Você sabe como é feito um Big Mac?

Não importa o restaurante. O hambúrguer mais vendido do McDonald’s é sempre o Big Mac. E ele fica pronto em 1 minuto e meio.

Mas como é feito? Para acompanhar passo a passo como o sanduíche é preparado, o site G1 foi até a cozinha da unidade da rua Henrique Schaumann, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

A unidade da Henrique Schaumann é a maior dos 905 pontos de venda da rede de fast food no Brasil: são 975 m² de área construída. Já a unidade do Shopping Metrô Itaquera é a que mais vende em todo o mundo.

Restaurante do McDonald’s na rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, São Paulo (Foto: Fábio Tito/G1)

A montagem dos lanches é feita em uma verdadeira linha de produção. Há chapas elétricas que preparam um hambúrguer em segundos, fritadeiras que avisam quando a batata está pronta e um “supercongelador” onde os produtos ficam armazenados a -23ºC. E isso consome muita energia.

Para que a luz de todo o quarteirão não caia a cada vez que um sanduíche é produzido, o restaurante da Henrique Schaumann é equipado com duas cabines de energia. O primeiro transformador recebe energia direto da rede da companhia elétrica, a 13.800 volts. O segundo converte essa carga em 220 volts e distribui para os aparelhos.

Cozinha do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Cozinha do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

Onde tudo fica guardado

Quase todos os ingredientes usados nos lanches do McDonald’s já vêm prontos ou congelados, basta preparar. Eles ficam armazenados nos estoques dos restaurantes.

O da unidade Henrique Schaumann é abastecido três vezes por semana. O caminhão chega de madrugada e quatro pessoas fazem o descarregamento. Lá, cabem de 500 a 800 caixas de produtos.

Pães no estoque seco do McDonald's da rua Henrique Schaumann, em São Paulo (Foto: Fábio Tito/G1)
Pães no estoque seco do McDonald’s da rua Henrique Schaumann, em São Paulo (Foto: Fábio Tito/G1)

No estoque seco, ficam armazenados os pães frescos, casquinhas de sorvete, embalagens, molhos e copos. É também onde fica o gerente da unidade.

Há ainda o estoque de produtos resfriados e congelados. É como se fosse uma enorme geladeira, dentro da qual fica um imenso congelador.

Estoque de produtos resfriados do McDonald's da rua Henrique Schaumann, em São Paulo (Foto: Fábio Tito/G1)
Estoque de produtos resfriados do McDonald’s da rua Henrique Schaumann, em São Paulo (Foto: Fábio Tito/G1)

Na câmara de resfriados, a temperatura varia de 1º C a 4ºC. Nela ficam guardados alguns tipos de molhos, o alface e tomate, por exemplo. Já outra tem uma temperatura ainda mais baixa: de -18ºC a -23ºC. Lá, ficam os hambúrgueres e pães congelados.

A rede trabalha com dois fornecedores de pães e dois de hambúrgueres.

Hambúrguer no congelador do restaurante do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Hambúrguer no congelador do restaurante do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

O caminho do pão

O pão pode ficar no “supercongelador” por até 90 dias. Ele é descongelado em temperatura ambiente no estoque seco. Depois disso, ele precisa ser usado em até dois dias, ou é descartado.

O restaurante da Henrique Schaumann também recebe pão fresco, mas o uso depende da demanda. Ele tem validade de seis dias.

Do estoque seco, o pão é transferido conforme demanda para as gavetas na linha de montagem do sanduíche.

Estoque de pão do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Estoque de pão do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

O caminho do hambúrguer

O hambúrguer também pode ficar até 90 dias no “supercongelador”. Mas, antes de ir para a chapa, ele é transferido para um freezer menor que fica próximo da mesa de montagem dos sanduíches, onde pode permanecer por no máximo 2 horas.

Existe um funcionário dedicado exclusivamente para retirar as mercadorias do congelador e repassá-las para outro profissional. É o chamado “apoio de cozinha”.

Funcionário do McDonald's retira hambúrguer de estoque congelado (Foto: Fábio Tito/G1)
Funcionário do McDonald’s retira hambúrguer de estoque congelado (Foto: Fábio Tito/G1)

A quantidade de hambúrguer transferida para o freezer varia de acordo com a demanda. Nas duas horas do horário do almoço, pico do movimento no restaurante, a reposição chega a ser feita três vezes.

Funcionária do McDonald's abastece freezer com hambúguer (Foto: Fábio Tito/G1)
Funcionária do McDonald’s abastece freezer com hambúguer (Foto: Fábio Tito/G1)

Do freezer menor, o hambúrguer vai ainda congelado direto para a chapa para ser “ativado”. Segundo os funcionários, é esse o segredo para que a carne não fique ressecada.

Hambúrgueres vão para chapa no McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Hambúrgueres vão para chapa no McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

A chapa superior é aquecida a uma temperatura de 218ºC e, a inferior, de 177ºC. O hambúrguer regular, que vai no Big Mac, leva 38 segundos para ficar no ponto certo. Outros tipos de hambúrguer podem levar até 104 segundos.

Depois de pronto, o hambúrguer vai para uma estufa, ao lado da mesa de montagem, onde pode permanecer por até 15 minutos.

Funcionário do McDonald's retira hambúrguer da estufa (Foto: Fábio Tito/G1)
Funcionário do McDonald’s retira hambúrguer da estufa (Foto: Fábio Tito/G1)

Na mesa de montagem, ficam alface cortada, cebola já picada, picles, queijo já fatiado e o molho. Um detalhe: o molho é fabricado no Brasil, vem pronto para ser usado e não precisa ser resfriado. Os produtos são repostos a cada 2 horas.

A alface já vem do fornecedor higienizado e picado. O picles também. O tomate precisa ser lavado e cortado em um fatiador automático no restaurante. A rede trabalha com 8 tipos de molho.

Mesa de montagem de sanduíches do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Mesa de montagem de sanduíches do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

Com a carne pronta e os demais ingredientes à mão, o primeiro passo para montagem do Big Mac é tostar o pão por 17 segundos. Isso serve para que o molho não penetre no pão.

Funcionário do McDonald's tosta pão para montar sanduíche (Foto: Fábio Tito/G1)
Funcionário do McDonald’s tosta pão para montar sanduíche (Foto: Fábio Tito/G1)

A caixinha já vem montada do fornecedor. O Big Mac Leva três fatias de pão. Para facilitar a montagem, o funcionário coloca uma delas de um lado da caixinha e, do outro, duas empilhadas: a que vai no topo do sanduíche e a do meio.

Caixinhas de lanche do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Caixinhas de lanche do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

Ele deposita o molho sobre os pães dos dois lados da caixa. Na sequência, coloca a cebola e o alface picados, também em ambos os lados. Depois, um lado recebe o picles, enquanto o outro leva o queijo.

Montagem do Big Mac (Foto: Fábio Tito/G1)
Montagem do Big Mac (Foto: Fábio Tito/G1)

Agora chegou a vez do hambúrguer, que também vai dos dois lados. E o segredo: aquele pão do meio, que estava sobre a fatia do topo, é transferido com tudo que tem em cima para o outro lado da caixa. Assim, ao fechá-la, o sanduíche já sai pronto.

Montagem do Big Mac (Foto: Fábio Tito/G1)
Montagem do Big Mac (Foto: Fábio Tito/G1)

O próximo passo é colocar o Big Mac numa esteira, por onde ele vai até as mãos de quem está responsável por montar o pedido na bandeja. Toda essa etapa de montagem, depois da carne já pronta, leva de 35 segundos a 50 segundos para todos os sanduíches.

O de montagem mais rápida é o Cheeseburguer do McLanche Feliz. Os mais demorados são os da linha linha Signature, por serem mais “artesanais”.

Sanduíche Big Mac, do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Sanduíche Big Mac, do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

E as batatas

As famosas batatinhas do McDonald’s são totalmente importadas da Argentina. Elas já chegam nos restaurantes fatiadas e congeladas e podem ficar até nove meses no congelador.

Ainda congeladas, a -23ºC elas são depositadas no dispensador. E não adianta pedir mais para o atendente: a máquina calcula automaticamente e deposita nas cestinhas a quantidade exata de batata que vai para a fritura. Elas têm capacidade para até 750 gramas do produto, mas com o dispensador na velocidade média, recebem 562 gramas.

Funcionário do McDonald's despeja batata em dispensador (Foto: Fábio Tito/G1)
Funcionário do McDonald’s despeja batata em dispensador (Foto: Fábio Tito/G1)

A cesta é então mergulhada em um óleo vegetal fervente, na temperatura de 168ºC. É o choque térmico que ajuda que as batatinhas não grudem.

Batatinha do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Batatinha do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

Depois de 30 segundos de imersão, a máquina avisa que é hora de dar uma chacoalhada no produto, para ajudar no processo de separação. O processo total de fritura leva 3 minutos e 10 segundos.

A máquina de fritura identifica automaticamente quando o óleo deve ser filtrado. Isso acontece ao menos uma vez ao dia. Além disso, pequenos fragmentos de batatas que restam no recipiente são retirados pelos funcionários com peneiras a todo o tempo. Já a substituição do óleo por um novo é recomendada uma vez por semana. Na loja da Henrique Schaumann, que funciona 24h, porém, a troca é feita com mais frequência.

Fritura de batatas no McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Fritura de batatas no McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

Depois de fritas, elas são levadas para escorrer o óleo, processo que leva de 5 a 10 segundos. Aí são depositadas no papel, onde serão salgadas. O saleiro também é regulado automaticamente e libera exatos 4 gramas de sal por porção. O tempero é colocado a uma distância de 20 centímetros das batatas.

As caixinhas de batata, assim como as dos sanduíches, já vêm montadas, o funcionário só precisa abri-las. Com a ajuda de uma pá que já mede a quantidade exata de batata que cabe em cada caixa, elas são preenchidas uma a uma. E ficam na prateleira à espera do próximo pedido, onde cabem 12 caixas de batata tamanho médio.

Batatinhas do McDonald's (Foto: Fábio Tito/G1)
Batatinhas do McDonald’s (Foto: Fábio Tito/G1)

As batatinhas podem ficar até 7 minutos aguardando a montagem do lanche completo. Passado esse período, o que não tem saída precisa ser descartado.

Funcionária do McDonald's entrega pedido a cliente (Foto: Fábio Tito/G1)
Amor demais ❤

Você também pode ver pessoalmente como os sanduíches são feitos. O McDonald’s tem um programa para receber os clientes em sua cozinha, chamado “Portas Abertas”. No primeiro semestre deste ano, 1 milhão de pessoas participaram no Brasil, segundo a rede.

VIA

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