11 livros que inspiraram indicados ao Oscar em 2017

Como de costume, muitos dos indicados (e vencedores) do Oscar deste ano vieram de livros de sucesso.

Que tal conhecer alguns dos livros que inspiraram os filmes que concorreram este ano?

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

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A Editora Intrínseca lançou no Brasil o livro História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang, com o conto que inspirou o roteiro de “A Chegada”, filme estrelado por Amy Adams e Jeremy Renner e que concorreu a oito estatuetas. Escritor recluso, Chiang escreveu apenas 15 contos em sua carreira, porém estes lhe renderam prêmios como o Nebula Awards e o Hugo Awards. Publicadas originalmente em volumes diversos, as narrativas do autor estão pela primeira vez reunidas em uma coletânea. Entre as histórias, dotadas de rigor científico, humanidade e lirismo, estão “A torre da Babilônia”, “Divisão por zero” e “História da sua vida” – na qual uma linguista aprende um idioma alienígena que modifica sua visão de mundo.

Venceu o Oscar na categoria de melhor edição de som.


Estrelas além do tempo, de Margot Lee Shetterly

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Com bilheteria que já atingiu milhares de milhões de dólares só nos Estados Unidos, “Estrelas Além do Tempo” ganhou fôlego na corrida pelo Oscar, no qual concorreu a três estatuetas: filme, atriz coadjuvante (Octavia Spencer) e roteiro adaptado (mas acabou saindo de mãos abanando). O filme foi baseado no livro homônimo de Lee Shetterly. A história se passa durante a Guerra Fria, quando a incipiente indústria aeronáutica americana contratou matemáticas negras para suprir sua falta de mão de obra. Esses “computadores humanos” continuaram trabalhando para seu governo e passaram a fazer parte da NASA em uma época em que vingava a segregação racial.


Tony e Susan, de Austin Wright

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“Animais Noturnos” foi indicado na categoria Ator Coadjuvante, pela incrível atuação de Michael Shannon como o xerife Bobby Andes. O longa baseia-se em um livro dentro de outro livro, pois foi escrito por Edward Sheffield, personagem do livro Tony e Susan. Há 25 anos, Susan Morrow deixou seu primeiro marido. Certo dia, instalada confortavelmente na casa em que mora com os filhos e o segundo marido, ela recebe, pelo correio, um embrulho que contém o manuscrito do primeiro romance de Edward. Ele lhe pede que leia seu livro: Susan sempre foi sua melhor crítica, justifica. Ao iniciar a leitura, Susan é arrastada para dentro da vida do personagem Tony Hastings, um professor de matemática que leva a família de carro para a casa de veraneio no Maine. Quando a vida comum e civilizada dos Hastings é desviada de seu curso de forma violenta e desastrosa, Susan se vê às voltas com seu passado, obrigada a encarar a própria escuridão e a dar um nome para o medo que corrói seu futuro e que vai mudar sua vida.


O silêncio, de Shusaku Endo

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Profundo observador dos dramas do ser humano, Shusaku Endo revela em suas obras não só a angústia da fé como também a busca dos homens pela misericórdia de Deus. Em seu mais aclamado romance, ele narra a saga de missionários católicos no Japão do século XVII, um período em que cristãos japoneses eram brutalmente oprimidos. A partir de cartas reais, Endo delineia o silêncio duro e sufocante ao qual, tanto jesuítas quanto cristãos, foram submetidos. Eles foram perseguidos, torturados até optarem por se calar eternamente mantendo sua fé ou apostatar e viver em eterno silêncio. O longa homônimo foi indicado na Categoria Fotografia.


Animais fantásticos e onde habitam, de Newt Scamander

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Este livro foi escrito por J. K. Rowling sob o pseudônimo de Newt Scamander, e tem o prefácio do sábio Alvo Dumbledore. Adotado pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e considerado uma obra-prima, atribui-se à obra a responsabilidade pelo bons resultados dos alunos nos exames de Trato das Criaturas Mágicas. Trata-se de um guia com mais de 80 espécies de animais e seus respectivos hábitos, costumes e origem. O longa inspirado na obra foi indicado nas categorias Figurino e Direção de Arte. e venceu na primeira.


