Resenha do site – Venom

venomNosso emissário especial de assuntos geekísticos, Marlon de Paula, foi assistir VenoM, o filme solo do mega vilão do Homem-Aranha. Olha só o que ele achou 😉

Eu como fã de quadrinhos, e nos últimos anos um seguidor fiel das aventuras cinematográficas da Marvel e DC Comics ao ouvir a notícia de que um dos maiores vilões do Homem Aranha ganharia seu filme solo pelas mãos da Sony com parceria da Marvel, pensei: “que legal!”. Até ir descobrindo aos poucos durante a divulgação, que é um filme sem o herói, onde teremos a origem do anti-herói simbiótico alienígena superviolento, combinado com uma espécie de jornada do herói(?).

Logo a frente para que em uma tentativa desesperada de mais um possível crossover com a Marvel em um futuro filme do Teioso, a classificação caiu de “Rated – R” (+18 em terras tupiniquins) para PG-13 (que aqui no Braza é praticamente um bom e velho “Livre para todos os públicos”), minando assim qualquer possibilidade do filme ser fiel ao que é apresentado nas HQs desde a década de 80.

O filme começa já no espaço com uma nave realizando a reentrada no planeta Terra acompanhada de uma falha misteriosa causando uma queda livre atmosfera a dentro, ali se iniciam as dúvidas: que nave é essa com aparência não alienígena aparentemente entrando e saindo facilmente do planeta Terra? Após o acidente acabando com uma região florestal em algum lugar da Ásia, somos levados a visão de paramédicos e pesquisadores da Fundação Vida (nome bem usado na única piada engraçada do filme mais a frente), onde buscam pelo conteúdo da nave e sobreviventes. Somos então apresentados ao vilão do filme (seria o vilão do vilão?), Carlton Drake um milionário que transformou sua mega companhia farmacêutica em uma espécie de NASA particular para buscar possibilidade de vida em outros planetas, pois ele acredita que o futuro na Terra já está fadado ao fracasso (a originalidade mandou beijos).

Descobrimos que na volta de um desses passeios essa nave encontrou um meteorito com sinais de vida, foram coletadas amostras e então nessa volta ocorreu o acidente, causando a fuga de um dos simbiontes, o cinza depois conhecido com Riot. Com os outros alienígenas a caminho do laboratório é mostrada uma São Francisco bem atual (sim, uma invasão alienígena que não é em New York) e Eddie Brock interpretado por Tom Hardy, onde ele tem um programa de TV com uma pegada moderna de jornalismo investigativo, uma noiva e o que parece uma vida feliz, desde já apresentando um humor sem apelo nenhum apenas com piadas mal colocadas em cada frase. Ele então é colocado em cheque por seu patrão dono da emissora tendo que entrevistar o Sr. Drake que precisa dizer que o acidente foi um evento isolado e que ninguém morreu. Durante a entrevista ele coloca muito bem a piada anteriormente citada dizendo que a empresa deveria se chamar “Fundação Morte” pois a sua fortuna foi criada em cima de uma série de testes ilegais com pessoas que nunca foram vistas novamente. (Sim essa é a melhor piada, pelo menos eu acho melhor que falar sobre ET, Phone, Home.)

A entrevista acaba abruptamente e Eddie é demitido, sua noiva o abandona por que se sentiu usada quando ele descobriu procedimentos ilegais que aconteciam na fundação através dela que era uma das advogadas. Depois de mostrar em vários takes com a vida morro abaixo do protagonista e os testes com os simbiontes avançarem de animais para pessoas e a uma pesquisadora chefe impactada com a falta de ética de Drake, Temos a busca dela por Eddie para se infiltrar com sua ajuda e obter fotos e documentos para expor a empresa e tudo que está ocorrendo lá. Nesse momento temos o clichê “fique aqui, não toque em nada” onde Brock é infectado pelo parasita (vamos chamar assim pois o Venom deixa claro no filme que não gosta desse termo) após sair dali e tocar em alguma coisa, quebrando tudo fugindo em uma perseguição que parece não ter fim, temos também a primeira dinâmica do “nós” em um apartamento onde ele está tentando entender o que está acontecendo e o que tem dentro dele com Venom falando que gostou dele e vai ficar nesse corpo e tudo mais, logo caindo em outra luta com mercenários que vieram buscar a propriedade da Fundação Vida em mais uma cena de perseguição que se estende mais do que deveria, com efeitos para fazer inveja a qualquer fã de Transformers. 

** Nesta parte editamos o texto de nosso emissário para evitar spoilers do final do filme. Mas ele avisa: o fim é tão ruim quanto o começo.

Não criando relação ou empatia do público com nenhum personagem do filme, uma atuação ruim para simbolizar essa coisa de “médico e monstro” dentro da cabeça do Eddie Brock, diversas cenas cortadas sem sentido nenhum, piadas fracas, melhores coisas do filme estarem presentes em 2 minutos do trailer e outras coisas que não foram citadas para tentar amenizar a quantidade de spoilers e tentar não estragar a experiência de qualquer um que se aventure a ver esse filme. Podemos dizer que ele pode ser classificado como aquele filme que provavelmente você verá se ele estiver disponível na Netflix ou o bom e velho Torrent enquanto faz qualquer coisa que não seja prestar atenção. Já que não é necessário e provavelmente não terá peso nenhum em qualquer tipo de universo cinematográfico que a Sony está começando com esse pé esquerdo, já sendo comparado a Mulher Gato e Quarteto Fantástico (2015) por veículos da gringa.

Assista ao trailer de Venon:

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