Resenha do site: Quarteto Fantástico

quarteto-fantastico-posterDepois que Homem-Aranha teve seu reboot nos cinemas num prazo de dez anos entre um filme “de origem” e outro, não existem mais limites para o tempo mínimo entre o recomeço de uma franquia e outro. Justamente por isso, também dez anos depois, a saga do Quarteto Fantástico recebe novo recomeço nos cinemas.

Primeiro time de heróis da Marvel criado por Stan Lee, era de se esperar que a história encabeçada por Reed Richards fosse tratada com mais apreço no cinema. Lembra do filme de 10 anos atrás, que ainda rendeu uma continuação? Todo mundo acha ruim, a crítica mundial despreza e frequentemente os coloca entre os piores filmes de heróis. Pois bem. Eles são melhores que este novo reboot que estreia esta semana nos cinemas.

Desta vez, Reed, Sue, Johnny e Ben (que aqui serão conhecidos só por estes nomes mesmo) são jovens recém saídos da adolescência. Em grande parte gênios (com exceção de Ben), os quatro passarão por um acidente em um teletransportador que os levará para outra dimensão e voltarão com habilidades especiais que refletirão suas personalidades: de se esticar (Reed), de ficar invisível e criar campos de força (Sue) e de se transformar em chamas (Johnny). Além de ser transformado em um homem de pedra (Ben). Basicamente é isso.

O filme acaba por ser não uma história de origem, mas uma introdução de quase duas horas para um segundo filme, anunciado no final. Os uniformes dos heróis? Apenas surgem. As habilidades? São descritas e treinadas rapidamente. Os conflitos? Tentam ser profundos mas derrapam no texto ruim. A grande batalha com o supervilão? É risível e dura menos de cinco minutos.

A coisa toda se arrasta num pseudo-drama pessoal de seus personagens, que têm a profundidade de um pires e parecem se esforçar para crer que estão em um filme sério. Imagine Os Vingadores achando que é Batman Begins. É isso, só que não dá liga. O filme é escuro, cheio de diálogos edificantes e sem ação. Passa mais da primeira metade mentindo pra si mesmo (e pra nós) que é um drama que promete resultar num filme de heróis e no fim… fica só na promessa. A falta de mão do diretor é clara e até alguns momentos de efeitos visuais ruins tornam a coisa mais amarga.

Se Miles Teller parecia promissor em Whiplash, aqui como Reed demonstra uma inaptidão dolorida e uma atuação que beira o constrangimento. Com relação à Kate Mara (Sue) e Michael B. Jordan (Johnny), já não esperávamos mesmo grande coisa, então a decepção não é tão grande. Mas a frustração maior fica por conta de Jamie Bell. O menino que vimos dançando pelas ruas em Billy Elliot cresceu e é a melhor coisa do filme. Mas acaba literalmente soterrado num monte de pedras. O vilão? Bom, imagine um menino que o pai pôs de castigo e tirou o playstation. Este é o Victor Von Doom/Sr. Destino interpretado por Tobby Kebbel. Que vai precisar brigar pelo prêmio de personagem mais irritante do ano com Ryan Shoos de A Forca. Vai ser uma briga feia.

No fim das contas (comparações são inevitáveis depois de tão pouco tempo) o Quarteto Fantástico de 2005 sai ganhando. O Coisa parece de isopor? Sim. Sr Elástico parece de borracha? Sim. Sem pretender ser o que não é (personagens da Marvel não são tão profundos quanto os da DC. Se você não lê quadrinhos, o cinema te mostra isso com sucesso), e criando quase um filme B, o longa anterior é colorido, ágil e sim, divertido. Tudo o que este novo não é.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: