20 anos de ‘AI – Inteligência Artificial’: veja 20 curiosidades sobre o filme

Hoje a gente fala muito de inteligência artificial. Tem até “robôs” em casa, como a Siri ou a Alexa. Mas este sempre foi um tópico recorrente no cinema e na literatura de ficção.

Desde robôs que se rebelam contra a humanidade, como em 2001 ou Wall-e, até robôs que se apaixonam por humanos, como em O Homem Bicentenário ou robôs enfermeiros como em Operação Big Hero. São inúmeras as opções.

Mas um dos filmes mais marcantes é AI – Inteligência Artificial. Uma espécie de Pinóquio da era moderna, o longa conta a história de David, um robô-criança que sonha em se tornar um menino de verdade.

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Lançado nos EUA em 29 de junho de 2001 (no Brasil ele estreou em setembro do mesmo ano), o filme completa 20 anos e sua mensagem continua poderosa.

Se você quiser reassistir, o filme está disponível no Telecine Play, Apple TV e Google Play.

Veja 20 curiosidades sobre AI – Inteligência Artificial para comemorar 20 anos de estreia do filme

O longa é baseado no conto “Supertoys Last All Summer Long”, do veterano escritor de ficção científica Brian Aldiss. Ele foi publicado pela primeira vez na edição de dezembro de 1969 da revista Harper’s Bazaar e o filme é bastante fiel ao conto original que se concentra no relacionamento da mãe com David. Kubrick também se inspirou em Pinóquio, de Watson Carlo Collodi para criar seu filme, dando a visão de que David seria como uma versão robô de Pinóquio. Sabe-se que, desde 1989, quando Kubrick adicionou esta outra inspiração, ele só se referia ao projeto como “Pinóquio”.

Stanley Kubrick comprou os direitos do conto de Aldiss em 1983. Entre 1980 e 1990, ele contratou vários roteiristas para trabalhar com outros escritores de FC, incluindo o próprio autor, para adaptar o conto, mas diferenças criativas fizeram Aldiss abandonar o projeto. O desenvolvimento se arrastou por anos, já que Kubrick não queria um ator mirim interpretando o robô David e a tecnologia dos efeitos especiais ainda não permitia a criação completa de um personagem verossímil.

Foi quando assistiu a Jurassic Park que Kubrick voltou a pensar que o filme poderia finalmente ser produzido. Assistindo à aventura de dinossauros de Spielberg, Kubrick ficou convencido de que finalmente havia tecnologia suficiente para fazer o filme como ele imaginara.

Desde quando Spielberg estava dirigindo Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida que Kubrick lhe falava sobre o projeto de Inteligência Artificial, chegando a dizer que “seria o tipo de filme que Spielberg faria”, mas o orçamento de $65 milhões de dólares preocupava o cineasta, por ser alto demais para a época.

Foi em 1995 que Kubrick então convidou Spielberg para dirigir o filme mas as coisas só andaram mesmo após a morte de Kubrick em 1999, quando Spielberg começou a trabalhar ele mesmo no roteiro. Algo que não fazia desde 1982 em Poltergeist. O segredo com o roteiro era tanto que Kubrick fez Spielberg instalar uma máquina de fax em seu próprio quarto para que ninguém mais visse as anotações de ambos sobre o projeto. Mas a esposa de Spielberg cansou dos faxes chegando às 3 da manhã e fez a máquina ser levada para o escritório. Por conta deste segredo todo, visitantes foram proibidos no set de filmagens e toda a equipe de produção e atores tiveram que assinar termos de confidencialidade.

Para escrever o roteiro, Spielberg usou anotações de Kubrick e cerca de 600 imagens do storyboard que o outro cineasta havia produzido. Spielberg disse que Kubrick tinha produzido um primeiro e um terceiro atos que eram “brilhantes”, mas o meio era um tanto confuso. Isso significa que sim, ao contrário do que muita gente acredita (e critica), o final do filme foi obra de Kubrick e não de Spielberg. Ian Watson, que escreveu o roteiro original de Kubrick confirmou que os últimos 20 minutos de filme são exatamente o que Kubrick queria.

