Lenine e Seu Jorge são convidados do novo álbum do Capital Incial

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Foto: Reprodução DVD

Após três discos de estúdio, O Capital Inicial volta com um acústico diferente dos moldes do seu álbum de maior sucesso com o selo da antiga MTV. Lançado no final do ano passado, o “Acústico NYC”, não traz nenhuma das músicas gravadas no acústico MTV.

Gravado em Nova York no dia 6 de junho de 2015, no Terminal 5 – casa de shows no Hell’s Kitchen – o Acústico NYC reúne 19 faixas no CD e 23 no DVD. Com exceção da canção “Belos e Malditos”, rescaldo dos anos 80, todas as faixas do álbum são de 2000 para cá (“Eu nunca disse adeus, Quatro vezes você e Como Se Sente”, são algumas delas). Igual ao projeto anterior, neste há inéditas como “A mina, Doce e Amargo e Vai e Vem”, o primeiro single, regravações (“Tempo perdido”, da Legião Urbana, e “Me Encontra”, do Charlie Brown Jr.). O disco e o DVD deixaram os músicos mais soltos no palco, coisa imprescindível para um vocalista tão elétrico como Dinho ouro Preto.

O acústico tem convidados, mas nenhum do mundo do rock. Lenine participa das faixas “Não olhe pra trás” e “Tempo perdido”, da Legião Urbana e Seu Jorge na faixa “Vai e Vem”, “Belos e malditos” e “À Sua Maneira”.
A ideia de gravar em Nova York foi óbvia, além da atmosfera escura, mais roqueira — e de ser a cidade de ídolos dos músicos do Capital, como os Ramones e o New York Dolls —, Nova York ficou bem mais em conta que Fernando de Noronha, cidade também cogitada para a gravação.

“Quando compramos as passagens, o dólar ainda não estava tão alto e os 1500 ingressos vendidos nos ajudaram muito a viabilizar o projeto. Somados ao show que fizemos em Boston, um ensaio geral, na véspera, três quartos do orçamento foram resolvidos.” Disse o vocalista em entrevista ao jornal O Globo.

Outra curiosidade do projeto são os quatro excelentes guitarristas cada um com seu violão. Mais uma diferença do acústico MTV, na época o guitarrista da banda era Loro Jones, e como convidados tinham Kiko Zambianchi e Marcelo Sussekind – nenhum deles está no disco.

Yves Passarell substituiu Jones depois da turnê do Acústico MTV. No palco, a banda é reforçada por Fabiano Carelli, e no DVD, Thiago Castanho (ex – Charlie Brown Jr) e o produtor Liminha. “São quatro músicos fantásticos! — empolga-se Dinho. — Yves é um cara que mostra muita emoção no instrumento; Fabiano um músico muito técnico, um virtuose; Thiago vai pelo lado do Jimmy Page, e o Liminha… O Liminha é um mutante, né? É legal observar que são raros os momentos dos quatro em uníssono: cada um faz uma coisa, todos usam efeitos, pedais, distorção.” Comenta Dinho.

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Capa Acústico

Além dos irmãos Lemos, Flávio (baixo) e Fê (bateria), fundadores do Aborto Elétrico e depois do Capital, a banda tem ainda o tecladista Robledo Silva, que também acompanha habitualmente a banda, e mais o percussionista Marivaldo dos Santos, baiano que mora em Nova York.

Esse acústico não vem para substituir o grande sucesso de seu antecessor, mas através desse projeto a banda descobriu que o Acústico MTV está fora de catálogo. “Descobrimos isso depois da gravação. A gente não tinha se dado conta”, revela Dinho em entrevista para o site Uol. “Fui olhar no iTunes, não achei. Fui olhar em outros streamings, não achei. Eu não estava encontrando o disco em lugar algum. Aí liguei para a gravadora e eles também não sabiam de nada.”

Os álbuns acústicos lançados pela extinta gravadora Abril Music, que fechou em 2003, caíram em uma zona cinzenta, intensificada quando a editora Abril devolveu, em 2013, a licença da MTV para a Viacom. “Caso isso não se resolva, o Capital deve entrar na Justiça. É o fim da picada que um empecilho legal possa fazer com que uma obra desapareça”, diz o cantor.

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Kit acompanha: Embalagem estilo “case”, Digipack (CD duplo + DVD), Adesivo “I Love NYC”, Réplica de credencial do show, Réplica de ingresso do show, Pôster, Moleskine com fotos exclusivas.

O Capital faz bons álbuns acústicos. Esse, por não seguir o critério rígido do modelo unplugged da MTV, deixou os músicos um pouco mais soltos no palco O disco é ótimo para os fãs da banda, que faz muito bem quando o quesito é acústico, mas não traz nada de novo nem arrebatador comparando com a volta da banda no Acústico MTV de 2000. Dinho e cia continuam competentes no que fazem, mas não trazem nada de tão diferente, isso não significa que o disco é ruim, pelo contrário, é ótimo, mas como citado, não há nada de tão extraordinário, nada para atrair e conquistar novos fãs, nenhum grande hit. Mesmo assim o disco traz novas roupagens aos sucessos pós anos 2000 e é ótimo para se ouvir e assistir jogado no sofá. Eu mesmo adorei. Sou suspeito, né?!

That’s all folks 😉

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