Um homem chamado Ove, de Fredrik Backman

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Indicado nas categorias de Maquiagem e Filme Estrangeiro, “Um Homen Chamado Ove” é inspirado no livro de mesmo nome. Sucesso na Suécia e campeão de vendas nos Estados Unidos, ele uma história divertida e emocionante sobre como uma única pessoa pode mudar a vida de outras — e ter sua própria vida mudada por elas. Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda. Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo.


Sully: O heroi do Rio Hudson, de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow

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Em 15 de janeiro de 2009, o mundo testemunhou um impressionante pouso de emergência quando o capitão Chesley Sullenberger, piloto da aviação civil com mais de 20 mil horas de voo, habilidosamente deslizou um avião da US Airways sobre o Rio Hudson, em Manhattan, salvando todas as 155 vidas a bordo. O sangue-frio do piloto não apenas evitou uma enorme tragédia, mas o transformou em um herói e uma inspiração em todo o planeta. O incidente, que na época ficou conhecido como “O milagre do Rio Hudson”, inspirou o capitão Sullenberger a contar a própria história: uma jornada de dedicação, esperança e prontidão, que revela as importantes lições aprendidas em sua infância, durante o serviço militar e, depois, trabalhando como piloto da aviação civil. Best-seller do The New York Times à época de seu lançamento e recentemente adaptada para os cinemas com direção de Clint Eastwood, a biografia, que narra o evento do pouso no Hudson e outros desafios da vida do capitão Sullenberger, ressalta que, sobretudo nesses tempos de guerra, tragédia e incerteza econômica, existem valores pelos quais ainda vale a pena lutar, e que, se estivermos preparados, não haverá desafio que não possa ser superado.


Livro da selva: As aventuras de Mogli, o Menino Lobo, de Rudyard Kipling

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Bem mais que um clássico infanto juvenil. Selvas, planícies, mares – são alguns dos cenários dos sete contos que formam este volume. Mas não é à toa que chama-se Livro da selva – pois “selvagem” é o adjetivo que dá o tom de todos os textos, que retratam a vida livre e indômita de personagens que vão de meninos criados por lobos a outros animais, em oposição à civilização humana. O longa indicado na categoria Efeitos visuais e inspirado na obra foi Mogli: O menino lobo saiu vencedor da estatueta.


13 horas: Os soldados secretos de Benghazi, de Mitchell Zuckoff

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13 horas apresenta, pela primeira vez, a história real dos acontecimentos de 11 de setembro de 2012, quando terroristas atacaram o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e o Anexo, base da CIA, em Benghazi, na Líbia. Uma equipe de seis soldados lutou bravamente para repelir os agressores e proteger os americanos que lá trabalhavam, indo além de suas obrigações e realizando atos extraordinários de coragem e heroísmo para impedir uma tragédia ainda maior. Este é seu relato pessoal do que aconteceu durante as treze horas do infame atentado. Pondo em pratos limpos o ocorrido em uma noite encoberta por mistério e controvérsia, este livro instigante leva os leitores para dentro da história desses heróis que arriscaram sua vida uns pelos outros, por seus compatriotas e por seu país. O filme concorreu na categoria Melhor Mixagem de Som.


Uma longa jornada para casa, de Saroo Brierley

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Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade onde ele passava os dias em busca de dinheiro e comida. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. É o próprio Saroo quem narra sua história em Uma longa jornada para casa. O relato deu origem a Lion – Uma Jornada para Casa , filme indicado ao Oscar nas categorias Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Dev Patel), Atriz Coadjuvante (Nicole Kidman), Roteiro Adaptado, Direção de Arte e Trilha Sonora Original.


Soldado desarmado: O herói que resgatou até o último homem, de Francess M. Doss 

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A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra. Com seis indicações da Academia, incluindo a de melhor filme e melhor diretor, o filme: Até o Último Homem traz Mel Gibson de volta ao Oscar duas décadas depois de levá-lo por Coração Valente.

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