#NOVAMÚSICA – Conheça Thommy Tannus

Thommy Tannus é produtor musical e atua no mercado fonográfico há 16 anos. Seu disco de estreia, de 2015, apontava para uma vertente mais rock, mas ele não nega que hoje se aventura pelo pop.

Autodidata, Thommy Tannus possui um estúdio fonográfico onde já trabalhou com artistas como a banda Plutão Já Foi Planeta e foi justamente trabalhando com eles que ele conheceu a cantora Natália Noronha, com quem divide os vocais de sua nova música, “Um Bom Lugar”.

Leia abaixo nossa entrevista com o músico e ouça “Um Bom Lugar”.

Pausa Dramática: Em primeiro lugar: quem é Thommy Tannus? Você tem experiência como produtor e em estúdio, tem formação musical? Há quanto tempo trabalha na área?

Thommy Tannus: Fala galera, primeiramente obrigado pelo convite e pelo interesse em saber mais sobre meu trabalho. Sou músico desde meus 13 anos de idade, a música surgiu na minha vida e não consegui largar esse vício. Passei por muitos estúdios antes de montar o meu em 2015. Atuo hoje como produtor musical, engenheiro de mixagem e masterização. Toquei em algumas bandas como guitarrista e tenho minha carreira solo, mas desde que montei o estúdio, meus projetos pessoais ficaram de lado para conseguir dar a atenção e dedicação as bandas que produzo. Não tenho uma educação formal na área, sempre fui atrás do conhecimento conversando com profissionais da área e sempre prestava muita atenção em todo o processo de gravação no estúdios que passei ao longo desses 16 anos. 

O single que você está lançando, “Um Bom Lugar” teve participação de bastante gente bacana. Fale um pouco sobre a produção da música com a Natália Noronha.

Essa música foi uma homenagem a banda Plutão Já Foi Planeta. Produzi um single deles ano passado (“Estrondo” – 2018). Durante todo o processo trocávamos ideias sobre influências musicais e construção de arranjo. Sempre imaginei transformar o som deles com uma pegada voltada pro rock e pro indie, essa música é uma amostra do que faria com o som da banda rs. A Natália é a profissional mais incrível que já trabalhei. Ver como ela se envolve com a música, seu cuidado com cada palavra cantada, a seriedade e comprometimento com a arte são coisas que inspiram e motivam a gente. Tive muita sorte em trabalhar em dois projetos com ela e espero trabalhar em muitos mais.   

O novo single é bastante diferente da música que você gravou em 2015 nos discos O Bom e Velho e no disco ao vivo. Lá, víamos mais uma pitada voltada pro rock, lembrando um pouco bandas dos anos 80 como Capital Inicial e até artistas novos como o extinto Gram e Jay Vaquer. Agora você parte pro pop e lembra gente como Ludov e Irreversíveis. Quais suas referências musicais pra esta nova faixa? Por que a mudança de estilo?

Minha paixão sempre foi com o Rock, mas hoje como produtor musical me envolvo tanto com vários estilos diferentes para entender o que o artista espera do resultado da gravação que acabei me envolvendo com o pop. A diferença da produção dessa música é que todos o instrumentos foram tocados por músicos de verdade. A maioria das produções pop usam elementos digitais, transformando a música em algo tão perfeito que o elemento humano se perde, na minha opinião. A Um bom lugar não sofreu com edições ou instrumentos digitais, até o synth que tem baixinho foi tocado pro um dos melhores pianistas que conheci na vida. Os Músicos, Renato Lellis – Bateria, Chris Du Voisin – Baixo, Andrey Rodrigues – Synth e eu na guitarra dividindo voz com a Natália Noronha.    

“Um Bom Lugar” é prévia de um novo disco? Teremos mais músicas no estilo pop dançante?

Disco ainda não da tempo, estou em processo de produção e gravação de 3 álbuns aqui no estúdio, então não vou ter tempo de fazer um álbum, mas estou preparando um clipe para ” Um Bom Lugar” e também estou preparando um próximo single que vai ter um estilo mais pro Indie britânico. Espero lançar, os dois projetos, em Agosto.
Como produtor, como você vê as mudanças no mercado fonográfico atualmente? Você já começou o estúdio nestas novas formas de fazer música ou veio do tempo do CD?
Hoje qualquer pessoa consegue gravar sua música em casa. Acho legal essa facilidade, mas ao mesmo tempo gostava quando os artistas procuravam produtores/engenheiros para assinar o projeto. Muitos clientes me procuram para deixar o som parecido com tal artista e se esquecem de serem originais. Tudo tem que estar perfeito e plastificado, se não eles ficam com a sensação que não vai estourar. Esses dias estava escutando uma música do Jack Johnson, para entender as influências de um artista que estou produzindo, e uma música me chamou atenção, (Mudfootball for Moe Lerner). Se eu entregasse uma mixagem com o mesmo som da caixa da bateria dessa música meus clientes pediram o dinheiro de volta rs. Acho que a mudança de mercado deixou a galera fechada a experimentações. Espero que a galera que está chegando agora tenham a mente mais aberta. Sou da época do CD e fit K7, uso o digital hoje como um facilitador de gravação, procuro deixar o mais natural possível, como era antigamente.

Galera, mais uma vez, muito obrigado pela entrevista e muito sucesso para vocês. Grande Abraço

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s