Roteirista dos quadrinhos da Mulher Maravilha afirma que personagem é “obviamente” bissexual

Muita gente vem pedindo e até hoje nada aconteceu. Mas parece que se há um personagem dentre os super-heróis que poderá levantar a bandeira LGBT, este personagem será ninguém menos que a Mulher Maravilha!

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O filme que deve estrear no ano que vem trará a heroína Diana Prince (Gal Gadot) crescendo na mística ilha de Themyscira, populada inteiramente por mulheres. A grande questão é: como então podem não existir casais do mesmo sexo? Se você fizer esta pergunta para o roteirista das revistas em quadrinhos da Mulher Maravilha, Greg Rucka, a resposta é simples: existem casais do mesmo sexo na ilha. E ele vai além: afirma que Diana é “obviamente” gay.

Existem várias histórias sobre as origens da Mulher Maravilha, mas Rucka trabalha na nova série Ano Um com a artista Nicola Scott. Em uma entrevista, ele explicou porque não é suficiente que Diana seja gay ou bissexual, mas ela simplesmente TEM que ser.

Quando você começa a pensar sobre o conceito de Themyscira, a pergunta é ‘Como pode não existir relações do mesmo sexo?’, simplesmente não há sentido lógico. Supostamente é o paraíso. Supostamente quem vive lá é feliz e parte da felicidade de cada um está justamente em ter um parceiro, ter uma relação completa romântica e sexualmente falando. E as únicas opções são mulheres. Mas uma amazona não olha para outra e diz ‘Você é gay’. De forma alguma. O conceito não existe lá. Agora, estamos dizendo que Diana já esteve envolvida em uma relação amorosa com outra mulher? A conclusão que Nicola e eu chegamos é de que sim, obviamente sim. E isso se dá por inúmeras razões. Mas talvez a maior delas seja que, se ela não for gay, ela irá embora daquele paraíso somente por conta de uma potencial relação com Steve Trevor. E isso deprecia a personagem. Iria macular sua imagem e extrair todo seu heroísmo. Quando Diana decide deixar seu lar para sempre (que é o que ela acredita estar fazendo), se a única razão for por estar apaixonada por um homem, isso acaba com seu heroísmo. Ela não deixa a ilha por causa de Steve. Ela vai embora porque quer ver o mundo e alguém precisa fazer isso. E esta decisão precisa ser somente sua, este sacrifício.”

Mas como isso tudo se traduzirá para o cinema? Aos poucos o gênero de filmes de super-heróis vem se tornando mais diversificado, com muitos atores gays interpretando personagens (como Ezra Miller assumindo o posto de Flash), e os fãs LGBT vem pedindo cada dia mais para se verem retratados na telona. Kevin Feige da Marvel já prometeu um personagem LGBT na próxima década com os diretores de Guerra Civil, Joe e Anthony Russo prometendo o mesmo. Mas a DC pode sair na frente.

O mesmo acontece com os X-Men. A história destes mutantes e sua batalha para serem aceitos pela humanidade é uma óbvia metáfora para a opressão LGBT, especialmente quando se considera especificamente histórias como a “cura” do gene mutante. Mas os filmes têm ignorado isso até hoje e seria igualmente frustrante se a DC deixasse passar esta oportunidade, especialmente depois deste último argumento.

É claro que todos sabemos que “uma mulher gay” para muitos homens, principalmente heterossexuais, é muito diferente de “um homem gay”, ainda mais entre seus personagens favoritos. Mas mesmo deixando o machismo de lado, já é um bom primeiro passo.

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