#novamusica – Carlos Posada

Rumo ao norte, o caminho pode ser tortuoso. Versando sobre os percalços dessa trajetória, Carlos Posada mostra uma das canções mais marcantes de seu recém-lançado álbum “Isabel” no Sofar Sounds. Em uma releitura intimista, acompanhada apenas pelo violão de Rodrigo Garcia (Cássia Eller, Cátia de França), Posada mostra a força da poética de “Norte”.

Seguir a bússola é uma escolha, mas as possibilidades da estrada são infinitas. O eu-lírico da canção brinca com a noção de casualidade e destino, refletindo sobre mudanças repentinas que só dependem de ventos favoráveis para acontecer. Os conceitos universais são apresentados sob uma perspectiva pessoal, uma característica marcante ao longo de todo o álbum.

“‘Norte’ é sobre lidar com a realidade, eu acho. Escrevi depois de encontrar meu pai pela segunda vez na vida. A primeira vez eu tinha 7, 8 anos e a segunda foi há poucos anos atrás e eu já tinha mais de 30. Encontrei Lenine e falei pra ele que depois de vinte tantos anos iria ver meu pai. Falei para ele que tinha sido de uma hora para outra, que eu não esperava por isso e ele falou: ‘as coisas acontecem assim mesmo, véio, de uma hora para outra…’ e eu falei: mesmo que demorem uma vida, né?”, reflete o compositor.

Além da jornada pessoal “Norte” representa as múltiplas facetas e personas de Carlos Posada. Filho de mãe brasileira e pai argentino, nascido na Suécia, criado em Pernambuco e radicado no Rio, o cantor e compositor não poderia ser um só no palco. Como líder da banda Posada e o Clã – ao lado dos músicos Gabriel Ventura (guitarra), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Barbosa (bateria) -, explora sonoridades da música brasileira e do rock; do experimental e do psicodélico. Já em seu trabalho solo, iniciado com o álbum “Posada” (produzido por Bruno Giorgi), veio à tona uma verve mais focada na canção, embasada muitas vezes pelo violão e percussão. “Norte” aparece em todas as versões de Posada.

“Eu gosto muito dessas encarnações! Acho que enriquece e leva as canções para outros lugares. Tenho certeza que a parte mais interessante do meu trabalho são os encontros. E eu tenho encontrado artistas muito especiais (Aíla, Júlia Vargas, Juliana Linhares, Duda Brack, Daíra, Aline Lessa, César Lacerda, Caio Prado, Cícero, Brunno Monteiro, Lenine, Jander Ribeiro, Rodrigo Garcia, Tó Brandileoni, Chico Chico, Mihay, Zerzil, Bernardo Pimentel, João Mantuano Trio, Medulla, Vulgue Tostoi e Biltre!)”, conta.

No novo disco com produção assinada por Rodrigo Garcia e lançamento da gravadora Coqueiro Verde e do selo Porangareté, Posada se estabelece como voz notória na cena: como cantor e como autor. Ele segue divulgando “Isabel” e prepara o próximo álbum com o Clã, atualmente em fase de masterização (assinada por JR Tostoi).

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