Falando do final do filme, muitas pessoas acreditam que os seres que aparecem são alienígenas. Isso acontece pela semelhança que eles têm com os alienígenas de Contatos Imediatos de Terceiro Grau, que não é mera coincidência. Spielberg usou imagens descartadas daquele longa (também dirigido por ele) para a cena. Mas o estúdio chegou a divulgar uma nota para a imprensa na época do lançamento, corrigindo a informação e afirmando que os seres são, na verdade, robôs super-avançados do futuro.

Outro motivo para a demora na produção do filme era o fato de que Kubrick não queria uma criança interpretando o robô David. Embora Joseph Mazello (de Jurassic Park) tenha feito testes para o papel, Haley Joel Osmet foi a primeira e única opção de Spielberg para ser David.

A ideia de David não piscar, aliás, foi do próprio Osmet. Spielberg acabou aceitando a ideia, o que obrigou Jude Law e outros atores que interpretam androides a também não piscar durante seu tempo em cena. Mas na verdade alguns deles piscam sem querer.

Haley Joel Osmet tinha em torno de 11 anos quando o filme foi gravado e era tinha todas as partes de seu corpo que eram visíveis raspadas para tirar todos os pelos do corpo e deixá-lo com a aparência mais próxima do plástico possível.

Como o personagem de Gigolo Joe era descrito como um “Elvis Presley romântico futurista”, Jude Law aprendeu a dançar como dois dos maiores artistas de Hollywood para o papel. Não apenas ele aprendeu movimentos de Fred Astaire e Gene Kelly, mas também aprendeu mímica e até mesmo a se mover como um pavão.

Foram usadas seis versões do ursinho Teddy durante as filmagens: um para quando ele era carregado em cena, outro como “dublê” e outros quatro para as expressões faciais. Cerca de 140 artistas e técnicos forma contratados para conceber o robozinho e depois construí-lo. Muitos já tinham trabalhado na produção de Jurassic Park, mas Teddy era muito mais refinado que os dinossauros e bem menor também. A voz monocórdica de Teddy é uma homenagem ao HAL-9000 de 2001, Uma Odisseia no Espaço (1968), obra de Kubrick.

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Aproveitando que os sets alagados de Mar em Fúria (2000) já estavam montados, Spielberg utilizou o local para gravar todas as cenas da Nova York submersa do futuro.

Originalmente, o filme seria apenas “A.I.”. Depois de uma pesquisa com a audiência, eles tiveram que mudar o título para A.I. Artificial Intelligence, pois a maioria achava que o título era A1, e A1 é uma famosa marca de molho de churrasco nos Estados Unidos.

Apesar de o filme se passar vários anos no futuro (a maior parte dele se passa em 2142 e o final em 4142), Spielberg decidiu não remover as torres gêmeas do World Trade Center do filme após seu lançamento em DVD. O ataque que as derrubou aconteceu apenas três meses após o lançamento do filme nos cinemas e Spielberg decidiu mantê-las no filme como uma homenagem.

A maioria do filme foi gravada no Spruce Goose Dome, na Califórnia. O lugar, originalmente construído para abrigar o avião H-4 Hercules de Howard Hughes (O Aviador), tem mais de 180 metros de diâmetro e 30 metros de altura e já serviu de set para outros filmes, como Batman Forever, Batman & Robin e Stargate.

No início do filme, quando David e Gigolo Joe chegam em Rougue City, eles passam por um bar de leite. Trata-se de uma referência direta a Laranja Mecânica, de Kubrick, que começa no Korova, um bar de leite.

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Pessoas amputadas reais foram contratadas para interpretar robôs com “partes faltantes” no filme.

O personagem Dr. Know tem a voz de Robin Williams e teve sua voz gravada com a direção de Kubrick e muito antes de Spielberg se juntar ao projeto. Em 1999, antes de Inteligência Artificial ser lançado, Williams estrelou O Homem Bicentenário, outra história sobre um robô que quer se tornar humano.

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Dr. Know tem a voz de Robin Williams

AI – Inteligência Artificial é a primeira parte da trilogia não-oficial “running man” de Spielberg, que continua com Minority Report (2002) e Prenda-Me Se For Capaz (2002). Spielberg desistiu de dirigir Harry Potter e a Pedra Filosofal e Jurassic Park 3 para fazer o filme.

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