Resenha do site – A 5ª Onda

a-quinta-ondaÉ natural em qualquer mercado que, quando algo faz sucesso, isso seja copiado à exaustão. No mercado das artes isso não é diferente. Acontece na música, nas artes plásticas, na TV e, claro, no cinema e na literatura.

Quando Jogos Vorazes (o livro e o filme) virou fenômeno mundial, incontáveis réplicas surgiram, de maior ou menor qualidade. O primeiro filme de Maze Runner, por exemplo, era original e intenso, já o segundo foi mais do mesmo. Enquanto isso, o livro era pobre e desgastante. Também teve Ender’s Game, O Doador de MemóriasDivergente: todos com gosto de comida requentada e sem muita originalidade no tema “adolescentes contra um futuro distópico”.

Agora é a vez de A 5ª Onda. A adaptação cinematográfica do livro de Rick Yancey é, no frigir dos ovos, apenas mais um genérico decepcionante.

Apesar de começar com uma boa premissa (ETs que chegam à Terra e vão devastando a humanidade e somente crianças e adolescentes podem ser a salvação), o filme se arrasta por um texto ruim, interpretações tristes (nem Chloe Grace Moretz e Liev Schreiber são capazes de um bom trabalho) e argumentos estapafúrdios em explicações mais absurdas que em um filme de Michael Bay.

Soando o tempo todo como uma mistura de Crepúsculo (amor impossível entre duas espécies), Jogos Vorazes (os rebeldes salvarão a todos) e O Doador de Memórias (há um segredo e uma mentira terríveis a serem revelados), o filme consegue fazer com que nem seus atores acreditem no que estão fazendo. É visível a falta de confiança no roteiro por parte de vários da equipe, culminando em cenas e diálogos que transmitem uma falta de credibilidade incrível. Desconforto, interpretação ruim (com destaque para Zachary Arthur como o pequeno Sam, Alex Roe, como o estranho Evan Walker e Nick Robinson como o interesse amoroso da protagonista Ben Parrish), o tom canastrão de Schreiber e a cara de quem não sabe o que está fazendo ali de Chloe Grace Moretz, A 5ª Onda é uma decepção imensa.

Ainda é perceptível a intenção de se criar uma polêmica: crianças de 6 ou 7 anos empunhando armas, fazendo aulas de tiro e matando “ETs” que se parecem com humanos, mas nem isso consegue ter sucesso.

Como estamos falando na primeira parte de uma trilogia (que provavelmente não terá futuro no cinema), nem tudo é explicado e fica o gancho para as continuações. Talvez os livros não sofram tanto com as interpretações, diálogos, direção e efeitos ruins, mas em se tratando de uma história que, por si só já peca pela falta de originalidade e já parece uma mistura de outras (nem sempre boas), é pouco provável.

É, algumas cópias conseguem se igualar ou até superar seus originais. Não é este o caso. A 5ª Onda é apenas mais um genérico num mundo dominado pela falta de originalidade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s