.

Quem conhece a dupla, sabe que a Sbornia “era grudada ao continente por um istmo” e “após sucessivas explosões nucleares mal sucedidas, a Sbornia se desgrudou e hoje é uma ilha navegando pelos mares do mundo” e que a Sbornia é conhecida “internacionalmente por ter uma grande lixeira onde todo mundo deposita o lixo cultural”. A canção ‘Aquarela da Sbornia’ conta um pouco da história do país.

Até que a Sbórnia nos Separe é uma fábula que fala do direito dos lugares de permanecerem com suas identidades próprias, sem necessariamente assimilar a padronização de culturas hegemônicas. Para is-so, adaptou-se para o cinema a metáfora do mundo sborniano – que tem sido apresentado com gran-de sucesso nos palcos do Brasil há mais de 25 anos e com público total na faixa de 1 milhão de pesso-as. Em alguns momentos o filme remete sutilmente às peculiaridades do universo cultural do sul do país, com sua bebida esquisita e a sisudez de seus habitantes, defendendo as diferenças dos tantos “Brasis” que existem dentro deste imenso país em que vivemos. Falar das diferenças culturais é falar também das diferenças individuais, do estilo de cada um e do direito à existência do diferente num mundo cada vez mais homogêneo e massificado.

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Com vozes dos dois integrantes do grupo (Nico Nicolaiewzky faleceu em fevereiro deste ano, mas deixou sua participação gravada) e artistas como Fernanda Takai, André Abujamra e Arlete Salles, o filme vai contar além dos acontecimentos derivados da queda do muro, com partidas de machadobol, o tradicional esporte sborniano. Algumas curiosidades: existe um manual oficial de regras de machadobol (embora poucos sobreviventes saibam disso); o nome da cidade fictícia em que se passa a história é Satolep, ou seja, Pelotas ao contrário.

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Até que a Sbórnia nos Separe tem direção de Otto Guerra e Ennio Torresan Jr. e estreia dia 30 de outubro.

Veja abaixo o trailer da animação e confira no SITE OFICIAL e no FACEBOOK mais informações sobre o filme.

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Um pensamento sobre “Vem aí: animação baseada no espetáculo ‘Tangos & Tragédias’ estreia nos cinemas

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